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Quem vence?

O Brasil parece ter uma dupla de defesa deveras consistente, mas nossos hermanos argentinos estão botando fé em dois dos seus melhores atacantes.

Na disputa entre a melhor defesa e o melhor ataque, quem ganha são os apreciadores do futebol jogado com plástica e beleza.

E tem gente que não gosta de Futebol e Copa do Mundo. Vai entender.

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Para muitos homens na África Ocidental, scarring¹ é uma forma de iniciação tribal e um sinal de bravura. Feito com lâminas de barbear, o doloroso processo começa na puberdade e continua até a fase adulta. Cada tribo possui um design de tatuação distinto; as marcas desse homem referem-se ao seu vilarejo e clã, e inclui símbolos de magia negra que mantêm afastados os espíritos ruins.

¹Corte feito de modo a deixar a área ferida permanentemente cicatrizada.

Pesquisando para uma nova história, acabei voltando com maior foco a um dos assuntos que mais me causa interesse e fascínio: a modificação corporal.

A foto aí vai servir de referência para a construção de um dos personagens de destaque do meu elenco.

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O Cadu avisou e não custa nada repassar: tem hq nova do Homem-Grilo na rede. É a ‘Grandes Poderes’, ilustrada pelo parceiro Jeferson Batista.

Just One Page. (Algo que me lembra outra coisa.)

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Não dá pra fechar os olhos quanto a isso: a seleção da Costa do Marfim foi, provavelmente, a mais interessante de se ver jogar até o momento na corrente Copa da Alemanha. Com um gingado ágil, divertido e envolvente, além da explosão física, os africanos deram trabalho e deixaram seus dois adversários iniciais, Argentina e Holanda, fechados na maior parte do tempo com o cu na mão.

Mas jogar bonito não garante vitória. E prova que, para se conquistar um campeonato como esse, é preciso aproveitar as fragilidades dos oponentes, meter quantos gols puder e se segurar para manter o resultado quando ele estiver positivo. Um tipo de futebol parecido com o de uma Libertadores da América, por exemplo, onde uma atuação nem tão plástica, mas produtiva, é de bom tamanho para seguir adiante.

Eu torci de verdade pela Costa do Marfim. Deu gosto vê-los jogar. Mas essa manha de ficar caindo na área a todo momento, esperando rolar um pênalti pra não ter o trabalho de dar chute a gol do modo convencional fez com que os sujeitos perdessem as duas partidas. E nós estamos aqui a meter o pau, as mãos, os pés e tudo que pudermos no Brasil pela atuação pífia na estréia vitoriosa.

Que eles continuem a jogar assim. Basta tirar o ‘Fenômeno’ e toquemos rumo ao Hexa. Às vésperas de mais uma eleição depravada e desgostosa, pelo menos teríamos uma coisa besta para comemorar e anestesiar o que vem por aí.

Alienação já.

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Clica na imagem e dá uma olhada na cantora Pink tendo um piercing colocado no mamilo direito. Do blog do melhor site de modificação corporal da rede.

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Espanha e Ucrânia fizeram o primeiro jogo da Copa da Alemanha hoje, 14 de junho. Pelo que se falava da ‘Fúria’, era de se esperar um joguinho ameno e com um ou outro gol perdido. Mas o que vi nos vinte e tantos minutos iniciais do primeiro tempo, foi um time espanhol tocando bem a bola, colocando os ucranianos na roda e metendo duas bolas no interior da rede.

De longe, um dos melhores jogos desse mundialzinho que começou bem meia-boca. Terminou 4x0 para os espanhóis, num resultado mais do que merecido. Só que, nos tais ‘vinte e tantos minutos’, ´cabei mudando de canal e seguindo para o Telecine Premium: 10:35 começariam a exibir Old Boy, do coreano Park Chanwook. Vencedor do prêmio especial do Júri em Cannes, 2004, o filme já havia me conquistado quando li sua sinopse em algum lugar, falando de uma louca busca por vingança.

E bota louca, viu?

Oh Dae-Su é o protagonista, e interpretado brilhantemente aqui por Choi Min-Sik, que ficou preso numa localidade incógnita durante quinze anos, sem saber a razão. Nesse espaço de tempo, ele preencheu o vazio de sua nova vida com muita televisão e um treinamento físico pra lá de brutal. Quando é libertado, ele vai em busca de quem o manteve cativo. E com a clara e irada idéia de matá-lo do pior jeito possível.

Old Boy não pode ser considerado um filme tradicional. Nem vou aqui rotulá-lo sob a categoria de ‘cinema de arte’, por mais que seja essa a classificação mais (ou menos) adequada. Old Boy é a prova de uma força criativa genuína, cruel e doentia. Ele eleva o significado da definição de entretenimento. Pelo menos, daquela que a maioria gosta de aceitar. Porque ele não é o tipo de filme que te faz rir de alegria, se emocionar com uma cena bonita e etc. A história contada por Park Chanwook te choca, gratuitamente ou não, e cria um horror crescente na sua mente que é difícil tirar da mente depois que os créditos começam a subir.

É um filme que te faz passar mal. Que desafia você, sua moralidade e modo de se entender certos desastres humanos. Mas de um jeito cheio de estilo e inteligência.

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“Se depender de nós vai ter gol até de calcanhar”.

Do sensacional Blog de Guerrilha.

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Allan Heinberg é o escritor da série Jovens Vingadores, da Marvel. O conceito, provavelmente, foi de algum editor da Casa das Idéias que estava na tara de fazer algo para bater de frente com os Novos Titãs. Vai saber. Da referida série, comentários positivos já foram encontrados entre camaradas meus. E foi por esse trabalho que Allan ganhou duas indicações ao Eisner Awards de 2006, nas categorias melhor nova série e melhor roteirista.

Oriundo da TV, onde redigiu roteiros para seriados como The O.C e Sex and The City, e atualmente faz parte da equipe de Grey’s Anatomy, é fã assumido de histórias em quadrinhos. E que teve sua oportunidade de adentrar no mercado dos comics pelas mãos de Joe Quesada, que adora essa coisa de chamar fulano e beltrano de Hollywood para salvar a pátria da criatividade de sua editora.

Depois do relativo sucesso com os Jovens Vingadores, a DC cresceu o olho gordo em Heinberg e o escalou para ser o escritor titular da zerada série da Mulher-Maravilha após o salto de um ano. Acompanhado no lápis pelo sempre legal Terry Dodson, o número #1 da atual versão do gibi chegou às comic shops na última quarta-feira. E, pra mim, foi uma brochada em cima de uma idéia bacana.

Wonder Woman #1

(Spoilers explícitos a seguir)

Um ano após a saga Crise Infinita, não se sabe do paradeiro da Mulher-Maravilha conhecida como Diana Prince. Em seu lugar, assumindo o manto da guerreira amazona, está sua irmã Donna Troy – que, em termos de ressurreição, só deve perder pra Jean Grey. E que é chamada para atender num caso de terrorismo, onde os atentadores em questão – um bando de inimigos das antigas da personagem – querem a presença da ‘verdadeira’ Mulher-Maravilha.

Tudo que Heinberg fez nesse primeiro número foi elaborar uns recordatórios e diálogos bobos, e até constrangedores. Algumas boas sacadas, tudo bem, rolaram; incluindo nisso a participação de uns coadjuvantes da velha guarda da DC: Sargento Steel e Nemesis (que eu pensava que tinha morrido no final da década de 80). Adicione aqui o quebra-pau básico com os vilões e, no final, a surpresa legal desperdiçada por um punhado de páginas de enrolação:

Diana Prince, a maravilhosa que todos conhecemos e amamos, aparece na última página enfiada num sensual traje branco, modelito espiã. Durante o pulo de um ano, de algum modo, ela se meteu com o governo - ou com alguma agência de espionagem independente - e se transformou numa James Bond de calcinhas e óculos estiloso.

Já imaginou como algo do tipo poderia gerar histórias inusitadas e divertidas?

Eu curti isso. Só acho que o Heinberg vai botar tudo a perder. Ou ele, ou o cabresto dos editores.

Vou ler Jovens Vingadores depois pra tirar a prova da competência do cara.

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…o goleiro da Costa Rica se chama ‘Porras’. Sério.

Obviamente, eles, os costa riquenhos, chamam porra de outra coisa.

Hm.

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Neil Gaiman me fez correr para o meu caderno de rascunhos. Momentos antes, estava na minha atenta leitura de Fumaça e Espelhos, livro que coleta contos diversos do escriba de Sandman. Parei em “O Lago dos Peixes Dourados e Outras Histórias”, narrativa que me trouxe uma alegria depressiva.

Trata de um escritor de romances que vai a Hollywood escrever um roteiro de um filme que adapta um livro seu. Mas que não se dá bem no intricado processo da indústria cinematográfica mainstream norte-americana.

Não é lá uma obra-prima, mas possui algo de cativante em sua prosa mediana – e Gaiman “mediano” é melhor que muito autor best seller, malandro.

Acho que senti certa identificação com o protagonista – em aspectos claramente distintos, obviamente. Principalmente nas incertezas do que se escrever, como se escrever. E qual a reação de entendimento que essa elaboração criativa pode causar.

Não há qualquer reposta para isso no momento em que gravo tais anotações em meu caderno. Só um frio incômodo cruzando a janela semi-aberta e que abraça meus pêlos e couro humano. Tem escurecido mais cedo em Maceió por causa desse clima gélido, chuvoso. Atípico em boa parte do ano.

Espero que ele tome rumo para paragens mais apropriadas. E leve a nuvem de confusão criativa que chateia minha mente.

Hora de voltar para o Gaiman.

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