Agora é oficial: o Café-da-manhã dos Campeões mudou de casa.

Não estranhe a url extensa ou a simplicidade da decoração. Muita das coisas que preciso fazer ainda estão empacotadas. Todos os posts foram transferidos para o novo servidor - que sedia o meu futuro webcomic - graças ao RSS do Blogsome; mas os comentários, por exemplo, ainda estão zerados, já que a opção de transferência através do RSS não permite essa ação.

Mas eu precisava voltar a blogar. Então, mesmo antes de colocar todos os móveis e itens de decoração na nova casa, incluindo um domínio específico (provavelmente a ser oficializado no fim de janeiro), já é possível acompanhar as novas desventuras literárias e pop do Café-da-manhã dos Campeões.

Obrigado a todos que acompanharam, comentaram e ajudaram o blog em mais de um ano de postagens. A versão Blogsome continuará ativa, mas sem novos textos.

Até o outro lado!

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Quebrei a cabeça semana passada tentando transferir os posts daqui para o novo servidor, mas não consegui. O Blogsome, pelo que pude perceber fazendo uma breve pesquisa, não fornece os arquivos do blog de bandeja; você precisa pedi-los para os editores da plataforma. E, ainda por cima, é necessário entender de algumas tecnices para configurar os arquivos no servidor do Wordpress.

O que não significa que desisti da mudança. Nesta semana, dou um jeito de resolvê-la - mesmo que isso significa repostar os posts na munheca. Me cobrem. Os que ainda voltam aqui. Eu sei que estão aí.

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Parece, mas este blog não foi abandonado. A idéia é voltar com força total no início de janeiro - com novidades, inclusive. Pra valer. Até lá, boas festas, etc, etc, e um próspero ano novo.

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Que espírito natalino o quê. Dezembro é o mês de ver mais da metade do seu andar de trabalho vazio, já que um bocado de gente tirou férias e a outra parte sai antes do expediente acabar.

Quanto a mim? Bem, eu vou dar uma mijada e juntar meus trecos. Tá quase dando a minha hora mesmo.

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Depois de ler e reler minha resenha sobre A Lenda de Beowulf, me perguntei o que diabos está acontecendo comigo? É o ritmo alucinado de coisas de fim de ano para fazer? É a falta de tempo para isso? Ou estou perdendo a tara em escrever de um modo mais jornalístico (porque eu deveria mesmo estar escrevendo meus roteiros de hqs)?

Tá, já escrevi textos críticos mais pobres. Mas eu tinha uma boa idéia, tenho meus macetes e não precisava correr para publicar o primeiro rascunho que surgisse na minha tela. Desperdicei tempo e gastei munição a toa. Talvez eu estivesse preocupado com a queda nas visitas regulares ao blog e fiquei na pilha de mostrar serviço.

Fui até a geladeira e saquei uma cerveja. Eu preciso pensar e rever minhas prioridades textuais. Aguardem notícias.

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Citar Neil Gaiman numa conversa sem associá-lo a Sandman é mais que improvável. Mesmo que ele tenha escrito romances que caíram no gosto da crítica e do público — Deuses Americanos, Filhos de Anansi e Stardust; este último adaptado para o cinema em 2007 —, a obra em quadrinhos de cerca de 60 edições é o referencial mor para qualquer um que conheça o mínimo sobre sua produção.

Isso não quer dizer que sua literatura seja menor ou deva ser desconsiderada perante Sandman. Seria um erro grosseiro. Gaiman, de certo modo, sempre foi um prosador. Sua passagem pelas histórias em quadrinhos foi uma benção para o meio e uma prova incontestável do potencial do mesmo para seus detratores. Mas o que está em questão aqui não é a invasão britânica nos quadrinhos norte-americanos por Neil, Alan, Grant e outros na década de 1980. E sim o retorno, digamos, do roteirista que mostrou a América como um punhado de areia daria vida a um pesadelo.

Ao lado de Roger Avary, parceiro de Quentin Tarantino em Pulp Fiction, Gaiman soube aliar suas qualidades como prosador as de roteirista em A Lenda de Beowulf, animação dirigida por Robert Zemeckis.

Com o fim de Sandman e sua partida para o mundo dos livros, as eventuais passagens do escritor pelo universo da Nona Arte não foram das mais notáveis. 1062 e Eternos, mini-séries que escreveu para a Marvel Comics, foram tiros no escuro com raros lampejos das belas caracterizações e diálogos soberbos, ambos marcas registradas do autor de Orquídea Negra. Compará-los a obras literárias do calibre de Coraline e Stardust, por exemplo, são de um disparate sem tamanho.

A Lenda de Beowulf, adaptação do poema anglo-saxão de autoria desconhecida do século 8, exigiria de Gaiman o timing narrativo dos seus tempos de bom roteirista de quadrinhos. Ou não: quem sabe a presença de Roger Avary foi o elemento-chave para o que se vê na tela — o casamento perfeito entre ação e uma história afiada, pontuada com diálogos ora bem-humorados, ora maduros.

A trama é enxuta: Beowulf, famoso herói e aventureiro, vai as terras gélidas de Heorot defender o Rei Hrotgar e seus súditos do cruel monstro Grendel. A tarefa se mostra complexa quando surge na equação a mãe de Grendel, interpretada através da captação de movimento pela bocuda preferida de todos Angelina Jolie.

A animação em si é estranha nos primeiros minutos. Para quem já assistiu o longa animado Final Fantasy VII, sabe que o resultado obtido pelo diretor Zemeckis ainda é capaz de ir mais longe, seja pela questão dos movimentos dos personagens em cena ou pela rigidez de certas expressões faciais. Mas estes minutos passam e a ótima trama que está se formando é capaz de segurar a atenção da audiência.

O roteiro produzido a quatro mãos, no início da película animada, possui certo ar simplista, beirando a uma inocente história de capa e espada. Longe disso. Com a progressão dos acontecimentos, Beowulf e outros personagens são lançados em questionamentos morais intricados, que ecoam até a última cena do filme. Há diálogos cômicos e sérios, mas nenhum meio-termo piegas, que se fique registrado. A ação é sanguinolenta e heróica, disfarçada justamente pelo elemento “animação” da produção. Objetos são jogados diante da tela ou a câmera dá rodopios nervosos para ocultar a brutalidade dos confrontos.

A Lenda de Beowulf não é um clássico instantâneo. Mas sim, uma grande obra de fantasia medieval, sem os excessos e certos clichês do gênero. Algo que me fará lembrar do Neil Gaiman roteirista inspirado de quadrinhos. E de Roger Avary, o fiel escudeiro.

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Se alguém encontrar a minha vontade de escrever, favor devolver. Sério.

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Depois de uma semana alocado numa função que não é a minha, sei o porquê muitas vezes o pessoal atrás dos balcões da vida nos atende com uma cara de quem comeu e não gostou.

Brasileiro deixa tudo pra última hora, traz documento errado e ainda quer que a gente dê jeitinho quando o único jeito é ele não embolar a vez do outro na fila e cair fora.

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Abrir o maço de cigarros numa sexta à tarde e contar apenas seis deles é de uma frustração filha da puta.

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