Steven Grant dá lá sua positiva opinião sobre a maxi-série de Grant Morrison e fala sobre a(s) única(s) coisa(s) que prejudicaram a publicação.
Foram divulgados os artistas brasileiros que vão se apresentar na 18.ª edição da Popkomm, grande feira da música independente da Europa que acontece em Berlim e conta com shows, rodadas de negócios e conferências. Tivemos dois selecionados em Alagoas Wado (AL) e Sonic Jr (AL) O Brasil destaca-se na feira com o maior estande e cerca de 17 shows de músicos do País.
As atrações foram escolhidas entre as inscrições feitas através de edital público. Outros artistas serão escalados para fechar cada uma das noites na Popkomm e seus nomes serão divulgados em junho. O anúncio foi feito pelo Secretário de Políticas Culturais do Ministério da Cultura (MinC), Sérgio Sá Leitão, na conferência de abertura da FMI, Feira de Música Independente, em Brasília.
Confira os selecionados:
Brasil Universal: Clube do Balanço (SP), Wado (AL), Maria Alcina e Bojo (MG), Eduardo Gudin e Notícias dum Brasil e Fabiana Cozza (SP)Brasil Plural: MauricioTizumba (MG), Cabruêra (PB), Carlos Malta e Pife Muderno (RJ), Mawaca (SP)
Brasil Digital: Bossacucanova e Marcelinho da Lua (RJ), Cidadão Instigado (CE), Kátia B (RJ), Sonic Jr (AL)
Opening Party: Armandinho (BA), Yamandú Costa (RS), Raul de Souza (RJ), Naná Vasconcelos (PE), Marcos Ariel (RJ)
Fonte: Clipping Duo- Cultura online
Blockbuster (Arrasa-quarteirão) é o termo comumente usado na indústria cinematográfica para definir aquele tipo de filme que vai bater recordes de bilheteria, ficando semanas e semanas em cartaz, lançado provavelmente durante o verão (americano).
No mainstream da indústria dos Quadrinhos norte-americanos, o termo foi adotado e popularizado, eu acho, durante a década de 90. O sentido de definição é basicamente o mesmo, inclusive a época de lançamento desses tipos de gibis.
Infinite Crisis e Civil War são os blockbusters mais recentes das editoras DC e Marvel, respectivamente. A primeira, programada pelos editores a quase dois anos, teve sua sétima e última edição lançada quando a número um da segunda chegava as comic chops norte-americanas. Causando uma coincidência nada coincidente e perpetuando um tipo de publicidade chatinha na mídia dos comics.
CRISE INFINITA
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A maxi-série da DC que, além de ‘homenagear’ Crise nas Infinitas Terras, tentou ajustar o universo do Super-Homem e Batman das mancadas que editores e escritores cometeram ao longo da década passada, foi bem mediana. Tudo bem, estavam lá todos os heróis de primeira, secunda… décima categoria reunidos para salvar a pátria no fim de mais um dia apocalíptico. Em outros tempos, eu provavelmente degustaria o material sem questionar a sua real qualidade. Mas as coisas são diferentes, e, independente ou não do teor de nerdice, é preciso ter alguma sustância.
Mas devo admitir: a última edição de Infinite Crisis foi divertida. Algumas boas caracterizações, mais mortes sem-sentido, um vilãozinho maluco e uma última página pra fazer qualquer fanboy babar de terror. Tudo para fazer o Universo DC entrar novamente nos eixos… Nada que colocar boas equipes criativas e um planejamento adequado não ajudasse, mas já que a vaca estava mesmo indo para o brejo, por que não aproveitar e fazer um alarde sobre isso?
Na verdade, a parte das ‘boas equipes’ chega na forma do pulo cronológico One Year Later (Um Ano Depois), que mostra as mudanças que ocorreram com os heróis após a Crise Infinita e que pretende dar uma melhorada no nível das histórias. Boa parte do que ocorreu nesse ano pulado será mostrado na mini-série semanal 52, ainda a ser publicada.
Dentre as revistas com o selo One Year Later nas capas, dei uma lida nas do Homem de Aço, que apresentam o bom arco Up, Up and Away – o nosso conhecido ‘Para o alto e avante’ –, dos roteiristas Kurt Busiek e Geoff Johns; e nas do Homem-Morcego, com Face The Face, história que faz questionar se o nome nos créditos de escritor é mesmo o de James Robinson.

Só o tempo vai dizer se as mudanças vão ser mesmo para o bem.
GUERRA CIVIL

A diferença básica do blockbuster da Marvel para o da Distinta Concorrência é no tom pé-no-chão que o universo da Casa das Idéias pede. E no sujeito responsável pelo script: Mark Millar.
Por mais que seja conhecido por dar um ritmo cinematográfico as suas histórias, Millar é um dos poucos escritores pop que sabe como funciona uma estrutura de história em quadrinhos. Ele não pesa a trama com diálogos extras e desnecessários. O virar de suas páginas é natural e gostoso para o leitor. E a caracterização é um bônus a parte.
Isso não significa que Civil War seja a melhor coisa do escocês. É, de fato, uma boa história. Climão de arrasa-quarteirão mesmo. O conceito em si, o do registro de super-humanos, não é nada novo, mas a roupagem contemporânea talvez sim. E a divisão dos heróis em dois grupos é promessa de quebra-pau garantido.

Mas colocar o Capitão América contra o governo foi o grande agá do criador dos Supremos: Steve Rogers simplesmente não aceita o ‘convite’ da SHIELD para liderar um grupo de agentes especialmente treinados, que teria como função caçar e derrubar aqueles que forem de encontro a lei de registro de super-humanos – a ser aprovada no número 2 –, dando início a melhor seqüência de ação da edição. Com direito a ‘cavalgada’ num jato de combate!
Vou continuar acompanhando só pra ver esse tipo de coisa. Hah.
Lendo: Infinite Crisis #7; Civil War #1; Up, Up and Away; Face The Face; Fumaça e Espelhos.
Assistindo: Lost.
Ouvindo: Mama’s Big Ones – The Best of Mama Cass; Retrofoguetes.
Escrevendo: Muita coisa e nada ao mesmo tempo.
Fazendo: O que não deveria fazer.
Observando: A cidade e seus contrastes.
Amando: Só uma mulher.

