“The world situation in ‘DMZ’ is very complex, and the full picture unfolds over the course of the series. The main character, Matty Roth, serves as our guide to the story. We see what he sees, when he sees it.”
Brian Wood fala sobre seu DMZ, hq da Vertigo legalzinha, e que explora uma Nova York, bem como o próprio EUA, num pé-de-guerra interno louco. Numa crítica direta a política externa norte-americana de hoje.
O primeiro encadernado saiu hoje por lá, e dá pra ver no desenvolver dessas tramas iniciais uns altos e baixos da coisa toda. Tanto por parte do Wood como do desenhista, o Riccardo Burchielli. No que diz respeito à crítica social, o criador de DEMO se sai melhor, atualmente, com a mini-série Supermarket.
Mas tá melhor do que muita coisa por aí.
Dá uma olhada no blog de trabalho da série, também.
Os sites de quadrinhos mais badalados de quadrinhos da rede – UHQ, Omelete e HQM – não deram uma certa nota nesse meio de semana, vazada na imprensa online na segunda. Tudo bem, vai ver porque ainda é um boato-quase-certo-de-ser-verdade e, a série da qual ela se trata, não ser tão comentada por aqui.
Trata-se do anúncio não-oficial do substituto do desenhista J.H. Williams III na ótima série Desolation Jones, escrita por Warren Ellis. Williams, que foi para um título do Batman a ser roteirizado por Paul Dini, deu a vaga a um sujeito promissor: Danijel Zezelj.
O primeiro arco da série, “Made in England”, tem seis partes e foi ilustrado completamente pelo artista da Promethea, dando um visual ainda mais alucinado ao mundo sujo e ultra-violento elaborado por Ellis. Dando ao gibi uma cara bem particular. A saída de Williams é, de fato, uma perda considerável para o ritmo das histórias (dentro do seu estilo).
Como fã, é esperar para que Zezelj e seu traço dêem um novo e empolgante gás as desventuras do ex-agente Michael Jones.

NCIS não é lá um super seriado. Mas o programa, exibido no Brasil pelo canal pago AXN, tem algo básico para agradar um público minimamente exigente: personagens sólidos e uma boa química entre eles. Combinação auxiliada é claro, por uma estrutura narrativa decente e tramas razoáveis, recheadas de diálogos legais e divertidos.
Liderando o elenco, temos o veterano Mark Harmon (Chicago Hope) – de um dos clássicos da Sessão da Tarde: “Curso de Verão” (Summer Scholl) – fazendo o papel do mau-humorado e linha-dura agente especial Leroy Jethro Gibbs. Ele chefia a divisão que dá nome a série, e que é especializada na investigação de crimes envolvendo oficiais da Marinha norte-americana.
Sob o comando de Harmon, e formando o time de agentes de campo, estão os atores Michael Weatherly (Dark Angel) e Sasha Alexander (Dawson’s Creek); aquela típica dupla onde rola uma tensão sexual por baixo dos panos, sabe? David McCallum, Pauley Perrette e Sean Murray completam o elenco.
Oficiais das forças armadas que se cuidem.
A precisão da atmosfera militaresca da série não é à toa. E isso se explica pelo nome do produtor executivo da coisa toda: Donald P. Bellisario, o mesmo produtor/criador de um dos seriados mais conhecidos nessa linha, o drama de tribunal JAG. Que, assim como seu irmão mais novo, contou por oito temporadas a trabalheira de promotores e advogados envolvidos com os crimes na Marinha.
O que dá a NCIS um charme melhor pra mim, é o tom cadenciado dos diálogos e o divertimento contido neles. Os roteiristas souberam trabalhar bem os clichês básicos do gênero, não tendo o meio de campo embolado por atores ruins. Assim como JAG, vale a pena dar umas assistidas.
Mas nem sempre.