Desde domingo as coisas começaram a desandar pro meu lado. Na quinta, rolou um preview quando me ligaram da faculdade, afirmando que não fecharam a turma pra Letras e, infelizmente, tenho que esperar até outubro. Em setembro, eles vão realizar um vestibular para preencher as vagas. Coisas das universidades particulares da vida, cê sabe, né?

Daí, como eu disse, no domingo abro meu gmail e dou de cara com a notificação do meu orientador, comentando a tal carta que recebeu da instituição de amparo a pesquisa que “indeferiu” nosso projeto. Na terça, eu pego a tal carta e torço os olhos quando vejo que ela só possui dois parágrafos superficiais, não explicando por que recusaram a nossa proposta.

Eu sei que as coisas se embolaram tanto no meio de campo, que quem tava no ataque teve que voltar para ajudar. Mas daí não chegou a tempo.

Mentalmente, estou esgotado. Sem um pingo de criatividade e vontade de escrever. Tanto que duas crônicas que eu estava empolgado para redigir vão passar do prazo de validade já, já. Se já não passaram. Tudo que eu preciso agora é estudar muito, e não cortar os pulsos enquanto todos a minha volta repetem o que eu já sei.

Está rolando esse pesadelo em tempo real e não me dispus a acordar. Ainda. Passei os últimos dias sendo improdutivo na frente do micro, assistindo anime. Finalmente vi “Death and Rebirth” do Evangelion, e agora estou baixando o “The End of…”. FLCL (Furi Kuri) também rodou por aqui, mas ainda não decidi se gostei: a animação é genial, mas os três episódios que catei não me cativaram 90%. E tem o Eureka Seven, que é um tipo de Evangelion versão ‘surf sci-fi j-pop music’. Sério. Imagina só: mechas que surfam ondas de ar especial e que guardam dentro de si um poder secreto. O protagonista é um pirralho ferrado e seu interesse romântico é uma magrinha pálida de cabelo azul.

E, de gibi, nem tenho lido muita coisa. Passei a vista em Casanova 3, e fiquei com o mesmo gosto na boca que senti com o Furi Kuri. O que não aconteceu com The Boys 1: é ruim, chato pra caralho. Garth Ennis ainda teve a ousadia de comparar o atual trabalho com um novo Preacher. Parece coisa do departamento de marketing da Wildstorm, isso sim. Vou até dar uma conferida no que tá saindo por lá hoje.

Ah!, eu me sinto com 14 anos de novo. A única diferença é que eu não tinha diário pessoal naquela época. Sei lá, vai ver é algum distúrbio cronológico. É que nem um amigo meu, que mandou um e-mail pra nossa lista particular e o negócio tava com a data de 4 de novembro deste ano. Vê se pode?

Vamos ver se amanhã eu acordo com 22 de novo.