A concorrência não tem sido nem um pouco leal: em Maceió, já é prática mais do que corriqueira a venda de três dvds pirateados (e copiados de versões originais) por míseros R$ 10,00. Até as caixas estão mais elaboradas atualmente, com cópias coloridas de boa definição e que não fazem vergonha na estante.
Então, imagina quando sai um novo filme em dvd. O processo é simples: o sujeito adquire o original, faz diversas cópias e sai vendendo a um custo abaixo do preço de uma locação, por exemplo. Claro, comprar produtos pirateados é errado, fere os direitos autorais dos artistas e alimenta outras coisas além das bocas de profissionais autônomos (infelizmente) pouco qualificados.
Mas, pensando direitinho, você pode fingir que esqueceu alguns princípios éticos básicos e considerar que, com uma locação hoje em dia custando de 3 a 5 Reais, sai bem mais em conta comprar uma cópia caseira ilegal. Uma não: três por dez Reais. Prática que tem refletido no mercado de locadoras da cidade.
Já cheguei até a ouvir algumas histórias de bastidores sobre a briga entre legais e ilegais: donos de grandes locadoras ligam ameaçando os principais distribuidores piratas da capital alagoana. Soube também que, certa vez, jagunços contratados chegaram a invadir a lojinha da principal revendedora não-autorizada, para usar um eufemismo, com armas empunhadas e um recadinho básico. Ela sumiu por um tempo, mas já voltou as atividades.
Uma das locadoras bem faladas da cidade colocou parte de seu acervo à venda – provavelmente para atrair mais clientes e gerar uma renda extra. Hoje, fui a uma que encerrou suas atividades e pôs tudo à venda. Os preços vão de R$ 5 a R$ 23,90. Uma ótima oportunidade para um cinéfilo ir atrás de itens interessantes a serem adicionados a sua coleção.
E um motivo tentador para gastar uns trocados que você usaria durante o carnaval.
Acabei catando cinco filmes que já assisti e um que não.


A dobradinha indie romântica comandada por Richard Linklater e estrelada por Ethan Hawke e Julie Delfy representa, provavelmente, duas das melhores histórias sobre relacionamentos do mundo cinematográfico. Enquanto “…do Amanhecer” é idealizado e platônico, “…do Pôr-do-Sol” é bem pés no chão, triste e divertido ao mesmo tempo. São clássicos.


Mais algumas adições a minha coleção do Mestre Tarantino – resta apenas “Jackie Brown” e o “Vol. II” da saga da Noiva para fechar. Isso até lançarem “Grind House”.

Sofia Coppola escreveu e dirigiu um dos grandes filmes sobre, bem, pessoas alienadas em ambientes estranhos. Bill Murray primoroso em sua atuação e uma Scarlett Johansson que vale a pena ser assistida – não aquela louca besta e histérica de “Match Point”, por exemplo.

Este vai ser o meu primeiro filme do diretor italiano Sergio Leoni, mestre do faroeste spaghetti – e justamente ele, uma de suas películas mais badaladas. Estou salivando para assisti-lo.


