O idiota estava com a arma presa ao cinto da calça quando a disparou acidentalmente, atingindo a parte esquerda do próprio saco. Com o nervosismo da primeira mancada, ele fez a proeza de atirar (sem intenção, claro) novamente; desta vez deixando uma lembrancinha de chumbo na panturrilha esquerda.
O fato ocorreu na cidade de Wichita, estado do Kansas, Estados Unidos, durante a tentativa de seqüestro de um adolescente.
O jornalista Roberto Vila Nova, do Alagoas 24 Horas, retira debaixo do tapete fatos interessantes sobre a questão do ensino privado no Estado praiero. E alfineta ferozmente a maior instituição particular do segmento, o “filantrópico” CESMAC:
O companheiro jornalista e professor Marcos Rodrigues perguntou como o Cesmac conseguiu ser criado no governo militar, que defendia a política da Estatização?
Companheiro Marcos: é que eles enganaram os militares, afirmando que o Cesmac era destinado aos “pobres e aos comerciários que não podiam estudar pelo dia nem tinham acesso à Ufal”.
Esse engodo está registrado nos jornais de Maceió – é só pesquisar. Usaram o cônego Teófanes como isca e depois do fato consumado, o comerciário que não tinha acesso à Ufal porque trabalha pelo dia, também não pode estudar à noite porque o Cesmac é um negócio acessível só a quem pode pagar 400 reais por mês pelo produto mais barato que oferta.
Uma pergunta: essas instituições particulares de nível superior atendem às exigências de ensino, extensão e pesquisa? Atendem mesmo? Tem certeza? Olhe…
E eu achando que os irmãos Nolan iam superar o que só alcançaram em Amnésia: a situação final em que nada, de fato, chega a se encerrar. The Prestige é um bom filme, possui metade do que Amnésia tem, e sacaneia seu próprio final com a repetição pontual “Você está olhando atentamente?”.
Porque, se você de fato prestar atenção, vai descobrir os dois trunfos ocultos nas mangas dos irmãos Nolan antes da resolução. O que, felizmente, não tira toda a graça do que a película se propõe a levantar com seus dois protagonistas. Na verdade, só a ressalta.
Jackman, Bale e Sir Caine são finos em seus papéis, apesar da quase ausência do sotaque britânico nos dois primeiros - considerando que boa parte do filme se passa na Londres do séc. 19, e o Wolverine, coincidentemente, foi parido na Austrália, ex-colônia inglesa. Scarlett Johansson, infelizmente, faz o papel dela mesma e não acrescenta nada além de sua beleza voluposa à trama. David Bowie usa toda sua aura rock star como o inventor Nikolas Tesla, proporcionando, ao lado de Andy “Gollum” Serkis, belas inserções de ficção científica ao contexto vitoriano do roteiro.
É um bom filme com certos momentos de excelência, mas ainda longe do pico alcançado pelos Nolan anteriormente, no excepcional Memento.