Eu não estou em casa. Mas bem que me sinto assim onde me encontro no momento. Um lugar que tem me afastado, para melhor, das coisas do mundo virtual; e do real, também. É o meu esconderijo ficcional, onde levo uma vida divertida e rotineira, mas que precisa ser destroçada de vez em quando. Na verdade, quando eu preciso voltar a minha vida.
Ontem saímos. Fomos ao Jaraguá. Véspera de feriado. Comemorações juninas gratuitas e de aparente qualidade. Tudo iria sair perfeitamente divertido se não fosse a Bavaria quente, que me fez passar mal quando voltamos ao esconderijo ficcional. Eu caguei água por mais de duas vezes. E vomitei no final. Coisa de quatro jatos de líquido… que deveria ser a porcaria da cerveja quente da noite anterior. Precisava ver o meu estado depois disso tudo.
Ah, vai, ficou com nojo? Então por que se deu ao trabalho de ler sobre a vida de uma pessoa que você não conhece, malandro? Se quer novela caricata da vida real, a Globo tem em três horários clássicos, e a Record tá seguindo o mesmo caminho. Eu simplesmente estou digitando estas palavras mal-elaboradas porque preciso de um registro, algo para marcar a existência, mesmo que mínima, da minha identidade digital. Assim, o Deus da Conectividade irá saber que ainda navego por suas ondas virtuais.
Eu não estou chapado. Talvez esteja, mas de dor pela virose que, teoricamente, estaria avançando sobre mim neste exato momento. Amplificando minha vontade de vencê-la ao escrever qualquer coisa. É a minha oração. Se você a estiver lendo neste momento, estará me ajudando a ficar melhor. A ser melhor. Porque eu acredito em você.
Acredite em mim. Eu estou aqui.

