De 29 de abril à 1º de maio, será realizado em Maceió mais uma edição do ENCONTRO DE RPG & ANIME. As atividades - que incluem mesas de rpg, exibição de animes, cosplay, apresentação de músicas e outras coisas - serão no Sesc Poço, começando sempre às 9 da manhã. A entrada custará R$ 4,00 por dia, ou R$ 9,00 num pacote para os três dias.
Durante o evento, estarão sendo vendidos os fanzines do selo/estúdio NAPALM! Comics, que volta aos poucos a atividade do mundo dos quadrinhos. Serão quatro edições distintas a serem comercializadas ao preço simbólico de R$ 1,00, onde cada uma delas apresenta uma história fechada. Do Mangá aos Super-heróis, passando da ficção científica ao indie, essas quatro edições buscam levar adiante a proposta do grupo de quadrinhistas alagoanos:
Novos Autores. Novos Quadrinhos.
A seguir, apresentamos previews de cada fanzine e alguns dos autores envolvidos falando de suas criações.
DON CARALEONE É MAU!/ESPARTA
Ficha Técnica: Edição Flip-Flap, 10 Págs, R$ 1,00
Autores: Pablo Casado (Roteiro, Letras e Edição), Denis Pacher (Arte: Don Caraleone), Luciano Kars (Arte: Esparta), Emerson Magalhães (Letras e Efeitos: Esparta)
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MALDADE RIMADA, TRASHEIRA DESCARADA
Pablo Casado, abril de 2006
Se há algo que eu, como um tipo força artística criadora nérdica, espero nunca fazer um dia, é embrenhar de verdade no mundo da música. Sabe, formar uma banda séria, ou até mesmo compor pra valer. Eu já participei de projetos de bandas com amigos próximos, mas era coisinha de adolescente querendo parecer descolado, e ninguém nunca aprendeu a tocar porra nenhuma. Já escrevi umas letras de música, mas que nunca vão chegar perto do que me acho capaz de fazer num roteiro.
Eu simplesmente não sirvo pra isso.
Então, quando for dar uma sacada no conteúdo musical de DON CARALEONE É MAU!, não note a pobreza de certas rimas. Elas não estão lá para mais nada além de servir à narrativa da história. São as damas-de-honra meio desengonçadas das imagens seqüenciais, que mostram a violência de um mundinho marciano bem parecido com o nosso em certos aspectos. Representam o desprezo da convivência em sociedade para se chegar ao topo dela a qualquer meio.
Tudo numa trama sci-fi/trash/supercomprimida de cinco páginas.
Lendo você encontra tudo isso salvo na bela arte de Denis Pacher, que soube rimar bem mais que eu, mas no quesito narrativo: ele não deixou os diálogos e recordatórios atrapalharem seus traços e lances de câmera, estes ora minimalistas ora impactantes. Se eu posso me considerar o compositor dessa HQ, o Denis é o músico.
E o nosso single é rápido, certeiro e sujo. Tá ligado?
TERRA DO NUNCA LOVE SONG FIVE
Ficha Técnica: 12 págs, R $1,00
Autores: Pablo Casado (Roteiro e Letras), Felipe Cunha (Arte), Emerson Magalhães (Edição)
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NA VIAGEM…
Pablo Casado, fevereiro de 2006
Esta é mais uma daquelas histórias que você já sabe como começa e termina. Tudo bem, foi uma conclusão abrangente e besta demais. Mas não sei, de verdade, como encontrar uma definição sucinta e charmosa o bastante para introduzir vocês na história deste fanzine: Terra do Nunca Love Song Five.
O enredo é direto: um cara, uma garota. Amigos de faculdade. Convivência demasiada. No final das contas, um dos dois vai levar a situação pro lado “errado”. E tudo vai terminar… viu como você sabia? A única maneira de tirar um pouco da obviedade dos acontecimentos foi… bem, chapando.
Pra dar o toque necessário e salvar o meu roteiro obeso de diálogos metidos a reaizinhos, surge o Felipe Cunha e sua arte cheia de curvas legais de se percorrer. Algo que enche os olhos de qualquer digitador quando ele encontra o sujeito adequado pra mostrar que suas palavras tinham uma vida de verdade.
No final das contas, Terra do Nunca Love Song Five trata daqueles romances corriqueiros que a gente quer que dê certo, imaginando e fugindo da realidade de um final feliz incerto, escondendo-se em algum lugarzinho feliz da própria consciência. Sim, já aconteceu comigo. Vai dizer que contigo não?
MARIPOSA
Ficha Técnica: 16 págs, R$ 1,00
Autores: André Dantas (Roteiro), Jaguar (Arte), Pablo Casado (Letras e Edição)
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“HISTÓRIAS IMAGINÁRIAS”…
André Dantas, setembro de 2005
…assim eram chamadas.
Uma febre nos quadrinhos DC da Era de Prata, foram um recurso interessante (porém, às vezes, horrivelmente desastroso) de mostrar Superman, Lois Lane, Jimmy Olsen e outros em aventuras bizarras e fora de continuidade. Histórias imaginárias, eles diziam.
Quando, dois anos atrás, decidi fazer uma HQ curta com o Jaguar, onde iríamos criar um “mundo imaginário” à lá Astro City e 1984, eu não sabia os rumos que a história iria tomar. Afinal, era um conto simples. Sobre um mundo policiado, onde vigilantes mascarados e outros super-caras eram vigiados, cadastrados, e tinham suas vidas controladas por governos e corporações. E no meio de tudo isso, existiria uma ilha, um refúgio, onde era dada a estas pessoas uma chance de aprender, botar a vida nos eixos, e tentar seguir um caminho. É claro que nem todos viam a ilha, e seus habitantes, com bons olhos. Uma dessas pessoas era a Srta. Reisz, vulgo Mariposa.
Essa mulher tomou conta de tudo. A ilha, os supers de capa, os questionamentos políticos, ou seja lá o que mais eu queria escrever, nada mais importava. Existia apenas uma coisa em todo aquele cenário que me interessava: essa mulher irada. Com um ódio profundo por tudo. Patológico, abrasador. Uma mulher, obviamente, com uma vontade irresistível de morrer lutando. De ser alguém. De pegar uma lâmina e talhar bem fundo no alicerce do mundo que ela, um dia, existiu. Que no caos da vida, do cotidiano, achou uma ordem. Algo que a mantivesse sã. Que não demostrasse para os outros suas fraquezas, e como ela estava bagunçada por dentro. Mas, como não poderia deixar de ser, ela era uma mariposa. Impossibilitada de resistir ao brilho ameaçador do fogo.
E foi assim que ela se fez. Um pouco mais de 10 páginas. Porém, a Mariposa nunca abandonou meus pensamentos de fato. E, com o tempo, outras histórias surgiram (como uma particularmente primitiva de “Homens do Mistério”, onde um ser capaz de distorcer a realidade fazia a festa numa cidade protegida por um homem movido à vapor, e outras sandices).
E agora, nesse momento, me pego olhando para a ilustração da capa de Superman’s Girlfriend Lois Lane, a série de 1958, onde vemos uma Lois dona de casa colocando o jantar na mesa, enquanto o marido Clark, de uniforme, sai por um túnel no chão para mais uma missão! Esta foi a primeira de uma série de histórias imaginárias.
No entanto, como alguém disse certa vez: “Mas afinal, todas não são?”
URBANA BÁRBARA
Ficha Técnica: 16 págs, R$ 1,0
Autores: Pablo Casado (Roteiro e Letras), Thiago Oliveira (Arte e Capa), Emerson Magalhães (Edição)
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SERVIR & PROTEGER
Pablo Casado, janeiro de 2006
No futuro, os carros irão voar. Máquinas inteligentes irão existir, e, além de estarem em nossos lares ajudando nos afazeres domésticos, serão nossos amigos, colegas de trabalho e amantes. As cidades ao redor do globo serão em menor número, mas imensas. Pré-imaginadas. Super-metrópoles abraçando todas as raças que restaram na Terra, após as guerras biológicas e destruição de parte dos ecossistemas que sustentavam a vida antiga do homem. Muito da evolução tecnológica saiu dos livros de ficção científica e tomou forma real.
Ainda assim, mesmo com toda a evolução do pensamento criativo do homem, antigos problemas continuam a permear as entranhas da humanidade.
A violência é um câncer que se espalha com força pelas ruas de Latina, metrópole construída na América do Sul, próxima do Atlântico. Para combatê-la, o Conselho regente da cidade decidiu substituir o problemático efetivo robótico e investiu pesado em aprimoramento humano. Para combater os crimes pós-humanos, nada melhor do que indivíduos super-humanos para tal missão; pessoas capazes de julgamento de valores mais adequados ao homem comum do que Inteligências Artificiais e seus cérebros simuladores de sentimentos humanos.
Bárbara Lins é uma Oficial - humana alterada fisicamente para possuir habilidades não-naturais: super-força, super-velocidade. Treinada rigorosamente para saber como atuar nas mais diversas situações e manter a sanidade no contexto de ultra-violência criminal de sua cidade. Ela é uma jovem decidida. Arrogante. Que tem que dividir a atenção entre sua carreira em ascensão no Departamento de Polícia com os cuidados ao irmão mais novo, Caio, agora vivendo com a irmã devido ao recente falecimento de seus pais.
URBANA BÁRBARA é um drama policial, uma ficção científica com ação e pitadas de suspense. É LEI E ORDEM e THE SHIELD batidos num liquidificador mental com TRANSMET e MATRIX.