Puta que…
10 ou 15 minutos a mais prolongaram um trajeto de 15 minutos de onde eu estava, no Farol, até o Shopping Iguatemi. Tudo bem, isso não tem nada a ver com a resenha em si. Mas que a droga da raspada – porque aquilo não foi uma ‘batida’ nem a pau - dum carro num caminhão pipa me irritou, ah, irritou sim. Ainda mais pelo fato do ônibus não ser um daqueles refrigerados, tsc.
Pelo menos, não foi lá um atraso prejudicial. Eu ainda tinha uma hora antes de começar a primeira sessão do dia de O Plano Perfeito. Filme que eu tinha lá uma curiosidade para assistir – nunca vi nada do Spike Lee até hoje, infelizmente, mas a idéia de um diretor do meio independente/autoral atacar no ramo comercial, e (conseguir) agradar a mídia e ao público, era algo a ser conferido. E o Denzel Washington, Clive Owen, William Defoe e a Jodie Foster estariam no meio, então, por que não?

E o negócio é bacana.
Filmezinho cínico e maniqueísta, com crítica social e aquele charme de drama policial clássico. É uma afirmativa estranha, até conflitante, mas está tudo lá. No roteiro, nos diálogos, personagens… Na música com estilão oriente médio que toca no início do filme tendo a Grande Maçã como cenário, no sujeito que usa turbante e não é árabe, no policial branco que prefere ser um velho racista a um jovem morto… e por aí vai. Imagine se Onze Homens e Um Segrego fosse um filme “sério”, coloca um conteúdo sócio-político e umas falas engraçadas/sacanas, e você tem o Plano Perfeito.
Não dá pra dizer qual a melhor parte do filme: A da crítica social ou do drama policial estiloso bem x mal. Vai ver que o bom foi ter ambos na mesma história.

