Terminei, finalmente, “Fumaça e Espelhos”.
E se há algo que Neil Gaiman sabe fazer com aquela maestria poética de ficcionista, é transformar o fantástico em mundano e vice-versa. Habilidade para alguns e extremamente distinta nos indivíduos nos quais se manifesta.
Mas, longe da perfeição, o livro de contos do referido autor britânico te prende em certos momentos sem direito à revisão de ‘pena’ de leitura. Noutros, é tão passável quanto aqueles panfletos que pegamos na rua e damos uma olhada desatenciosa antes de amassar, enchendo o estômago da lata de lixo mais próxima.
No entanto, “escrever é voar em sonhos. Quando você se lembra. Quando pode. Quando dá certo. É muito fácil.” Palavras do caderno de notas do próprio Gaiman, usadas na abertura da edição. E é assim que podemos definir os altos momentos do livro. Seja com “Cavalaria”, “O Lago dos Peixes Dourados e Outras Histórias” ou quem sabe, até mesmo, com o “Presente de Casamento” nunca dado aqueles amigos.
Quando dá certo, bem, é como voar em sonhos. É puro Gaiman.

