“O FMI nasce para preencher uma lacuna cultural histórica em Alagoas. Desde meados dos anos 90, nossa terra despertou uma cena musical com força autoral e qualidade artística como nunca vista por aqui. Lá se vão 10 anos desse “boom” muscial e até então nenhum evento foi formatado ou realizado com o objetivo de consolidar uma cena, de mostrar ao Brasil e à própria terrinha que: sim, nós somos fonte de boa música!”

Vai ter muita coisa boa. Mas, pra realidade da cidade, parece que o preço incomodou. Em parte, eu concordo. Até porque não vou ter verba pra ir nos três dias - queria muito ver o Wado e o Basílio Sé. Tenho que me contentar, com muito agrado, com o Tom Zé hoje.

Um resumo de como vai ser hoje a noite mais pra frente.

View Comments (0) RSS Feed for Comments on this Post

Capa American Virgin #1
Steven T. Seagle nunca foi um nome forte no mainstream da indústria norte-americana de quadrinhos. Traduzindo: nos gibis de Super-Heróis. Com exceção, é claro, de sua rápida passagem numa das séries dos X-MEN, conturbada pelas freqüentes interferências editorias, e em doze edições da revista do Homem-de-Aço SUPERMAN, acho, não muito lembrada pelos leitores. O trabalho de Seagle, aquele que dizem ter qualidade, sempre foi apontado nos publicados sob o selo adulto da DC Comics, a Vertigo.

Em março, mais uma série assinada por ele volta a sair com o selo da Vertigo num canto da capa. É a pretensa AMERICAN VIRGIN. Pretensa por, mesmo antes de cair no gosto da audiência, ser equiparada por seu criador/escritor a séries já consagradas. Nas palavras de Seagle, “AMERICAN VIRGIN vai fazer pelo ritual sexual global o que HELLBLAZER fez pela demonologia, ou pelo que PREACHER fez pelo humor grotesco.” Apesar do salto alto, a proposta de Seagle tem coragem em sua composição.

Isso, de algum modo, pode ser constatado ao se ler a primeira edição.

Adam Chamberlain é o filho que toda mãe cristã fervorosa gostaria de ter: sua devoção ao sexo só depois do casamento abençoado pelo Senhor o fez se tornar autor de um best-seller sobre castidade. “Save Yourself to save yourself” é o nome do tal livro. E as coisas não aconteceram a Adam só por sorte ou um super-plano de marketing. O rapaz tem carisma. Ele sabe usar as palavras. E acredita piamente no que está dizendo.

Pelo menos, no começo…

Seagle não comete erros nesta edição de estréia. De verdade. Se cometeu, acabei não notando. Estive mais atento aos seus tremendos acertos: Narrativa e diálogos combinando harmoniosamente. E que diálogos legais, viu? Que funcionaram por completo graças a fera da Becky Cloonan. Se você é o típico leitor médio de super-heróis, não sabe quem ela é ou de onde veio. Pois saiba que Becky entende do riscado dos quadrinhos, e seu trabalho mais festejado é o excelente quadrinho indie DEMO, escrito pelo ótimo Brian Wood. Misturando características de fisionomia do Mangá, bem de leve, com um traço forte e escuro, Cloonan alterna entre o limpo e o sujo como um choque elétrico. Impossível não ficar sensibilizado e horrorizado com o estado de Adam ao final da edição, quando o mundo o chuta violentamente no saco e dá início a uma série de questionamentos que veremos ao longo da série. A capa provocativa é de um dos atuais gênios da Nona Arte: Frank Quitely (The Authority, All Star Superman).

Segundo Seagle, AMERICAN VIRGIN, basicamente, trata sobre a primeira vez. Não. Não uma primeira vez, corrigindo. Mas várias delas, em diferentes situações. A idéia é colocar Adam confrontando todas elas a medida que a história avança. No final, parece que tudo reside em reflexão e evolução.

Quero continuar acompanhando e ver no que vai dar.

View Comments (0) RSS Feed for Comments on this Post

Meu nome é Pablo. O sobrenome que gosto de usar, dos dois que possuo, é o último: Casado. Resido em Maceió, capital das Alagoas, adjetivado como Paraíso das Águas. No alto dos meus atuais 22 anos, vivo do sonho de um dia trabalhar com Histórias em Quadrinhos – razão pela qual faço parte do estúdio NAPALM! Comics, daqui da minha terrinha mesmo –, me formar em Jornalismo e sair um pouco da minha província oligárquica e conhecer o mundo moderno lá fora.

Faz algum tempo que, coisa de quase dois anos, que levei adiante um blog chamado PROSA DO MAL. Devido a problemas de conexão – passei uma temporada morando num bairro afastado, sem cobertura de Internet banda larga, mas com um mar paradisíaco a menos de 100 metros de casa -, desativei meu diário virtual de pesquisa e cronismo, podendo retornar a ele só agora. Utilizando o suporte eficiente do blogsome, a idéia deste novo blog é dar continuidade ao anterior. Mas dando maior espaço aos meus relatos sobre o mundinho único que é esta cidade e o estado que a abraça. É a parte do inferninho que existe em casa paraíso.

E, no Éden das Águas, não seria diferente.

Nos links laterais, será possível encontrar meus álbuns de fotos no fotolog e flickr, assim como outros blogs e sites recomendados.

View Comments (0) RSS Feed for Comments on this Post