Depois de assistir o sensacional Enter 77 e o ótimo Par Avion, fiquei coçando para escrever porque LOST não perdeu o pique como o pessoal por aí anda dizendo. Mas o Érico [Assis] foi mais rápido e certeiro em explicar a bagaça:
Por que as pessoas estão parando de assistir Lost? A série é bem escrita, bem produzida, os atores são legais e cada episódio enche você de idéias. Por que tanta crítica?
A principal é de que o seriado está enrolando em torno do(s) mistério(s) da ilha sem chegar a soluções. Mas, gente, isso não devia ser novidade: LOST É SOBRE O MISTÉRIO, NÃO SOBRE A SOLUÇÃO.
É como um chute rápido na sua cabeça, aquele em que a câmera fica nervosa e a imagem borra por causa da velocidade do movimento. Mas não te tira sangue e muito menos pedaço. Porque é forte como um chute, só que a função é a mesma de uma injeção. O telespectador menos atento não vai sacar a confusão que passa nessa tela imaginária, transmitida por um projetor que está lá no fundo do consciente – tangendo o subconsciente e confundindo as coisas.
O personagem principal é o foco dessa confusão. Ele precisa executar a ação daquela cena, mas a situação em si se encontra tão caótica que ele não sabe o que fazer primeiro. Até o cadarço desamarrado de um dos sapatos de tom bege é uma dúvida – “Será que isso também faz parte dos meus planos?”. E enquanto ele está chapado pelo caos, os coadjuvantes de sua trama ficcional de mentira (porque ela é de fato a vida real) ficam lhe aporrinhando por pouca merda ou desencaminhando sua trilha para os prazeres bobos-pop instantâneos.
Ele chegou ao chamado momento de conflito.
Depois de uma noite de loiras geladas em prisões de vidro e muita fumaça de roça industrializada, o protagonista ressacado vai para o seu trabalho-prisão e sente tudo muito lento. Ele próprio está lento. Tem saudade da co-protagonista, sua amada da cor da noite que, para aumentar a dramaticidade da nossa narrativa, foi colocada numa viagem à trabalho pelo digitador-deus. O herói, porque sendo protagonista ele tem tudo para ser o herói de sua própria saga urbana, precisa recuperar o foco.
É quando ele estende as mãos e toma de assalto o teclado do digitador-deus, que na verdade não passa de sua meta-personalidade refletindo sobre o atual estado de inércia e babaquice das coisas. Ele decide que é hora de retomar o controle da narrativa até que a meta-personalidade volte e ele tenha que se rebelar novamente, perpetuando esse ciclo de auto-descoberta infinita. E, olhando as coisas de cima, com um sorriso sacana na cara, ele ergue o dedo médio direito e manda todos à merda.
Ele está curtindo a mágica.

A recente edição da revista US Weekly diz que Katie Holmes, 27 anos, vive aprisionada por seu marido, o ator Tom Cruise, 43.
Segundo a publicação, esse controle que Tom exerce sobre Katie tem preocupado os amigos da atriz. Ela foi proibida de falar com parentes e colegas, sendo que só pode conversar com Victoria Beckham, a ex-Spice Girl casada com David Beckham.
Mas até mesmo Victoria estaria cansada do controle de Tom Cruise. Segundo uma pessoa, que não quis ser revelada, ela é um ombro amigo para Katie chorar.
“Ela está frustrada. Tom não a deixa fazer nada”, disse a pessoa. “Certa vez, Katie e Victoria ficaram quarto horas no telefone”, completou.
Isso ainda vai dar uma merda maior.
Neste domingo (25), o programa “Irritando Fernanda Young”, exibido pelo canal pago GNT à meia-noite, recebe Fernanda Montenegro, uma das maiores artistas brasileiras.
A atriz, que na entrevista fala da carreira, do casamento, da relação com filhos e netos e de amenidades, é conhecida por não usar meias palavras e ser sempre direta. Ao dar sua opinião sobre o reality show “Big Brother Brasil 7″, no quadro “Paca, pouco ou picas”, não é diferente. “Big Brother irrita pacas, pacas, pacas… Você não pode imaginar o quanto.”
Além de relembrar momentos do início da carreira de atriz, a convidada de Fernanda Young fala do longo casamento com Fernando Torres, com quem tem dois filhos –a também atriz Fernanda Torres e o diretor Cláudio Torres.
“Nós já fomos jovens, muito jovens e fizemos tanta merda que você não pode imaginar. Por isso mesmo sobrevivemos juntos, porque a merda aduba.”
Essa última frase já nasceu clássica.