Os olhos azuis, os lábios pronunciados e a face perfeita da imagem ao lado são da catarinense Taíza Thomsen, 24 anos, 1,79 metro, 65 quilos, uma das belas modelos do País. Em 2003, sua beleza exuberante a levou ao título de Miss Brasil, aos holofotes e às primeiras páginas de jornais e revistas de todo o mundo. Nos últimos dois anos, porém, os convites para desfiles sumiram de sua agenda, o sonho de ser apresentadora de tevê não vingou e Taíza caiu no esquecimento. O jeito foi retornar à rotina dos anônimos, atrás do balcão de uma loja de roupas. Mas ela voltou com tudo ao noticiário. Com um detalhe cruel: pelas páginas policiais e não nos editoriais de moda. Taíza desapareceu sem deixar vestígios. Seu último – e rápido – contato telefônico com a mãe, Ângela, foi em setembro de 2006. A miss trocou poucas amabilidades antes de dar um comunicado duro: “Nunca mais vou voltar.”
Dez dias após o início da caçada internacional, os pais finalmente souberam que ela estava viva. Mas a notícia veio carregada de constrangimento: Taíza foi identificada em Londres como dançarina de strip-tease de uma boate decadente na capital inglesa. Lá, adotou o nome de Sol, o mesmo do personagem vivido pela atriz Deborah Secco na novela América.
Isso dava uma novela da Record - porque as da Globo andam recatadas demais ultimamente.



