O Cadu, que além de ser o criador do Homem-Grilo é professor de História nas “horas vagas”, explica:

Um dos erros mais graves que um historiador pode incorrer é em anacronismo. Por isso há uma grande preocupação por nossa parte nas utilizações precisas dos termos e nas definições conceituais. Historiadores talvez só não sejam mais chatos com definições do que os sociólogos. Os jornalistas, por sua vez, parecem não estar nem aí pra isso. Ao menos foi o que eu constatei ao ler diversas críticas sobre o filme 300 de Esparta em que muitos deles descrevem a sociedade espartana como fascista, incorrendo num dos maiores anacronismos que eu já vi.

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No ano passado, um único filme brasileiro fez inquestionável sucesso de bilheteria, “Se Eu Fosse Você” (foto acima), de Daniel Filho (3,6 milhões de espectadores). Nenhuma das demais 68 estréias com público contabilizado em 2006 é capaz de escapar do rótulo de fracasso de público sem recorrer a alguma matemática e uma conjunção condicional _se levarmos em conta o resultado geral do período; se observarmos o número de cópias e de cidades onde o filme foi lançado etc. etc. Convenhamos, é muita retórica para pouco resultado.

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Os atores Eduardo Moscovis e Mariana Ximenes estão cotados para atuar como protagonistas na próxima novela das oito da Rede Globo, intitulada provisoriamente de “Duas Caras”.

Segundo Aguinaldo Silva, autor da nova trama, o enredo conta a história de Adalberto Rangel (Eduardo Moscovis), um estelionatário que aplica golpes de cifras astronômicas.

Para apagar seu passado ligado ao mundo do crime, Rangel resolve dar uma oportunidade a si mesmo mudando de aspeto físico e de identidade.

Leiam a sinopse geral da novela no link acima e percebam que, se a Globo continuar assim, a Record vai mesmo tomar conta do horário nobre nos próximos anos.

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The myth of the vagina dentata - vagina with teeth - has proved strangely compelling down the centuries, but who would have thought it would become real?

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A partir de 31 de maio a restrição ao fumo no Brasil passa a ser muito mais rigorosa. Pelo menos essa é a vontade da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Uma nova resolução, que proíbe terminantemente o tabagismo em ambientes públicos - salvo em salas fechadas e com ventilação dentro dos padrões estabelecidos pela agência - está em processo de consulta pública até o dia 4 de maio (Leia mais aqui).

Até essa data, qualquer cidadão pode apresentar sugestões e correções para o texto final da resolução - disponível no site www.anvisa.gov.br.

Estupidez.

A Lei atual já separa o fumante do não-fumante em diversos ambientes. No que diz respeito à bares, boates e congêneres que não possuem a área divisória, cria-se. Quem quiser fumar o seu Carlton, Malboro, Hollywood etc., basta seguir para a sala demarcada. Interessante é que o pessoal atura o cheiro da erva em alguns desses ambientes e vem reclamar do convencional de um e outro. Sifudê.

E o que eu mais vejo é gente usando Fumódromo como ponto de espera ou descanso nos shoppings e restaurantes da vida. Imagine só: você já é colocado, pela Lei, numa área isolada para não incomodar nem prejudicar a saúde alheia (tudo bem, extremamente aceitável), mas tem que ficar de pé quando uns desocupados (na maioria senhoras e moças com netos e/ou filhos) tomam o teu lugar para esticar as pernas e te lançar olhares repreensivos. Quem está desrespeitando o quê aqui?

E o que é mais irônico: falam de tratar o usuário de drogas ilícitas como um doente, viciado, como um ser humano que falhou… mas o fumante, usuário de uma droga lícita, é o verdadeiro cachorro sarnento da sociedade contemporânea e merece uma boa curra, hein?

Via Hector.

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A cantora pop americana Willa Ford, 26 anos, fará o papel da modelo Anna Nicole Smith em um filme independente sobre a vida da falecida ex-coelhinha da Playboy, informou a Variety.

Willa Ford, conhecida como a “enfant terrible do pop” depois do lançamento de seu primeiro disco, em 2001, começará a filmar a biografia na próxima semana.

A peituda mal foi jogada na cova e a galera já tem tudo pronto para uma biografia cinematográfica?

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Ela está prensada contra a parede descascada. Suas pernas tentam conter o avanço de uma outra perna, uma masculina; esta obviamente servindo como metáfora física para determinado membro. Sua saia jeans, pelo menos, não sobe, o que poderia revelar mais do que ela gostaria além das coxas ainda em formação. Um sorriso tomava seus lábios enquanto ele a beijava daquele modo juvenil, impetuoso em busca do pote de mel.

Ela não devia ter 16 anos.

Escondido na esquina da parede, o amigo gay – não que essa caracterização seja proposital ou mesmo preconceituosa, mas pelo fato de que ele era mesmo gay – ria e contorcia os braços ao ouvir (ou simular que ouvia) os gemidos dos jovens amantes. Jogou os livros e caderno dela no chão próximo a eles, na tentativa de interromper a simulação de intercurso. Não conseguiu. A pontada de inveja deve ter ficado mais afiada depois disso.

Mas as coisas esfriaram antes que o desbravador conseguisse, pelo menos, vislumbrar o tesouro. A mocinha recolheu do chão os pudores, livros e caderno e, com aquele sorriso de vitória no rosto, correu para o curioso amigo. Ambos saíram trocando segredos sobre o que havia se passado enquanto o co-protagonista, o rapazote (que devia passar, sim, dos 16), lançou um dos braços sobre a parede e ficou com aquele ar de decepcionado. No ônibus em que eu estava, a platéia permaneceu em silêncio – pelo menos, aquela que percebeu o pequeno showzinho nos fundos da escola pública pela qual o nosso transporte coletivo, que esperava o sinal ficar verde, passava.

O semáforo abriu e nós, entupidos no ônibus, continuamos. O rapaz ficou lá, provavelmente de pau duro.

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