A taquígrafa Maria Aparecida Lima da Silva, 38, morreu em Brasília após tomar veneno de rato. Segundo a Polícia Civil, ela havia firmado um pacto de morte com seu amante, Kléber Ferreira Gusmão Ferraz, que não cumpriu sua parte no acordo e acabou preso. O caso aconteceu no último dia 5, mas só foi divulgado hoje.

Silva e Ferraz haviam se conhecido no início de 2006 no site de relacionamentos Orkut e iniciaram o namoro. Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal, Ferraz era casado e dizia para a amante ser judeu e agente secreto a serviço do governo de Israel, para não ter que revelar detalhes de sua vida. Ele acabou preso por induzir a taquígrafa ao suicídio.

Já ouço os comentários das pessoas comuns pregando contra o Orkut, MSN e a Internet como um todo ao ler uma notícia delas.

Mas eu não sei quem é mais inocente: os leigos, que não entendem/aceitam que o problema está no indivíduo e não na máquina, ou na pobre taquígrafa, que devia pensar que estava vivendo um romance saído das páginas da Júlia quando, na verdade, terminou como a personagem morta num livro da Agatha Cristie.