Ah, merda. Voltou a cair aquela chuvinha rala e de direção revoltosa sobre Maceió. Trazendo consigo um frio de encolher os pêlos e gelar os pés. Algo que não me ajuda muito no processo de cura pelo qual estou passando: o nariz, apesar de desentupido, ainda dá sinais de coriza; e a garganta está grossa e embolada, me fazendo pigarrear umas duas ou três vezes durante o dia.
Mesmo assim, a vontade de fumar não some. Principalmente se o objeto em questão for um cigarro de palha: passei pouco mais de uma semana consumindo o cigarro convencional, esses de marcas gringas, e voltei a palha mineira quando o maço deles havia acabado. Ainda restavam uns três Souza Paiol e eles relaxaram minha tarde de quarta-feira, me levando a uma lentidão zen.
Eu sei, isso é idiota. Muito idiota. Mas acho que estou cretinamente compensando o que não vivi dos dez aos vinte anos. Um tipo de pré-crise de meia-idade, quem sabe. Provavelmente, vai acontecer o mesmo que rolou com a bebida: depois de seis meses enchendo a cara de domingo a domingo, hoje eu não consigo beber mais do que dois copos de uma loira gelada. Depois do terceiro eu já estou ficando enjoado. Tudo bem, eu nunca fui mesmo um beberrão profissional, mas meu fígado agradeceu.
Quem sabe meus pulmões agradeçam um dia. Ou não, e daí eu vou engasgar sangue, saliva, pus e o que mais vier pela frente. Hm. É. Deve acontecer desse jeito. Mas tem muita estrada pela frente e, como só se vive uma vez, vamos curtindo. Mas, como diz naqueles comerciais, “aprecie com moderação”. Claro.

