Terça-feira de expectativa em Maceió, assim como no restante do Estado. A razão: o debate político na TV Gazeta, afiliada alagoana da rede Globo, com os quatro principais candidatos ao governo. Esperava-se tanto da discussão que importaram o Alexandre Garcia de Brasília. Depois da novela Páginas da Vida, os créditos finalmente subiram e a pipoca dos alagoanos já devia estar preparada.

A excitação correu forte nas veias quando o candidato do PTB, João Lyra, foi visualizado numa das bancadas do estúdio, estando ele dentre os concorrentes Teotônio Vilela (PSDB) e Ricardo Barbosa (que, segundo o Garcia, é de um partido norte-americano chamado “Pi-SOL”). No outro extremo, a professora Lenilda Lima, do PT, também marcava presença. Os ingredientes estavam no caldeirão e a bruxa estava solta. E viva ao COMBATE da democracia!

A coisa não podia começar melhor: Ricardo Barbosa foi o sorteado inicial para a primeira pergunta da noite, com tema também sorteado. Para quem ele decidiu perguntar sobre investimentos? “Eu conheço muito bem esse assunto. Não tem ninguém que saiba mais de investimentos do que eu”, replicou o candidato João Lyra, acusado pelo concorrente do PSOL, durante o questionamento, de ter fugido de debates realizados em outras emissoras e de estar querendo comprar a sua eleição. “Eu não posso ir numa emissora em que todos os funcionários são meus opositores”, afirmou o empresário. Estranho: um dos sócios da TV Pajuçara é o candidato ao senado Nonô, integrante da chapa de Lyra e um de seus principais incentivadores ao cargo de governador. Apesar de que, realmente, existem alguns “opositores” que o usineiro costuma evitar na citada rede televisiva.

Mas o confronto não parou por aí, é claro – dos dois lados. Sozinho em seu córner, Lyra falava de modo pretensioso – sobre qualquer assunto, ele sabia melhor do que todos e sua linha de crédito para atuar como governante não seria pequena – e certamente não discursou para todo o povo alagoano. Pouco conclusivo em boa parte de suas respostas, ele parecia falar para seus empregados, que devem conhecer de cabo a rabo seu curriculum vitae. Só quando alfinetava seus concorrentes, principalmente o Senador Téo Vilela, Lyra consultava seu roteiro e conseguia uma profundidade maior do que um pires como candidato.

No outro córner – e atacando-se brandamente entre si – Barbosa, Lenilda Lima e Téo Vilela disparavam suas metralhadoras inquisidoras, sempre que podiam, contra o adversário do PTB. De usinas fechadas repentinamente a funcionários mal-tratados em outros estados, assim como crimes de mando de alta repercussão, João Lyra foi alvejado com tais temas na forma de perguntas. Nada que pudesse, de fato, tirá-lo do salto a ponto de uma confusão. Vilela quem desceu do tamanco quando foi acusado pelo principal opositor, numa pergunta dirigida a Ricardo Barbosa, de ter uma usina que não paga o que deve ao Estado, e que seria uma das responsáveis pela falência do banco Produban. E nesse momento choveram direitos de respostas de ambos os lados.

O que acabou sendo motivo de chacota: Ricardo Barbosa, aproveitando uma tréplica sua que ficara em segundo plano durante os direitos de resposta, apontou para os lados e ironizou a briga de quem devia mais dos candidatos azul e laranja. Provavelmente, o momento mais hilário da contenda. Até o Alexandre Garcia estava com um risinho no canto da boca.

O debate, no saldo geral, não teve lá muitas novidades: três candidatos batendo de todos os lados naquele que liderou 99% das pesquisas feitas, inclusive vencendo no primeiro turno em boa parte delas. O cabeça-de-chave, também previsível, usou de sua habilidade empresarial para dizer que ele faz, porque ele pode. Vilela deve ter obtido mais alguns votos a seu favor graças a arrogância do candidato laranja, mas nada muito excepcional. Lenilda não fez feio e passou sem causar constrangimentos a si e a seu partido. Ricardo, o melhor articulador verbal do debate, só não vai mais a frente justamente pela fala empolada – e por ser uma Heloísa Helena em miniatura, algo que deve assustar um bocado de alagoanos.

Resta aguardar domingo, dia 1º de outubro, e descobrir se é possível que um sentimento chamado rejeição possa, novamente, virar o jogo eleitoral do momento.

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…vai ter muito o que contar em Brasília da mediação do debate de hoje, aqui em Maceió, na TV Gazeta, com os candidatos ao governo do Estado.

A resenha dessa comédia pastelão sai amanhã de manhã, ainda quentinha.

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Uma situação pouco confortável no bairro de Cruz das Almas, na região norte de Maceió, começou a dar o que falar neste início de semana. Tudo por causa de uma casa de passagem prestes a ser inaugurada na referida localidade, e que visa abrigar, em melhores condições, jovens órfãos e/ou abandonados pelos pais, vítimas de violência física e psicológica.

A coisa está tomando uma proporção idiota por uma mera questão de ignorância de parte da população do bairro: eles acham que as crianças e adolescentes, 23 ao todo, são pequenos meliantes em custódia. O que, segundo a Secretaria de Inserção e Assistência Social e a Promotoria Pública, está longe da verdade.

O caso já foi noticiado ontem no Jornal da Manhã, da TV Pajuçara, e hoje ao meio-dia, no AL TV 1º Edição, da Gazeta. E, segundo relatos colhidos pela Flávia Duarte para o site Alagoas 24 Horas, a população local vem “alegando que os menores – para eles infratores – vão inibir futuras instalações comerciais e trarão um reflexo negativo para o bairro”.

Será que são esses os mesmos moradores que fecham os olhos para as prostitutas - um bocado delas, menores de idade - que atuam na orla do bairro pela manhã, tarde e noite? Eles também devem ser os que tapam os narizes para o fedor do córrego que cruza o centro da região até chegar à praia, poluindo tudo. Vai ver por essas e outras os donos do mega-hotel Ritz Lagoa da Anta deram um jeitinho de, na planta da cidade, colocar a propriedade no bairro da Jatiúca, vizinho a Cruz das Almas.

Clap, clap, clap.

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Hoje rola o debate com os candidatos ao governo do Estado de Alagoas organizado pela TV Gazeta. O candidato João Lyra (PTB) “confirmou”, mais uma vez, a sua participação na contenda. Só que, desta vez, ele não deve faltar, considerando que a Gazeta é a rede local filiada à Globo - leia-se “quase todo o estado assistindo”.

Dentre aqueles que realmente devem aquecer seus assentos, estão os candidatos Téo Vilela (PSDB), Lenilda Lima (PT) e Ricardo Barbosa (PSOL).

Para mediar o que pode ser um dos maiores apanhados de ofensas - de desvios de verba à assassinatos encomendados - televisionadas do estado, a Globo mandou o Alexandre Garcia. Pobre coitado.

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Segundo a Lying in the Gutters de hoje, a terceira edição da série The Boys, criada e escrita por Garth Ennis e ilustrada por Darick Robertson, deve atrasar. O motivo? Uma cena na qual um grupo de jovens heróis, similares aos Novos Titãs, protagonizam uma orgia - com direito a imagem explícita de sexo oral.

E olha que a série é “recomendada para leitores maduros”. Devia era ser produzida por editores maduros.

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A Rainha mandou muito bem nessa série de propagandas - que podem ser consideradas marketing de guerrilha/viral?


E aí, vai escutar?

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Passe os olhos rapidamente pela vitrine de uma livraria onde um álbum de Giovanna Casotto aparece e a impressão que fica é que lá está a foto de uma mulher nua. Uma mulher exuberante, diga-se.

É a própria Giovanna.

Exuberante, pois é. Seu primeiro álbum publicado no Brasil saiu agora pela Conrad. Chama-se Giovanna. O vizinho blogueiro cá do Papo de homem, Xico Sá, diz na introdução que suas mulheres são “fartas, gostosas, sem frescuras anoréxicas, sem aquelas bucetinhas de pêlos cuidadosamente diagramados que tomaram conta do nosso mundo”.

A Conrad, de fato, está mandando ver num material diferenciado para o público de livraria que nelas consome quadrinhos. Ainda vou fazer a minha listinha de coisas que preciso comprar deles - e a Giovanna, claro, já está nela.

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Tem coisa mais surreal do que acordar numa manhã de sábado ensolarado e, ao colocar a cara na janela do apartamento de terceiro andar da sua namorada, bater com a vista num casal fodendo loucamente num carro importado sem vidros fumês, na esquina do edifício? Antes das oito e meia?

Pois é: assisti do começo ao fim (no último sábado 23), assim como três pessoas do outro lado do Corredor Cultural Vera Arruda, a famosa pracinha, a exibição sexual; com direito a mudança de posição e um boquete mal-fadado numa tentativa de segundo round.

E eu sem a porcaria da câmera digital e com um celular que não tira fotos.

Será que vai ter reprise no próximo sábado?

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Brian Bendis, escritor de quadrinhos conhecido por seus trabalhos em algumas das séries mais populares da Marvel em anos recentes (Ultimate Spider-man, Novos Vingadores), anda publicando roteiros seus em sua página no Myspace.com.

Apesar de ser viciado numa estruturação cinematográfica das páginas, algo que limita a exploração de uma História em Quadrinhos num âmbito geral, foram os roteiros de Bendis que deram um novo gás à série mensal do Demolidor, por exemplo, e da anti-carismática Jéssica Jones em Alias. Dois dos meus gibis preferidos desta década, sem dúvida.

Vale a pena conferir os macetes do cara.

Via Massula.

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O Guns N’ Roses tocou no KROQ’s Inland Invasion, no último sábado 23, e o Culture Bully despejou uma pancada de mp3 do show.

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