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‘Paraíso Tropical’ revolta pernambucanos
A nova novela das oito da Globo, “Paraíso Tropical”, virou motivo de revolta de telespectadores em Pernambuco.
O “problema” é que a Globo gravou cenas em um resort em Porto de Galinhas, mas diz na novela que as imagens são de uma fictícia cidade baiana.
Na semana passada, o “caso” foi parar na imprensa local. O blog do jornalista Jamildo Melo registrou reações indignadas de pernambucanos.
“Estamos sendo roubados pela Globo”, comentou um dos leitores do blog. “É preciso dar uma basta no colonialismo cultural da Globo”, decretou outro, fazendo coro a “radicais” que cobraram providências de políticos e pregaram boicote à programação da Globo.
Para a Globo, não há razão para polêmica. A emissora informa que a maioria das cenas ambientadas no Nordeste foram gravadas na Bahia. Em Pernambuco, diz, houve apenas gravações com o ator Fábio Assunção na recepção e nas piscinas de um resort.
“Quando optamos por gravar na Bahia e em Pernambuco foi com o objetivo de iniciar a novela valorizando este país tão rico e que, eu acho, é o que vale a pena ser comemorado tanto por pernambucanos, como baianos”, diz Gilberto Braga, co-autor de “Paraíso Tropical”.
A Secretaria de Turismo de Pernambuco minimizou o caso, afirmando que é normal em Hollywood uma locação ser identificada como outro local.


Claudio said:
Acho uma bobagem essa “polêmica”. Novelas, apesar de serem obras abertas, têm suas cenas escritas e ambientadas num determinado lugar e a vontade do autor deve ser respeitada. Imagine só o povo neozelandês reivindicando pra si as locações de O Senhor dos Anéis, ou os australianos (ou canadenses, sei lá, sempre me confundo) reclamando de Matrix, ia ser patético, né? Por outro lado, será que nosso estado vizinho teria a mesma postura caso fosse filmado lá, uma possível sequência do filme Turistas?
Mudando de assunto: Rapaz, não sei a quantas anda a visitação do teu site, mas aquela imagem de Jesus lá embaixo, caso fosse no Blog do Cardoso, ou no Jesus me Chicoteia! o caras seriam apedrejado em praça pública.
6 hours after the fact.Muuuita subversão, na acepção legal da palavra, se é que existe outra.