Uma verdadeira canseira tem me tomado nas últimas duas semanas. Como a última delas foi a do feriado prolongado, aproveitei para ficar preguiçoso além da conta. A Ana meio que me acompanhou, mas ela tem lá seus motivos com os estresses e correrias no trabalho dela, onde é funcionária; e das mais competentes. Eu não passo de um mero estagiário – e como não cansam de repetir no meu (“meu”, hah) setor, “num lugar onde tem criança e estagiário, quando alguma coisa sai errada, a culpa é da criança ou do estagiário”.

O grande problema é que as coisas andam mornas no trabalho. Tem o que fazer, mas não muito, nem pouco. Elas me mantém ocupado durante meio expediente. A culpa não é minha nem da empresa: ora trabalho que fazemos lá no setor tem esses picos de ócio, ora é um tumulto de pendengas para resolver. Acho que a única que não tem folga a minha chefe, a gerente da área. Mas como ela é bem paga para isso, não tem porque eu ou ela nos preocuparmos, certo? Até porque eu sei que, semana que vem, o bicho pega por lá…

Sobre as coisas estarem mornas, que era o que eu estava falando no começo do parágrafo aí de cima, não é uma grande vantagem: minha mente acaba ficando no modo ocioso por muito tempo. Quando chego em casa e me vejo sentado na frente do micro novamente, me dá um desespero incrível, as pernas doem e eu lembro que estou sem cigarros e que preciso parar de fumar pra Ana não esfaquear os meus pulmões antes que ela perceba que vai cuidar de um homem com câncer. Acabo sem vontade de ler, ver TV, espairecer. Vou direto pra cama antes das nove da noite. Nove.

Isso, claro, não é vida. É por isso que hoje eu estou aqui, batendo no teclado e remoendo as idéias iniciais para o roteiro da quarta edição da BIT HUNTER GIRL, a sair em junho num website perto da sua internet, e de uma compact graphic novel de 20 a 24 páginas que seria meio que uma seqüência de uma história minha já publicada. No final da fila, tem os roteiros pro Nash, a sair na Quadrinhópole. Tenho três plots prontos e um deles já foi rascunhado na forma de script – falta agora dar o trato final nas anotações. Mas como eu gostaria de bancar o Thiago para desenhar e minha grana está comprometida com a BIT e com um projeto pessoal que não tem nada a ver com quadrinhos, bem, ainda não sei o que fazer.

Enquanto isso, vou ouvindo compulsivamente Frank e Back to Black, os dois álbuns da européia que mais parece uma negrona americana pelo vozeirão chamada Amy Winehouse (obrigado, Arthur Dapieve); lendo com gosto What a wonderful world!, mangá do Inio Asano, uma verdadeira pérola sobre a qual estou escrevendo uma resenha; e querendo voltar as minhas sessões semanais de cinema com o italiano O Crocodilo – isso porque nem falei dos dvds atrasados (Dália Negra, Scanners, Crime Delicado, Três homens em conflito e a lista segue).

Então, se você é leitor ‘antigo’ do blog, sabe que essa semana tem tudo para ser recheada de postagens gordas. Se você é um dos novos, entra na brainstorm. Eu tô com tesão de novo.