Eu não estou em casa. Mas bem que me sinto assim onde me encontro no momento. Um lugar que tem me afastado, para melhor, das coisas do mundo virtual; e do real, também. É o meu esconderijo ficcional, onde levo uma vida divertida e rotineira, mas que precisa ser destroçada de vez em quando. Na verdade, quando eu preciso voltar a minha vida.
Ontem saímos. Fomos ao Jaraguá. Véspera de feriado. Comemorações juninas gratuitas e de aparente qualidade. Tudo iria sair perfeitamente divertido se não fosse a Bavaria quente, que me fez passar mal quando voltamos ao esconderijo ficcional. Eu caguei água por mais de duas vezes. E vomitei no final. Coisa de quatro jatos de líquido… que deveria ser a porcaria da cerveja quente da noite anterior. Precisava ver o meu estado depois disso tudo.
Ah, vai, ficou com nojo? Então por que se deu ao trabalho de ler sobre a vida de uma pessoa que você não conhece, malandro? Se quer novela caricata da vida real, a Globo tem em três horários clássicos, e a Record tá seguindo o mesmo caminho. Eu simplesmente estou digitando estas palavras mal-elaboradas porque preciso de um registro, algo para marcar a existência, mesmo que mínima, da minha identidade digital. Assim, o Deus da Conectividade irá saber que ainda navego por suas ondas virtuais.
Eu não estou chapado. Talvez esteja, mas de dor pela virose que, teoricamente, estaria avançando sobre mim neste exato momento. Amplificando minha vontade de vencê-la ao escrever qualquer coisa. É a minha oração. Se você a estiver lendo neste momento, estará me ajudando a ficar melhor. A ser melhor. Porque eu acredito em você.
Acredite em mim. Eu estou aqui.

Ainda vou descobrir porque estão babando em cima da nova mini-série do Neil Gaiman para a Marvel, Eternos.
Ô gibizinho chato. 1602 conseguiu começar com mais estilo e inteligência, apesar de extremos baixos e aquele final horrível.
Vou continuar lendo Fumaça e Espelhos que eu ganho mais, sabe.

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Isso me fez lembrar que eu tenho uma versão em inglês do Down and Out in Paris and London, formato pocket, que custou meros dois contos num dos sebos de Maceió. E que ainda não foi lida.

(…) e, mais recentemente, Felipe Cunha desenhou Terra do Nunca: Long Song Five, com roteiro de Pablo Casado e publicada pelo grupo de fanzineiros Napalm!
Aliás, a Napalm Comics é um excelente exemplo de pessoas dispostas que uniram forças para divulgar os fanzines que estão produzindo. Sempre com um material de muita qualidade e temática e estilos diversificados, esse grupo tem surpreendido quem acompanha os fanzines.
Matéria sobre fanzines do site Pop Balões, que me deu um sorriso até meio bobo num dia tão desgracento como hoje. Infelizmente, não encontrei o nome do autor do referido texto, mas só tenho a agradecer pela citação a toda equipe da página.
De lá, lembro de conhecer o Leonardo Melo, camarada de uma das listas de discussão de quadrinhos da vida. A Quadrim, se não me engano.
E o Terra (…) é um dos zines que mais tem dado retorno positivo onde chega. Isso, fico contente em dizer, graças ao Felipe e seus meios de divulgação do material. Ele conseguiu botar o bagulho nas mãos até da Becky Cloonan. (Ah, dane-se; sei que tenho começado a falar demais dela por aqui ultimamente, mas quem se importa?)
Tá na hora de fazer mais umas cópias.

‘Cabei de ver o trailer disso aí no A&E Mundo e achei visualmente deslumbrante.
Eu adoro esses filmes orientais cheios de frescuras vestimentais e histórias de amor exageradas, em que todo mundo luta de modo plástico e surreal.

Além de desenhar pracarai, ainda é uma graça. Becky Cloonan, senhoras e senhores, artista de American Virgin, uma das séries bacanas da Vertigo que acabou de completar um arco de história.
Head, em quatro partes, foi escrito por Steven T. Seagle e aparenta ser apenas a ponta de um iceberg dissecativo sobre crenças, seus dogmas e outros males do nosso mundinho pós-moderno. As duas primeiras edições são sensacionais, e as duas seguintes caem um pouco, mas mantém o interesse no que está por vir.
José Padilha já começou a dar o que falar, e deve dar ainda mais ano que vem. O sujeito, que dirigiu o elogiado documentário Ônibus 174, se prepara para encarar o longa-metragem de ficção Tropa de Elite. O filme, inspirado no livro Elite de Tropa e em relatos de policiais, vai contar a história de integrantes do Batalhão de Operações Especiais, o famigerado BOPE, em ações passadas no Rio de Janeiro de 1992.
O projeto, até o momento, tem o roteiro concluído e começa agora a buscar o elenco – o talentoso e queridinho da mídia Wagner Moura disse topar encarar um dos papéis da película, que ganha ainda mais credibilidade com as participações do americano Phil Neilson, responsável pelos efeitos especiais do mediano Falcão Negro em Perigo, e da Weinstein Co., dos irmãos Bob e Harvey, em relação a distribuição lá fora.
O diretor comparou seu novo filme com Cidade de Deus, dizendo que ele mostra o outro lado da moeda; no caso, a visão da polícia. E foi do filme de Fernando Meirelles que Tropa de Elite recebeu uma bela ajuda no roteiro: Bráulio Montovani, carimbado com uma nomeação ao Oscar, chegou no final do jogo, como ele mesmo afirmou na entrevista dada a Agência o Globo, e deu suas mexidas na história.
Só eu estou animado com o próximo filme de gângster à brasileira?
Fontes: Jornal Gazeta de Alagoas sob matéria da Agência o Globo.
Tem coisa pior do que começar o dia com o estômago embrulhado e o corpo mole, quando lá fora está fazendo um sol daqueles, de paraíso tropical?
Foda-se, corpo. Estou assumindo o controle. Essa semana vai começar bem e tu não vai me impedir, seu maldito.
Agora se levante e vá pra rua. Xau.