Foi publicado hoje, no Diário Oficial da União, o edital de supervisão das obras de transposição do Rio São Francisco. O Ministério da Integração Nacional irá contratar serviços de consultoria para acompanhamento técnico e supervisão do fornecimento dos equipamentos da primeira etapa de implementação do projeto.
Em fevereiro deste ano, o procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, pediu novamente ao STF a suspensão do processo de licenciamento ambiental da obra. O pedido ainda não foi julgado.
Em 12 de janeiro, o Ministério da Integração lançou o edital de projetos executivos para implementação do projeto de transposição do São Francisco. O edital de obras deve ser publicado nas próximas semanas.
Enquanto isso, os professores do estado se preparam para mais uma rodada de negociações com o governador Teotonio Vilela, apoiados novamente pela praga de sem-terras que voltou a infestar o centro da cidade.
Praga porque, além de mijar, cagar e tantas outras coisas que eles fazem quando se apossam das praças Sinimbu e dos Martírios, costumam hostilizar cidadãos inocentes que transitam nas proximidades de seus acampamentos urbanos - estejam eles indo ao trabalho, colégio/faculdade ou simplesmente trafegando.
Uma amiga, namorada de um dos meus camaradas de nerdice, contou no último fim de semana que, da última vez em que os sem-terra acamparam na praça Sinimbu, ela levou uma carreira (como falamos por essas bandas do Nordeste quando alguém te faz dar no pé) de um deles.
O sujeito, munido de um facão provavelmente bem enferrujado, queria assaltá-la. Ainda bem, não conseguiu.
A praça Sinimbu fica defronte a uma unidade da Universidade Federal de Alagoas, UFAL. Essa amiga saia de lá e, quando circundava a praça sitiada em direção ao ponto de ônibus, foi perseguida pelo sem-terra. Esse merecia uma tijolada na testa, como bem disse um dos nossos amigos no decorrer da conversa.
O que tudo isso tem a ver com a transposição do Rio São Franscico?
Eu só queria que o povo de Alagoas fosse infectado por parte desse terrorismo capenga para defender o Velho Chico. Porque quando não houver mais água para alimentar o gado, irrigar as plantações e para o consumo humano, os braços não terão mais força para levantar os facões enferrujados.
O jeito vai ser nos mudarmos para o Ceará, não é verdade?