A partir de 31 de maio a restrição ao fumo no Brasil passa a ser muito mais rigorosa. Pelo menos essa é a vontade da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Uma nova resolução, que proíbe terminantemente o tabagismo em ambientes públicos - salvo em salas fechadas e com ventilação dentro dos padrões estabelecidos pela agência - está em processo de consulta pública até o dia 4 de maio (Leia mais aqui).

Até essa data, qualquer cidadão pode apresentar sugestões e correções para o texto final da resolução - disponível no site www.anvisa.gov.br.

Estupidez.

A Lei atual já separa o fumante do não-fumante em diversos ambientes. No que diz respeito à bares, boates e congêneres que não possuem a área divisória, cria-se. Quem quiser fumar o seu Carlton, Malboro, Hollywood etc., basta seguir para a sala demarcada. Interessante é que o pessoal atura o cheiro da erva em alguns desses ambientes e vem reclamar do convencional de um e outro. Sifudê.

E o que eu mais vejo é gente usando Fumódromo como ponto de espera ou descanso nos shoppings e restaurantes da vida. Imagine só: você já é colocado, pela Lei, numa área isolada para não incomodar nem prejudicar a saúde alheia (tudo bem, extremamente aceitável), mas tem que ficar de pé quando uns desocupados (na maioria senhoras e moças com netos e/ou filhos) tomam o teu lugar para esticar as pernas e te lançar olhares repreensivos. Quem está desrespeitando o quê aqui?

E o que é mais irônico: falam de tratar o usuário de drogas ilícitas como um doente, viciado, como um ser humano que falhou… mas o fumante, usuário de uma droga lícita, é o verdadeiro cachorro sarnento da sociedade contemporânea e merece uma boa curra, hein?

Via Hector.