Roberto Vila Nova está se tornando, a cada dia, meu herói no território do jornalismo político de Alagoas:

Sabe-se agora o motivo de o governo Lessa ter dobrado o duodécimo da Assembléia Legislativa; a irresponsabilidade do governo que saiu respaldou a pilhagem do erário estadual – não por acaso, o Poder Legislativo alagoano foi omisso.

Depois de oito anos descobriu-se que o “projeto do governo socialista”, na verdade, era um plano de assalto – o mais devastador plano de assalto da história de Alagoas. Vejamos alguns dos ataques ao tesouro estadual:

1) O valor do contrato firmado pela Secretaria de Administração com uma empresa de consultoria de Recife, foi corrigido com aditivos fraudados.

2) O contrato para compra das armas à Beretta é falso; as armas nunca foram entregues.

3) A ONG Oceanus, que recebeu mais de 2 milhões de reais para produzir ostras destinadas à pobreza, conseguiu registrar no Detran como oficial a camionete que, ao terminar o governo, tornou-se particular – a ONG sonegou imposto.

5) O leiloeiro responsável pelo pregão que vendeu “bens inservíveis” da Casal só entregou o dinheiro arrecadado quase um ano depois, quando deveria ter entregado no prazo de três dias após o leilão.

Pior: o leiloeiro que deveria arrecadar 585 mil reais, só entregou 153 mil 219 reais e 27 centavos e, ainda assim, em cheques pré-datados que só foram quitados dois anos após o leilão.

Esses são apenas alguns dos crimes praticados na gestão que se findou e, diante da impunidade, a conclusão é estarrecedora: o crime compensa em Alagoas.