A menor Aline Karine, 14 anos, que residia em Arapiraca e foi morta depois de torturada há quase um mês, era mais uma menor arapiraquense que freqüentava a “Lan House” para bater-papo com namorados virtuais – e um deles estava bem perto, na própria cidade; e foi a sua perdição.

Bem mais velho que ela, o namorado tinha o impedimento de ordem legal – era casado; e foi uma paixão de abalar a cabeça de Aline e o casamento dele.

Entre tantas as versões surgidas para justificar a morte brutal da menor, esta parece a mais plausível; as “Lan Houses” estão lotadas de menores nos bate-papos virtuais e muitas delas – não só em Arapiraca – acabam envolvidas com “amigos virtuais” casados. Esse deve ter sido o caso de Aline, cuja investigação se arrasta há quase um mês.

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Concordo com o amigo policial quando afirma que o esclarecimento do crime tem implicações sócio-econômica-política; parece que restará apenas o aviso para que a garotada tenha cuidado com os amigos virtuais – ao lado dele pode estar um “monstro de saia”.