Ontem falei das fragrâncias espalhadas em dois bairros de Maceió. Não pelo simples fato de falar mal da cidade, a qual eu adoro; tratava-se apenas de um fato cotidiano que me irritou. E bastante. Ou não te irritaria morar num estado que tem o apelido de Paraíso das Águas e as praias da sua capital, imagine só, são impróprias para banho. Boa parte delas.

Enfim… Hoje eu ponho o pé na rua, tomo aquele coletivo-que-não-estava-cheio-graças-a-Deus, e sigo para resolver as coisas da minha vida, dá licença. E no rádio do ônibus, sintonizado na rádio Gazeta, o locutor Gilvan Nunes dá aquele abraço verbal: “Um bom dia, minha querida Maceió! Minha amada Alagoas!”

Daí eu olho para fora do transporte, e meus olhos batem na traseira de um moto, onde, acima da placa, havia um adesivo falando de estar apaixonado por Alagoas ou algo que valha. Então, subo a vista para o céu e, apesar de duas pequenas nuvens cinzentas, estava aquele sol. E abri um sorriso gostoso.

Parecia que a cidade estava falando comigo. E que acordara de bom humor, pelo que deu para notar. Magia pós-moderna, não seria?