Mais de um milhão de mulheres trabalham como escravas sexuais para redes internacionais de tráfico de pessoas, segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT). Vítimas de um negócio que fatura US$ 32 bilhões por ano no mundo, muitas são atraídas com promessas de casamento e melhores oportunidades de vida, e acabam nas mãos de aliciadores em cativeiros na Ásia e na Europa onde são forçadas a se prostituir.
Sem orgulho na entonação, a pernambucana Elaine (nome fictício) recorda: “Fui a primeira mulher a ser registrada em Pernambuco como “vendida”. A data: 2 de agosto de 1998. Em apenas quinze dias - “que pareceram 15 anos”, ela cruzou três fronteiras na Europa.

