Terminei, finalmente, “Fumaça e Espelhos”.

E se há algo que Neil Gaiman sabe fazer com aquela maestria poética de ficcionista, é transformar o fantástico em mundano e vice-versa. Habilidade para alguns e extremamente distinta nos indivíduos nos quais se manifesta.

Mas, longe da perfeição, o livro de contos do referido autor britânico te prende em certos momentos sem direito à revisão de ‘pena’ de leitura. Noutros, é tão passável quanto aqueles panfletos que pegamos na rua e damos uma olhada desatenciosa antes de amassar, enchendo o estômago da lata de lixo mais próxima.

No entanto, “escrever é voar em sonhos. Quando você se lembra. Quando pode. Quando dá certo. É muito fácil.” Palavras do caderno de notas do próprio Gaiman, usadas na abertura da edição. E é assim que podemos definir os altos momentos do livro. Seja com “Cavalaria”, “O Lago dos Peixes Dourados e Outras Histórias” ou quem sabe, até mesmo, com o “Presente de Casamento” nunca dado aqueles amigos.

Quando dá certo, bem, é como voar em sonhos. É puro Gaiman.

View Comments (0) RSS Feed for Comments on this Post

Sábado tinha tudo para ter uma bela noite de roque em rou maceioense lá pelas bandas do Sesc Poço, a partir das vinte e uma, com quatro bandas locais mandando ver. Dentre elas, a Mr. Freeze, a minha preferida da line up do encontro musical. Então, já na sexta, estava tudo pensado para o dia seguinte: reunião da NAPALM! à tarde e showzera à noite.

O que não dava pra imaginar era a reunião desgraçada que seria realizada para melar a programação. Figurinhas como Murphy, São Pedro e, pasmem, Chevy Chase sentaram-se em confortáveis cadeiras de madeira ao redor de uma mesa de mogno, jogaram streap-poker acompanhados de caipirinhas, e, do nada, combinaram que devia chover pra ferrar no sábado. E choveu, malandro.

Só tive coragem de sair pra reunião da NAPALM! mantendo a esperança de que, a noite, as nuvens iam amenizar e o clima esquentaria minimamente para a curtição. Mas que nada, viu: a palhaçada temporal continuou sem dar muita trégua, fazendo com que Ana e eu desistíssemos de botar o pé na rua. Melou geral.

Daí chega a domingueira. Céu aberto e sol trampando numa boa. Pessoas indo para a praia sem maiores preocupações. Nos motivando a jogar no corpo umas roupas leves e tocarmos para a orla da Jatiúca, onde lançamos passos lentos no calçadão. Assim como dedos de prosa no ritmo das ondas e da maresia. Numa batida diferente da que tínhamos planejado pro fim de semana. Mas, ainda assim, com sua melodia própria.

View Comments (0) RSS Feed for Comments on this Post