Amy é um nome de menina doce, retraída. Você até imagina um par de óculos de aro grosso e preto numa carinha pálida e, quem sabe, sardenta. Deve haver no mundo algumas Amys desse tipo – mas Amy Winehouse, com certeza, não é uma delas. Inglesinha de sangue temperado, nascida e criada ao norte de Londres e pertencente a uma família de músicos jazzistas, ela é a mais recente das divas pop de cabeceira dos especialistas do ramo fonográfico.

Aos 23 anos e com dois álbuns de sucesso no Velho Continente nas costas, a jovem Winehouse começou no fim de 2006 sua turnê nos programas de TV norte-americanos de praxe – Late Show, Tonight Show, etc. A intenção não é apenas desovar a produção da moça no principal mercado consumidor e gerador de ídolos por semana do planeta e esperar as doletas entrarem na caixa de registro. É também uma forma de mostrar respeito e homenagear a terra que deu a Amy o estilo musical o qual ela, como uma pantera arisca, domina.

Porque ao ouvir o estrondo causado pela voz de Amy Winehouse, você vai querer conhecer a cara dessa encorpada negra britânica de pegada tão norte-americana de raiz. Mas cuidado para não se decepcionar: Amy não possui mais os quilinhos extras de alguns anos atrás, hoje não passando de uma problemática anoréxica, e sua pele não chega nem a ser parda. Ela é bonita de um jeito esquisitão e usa uma maquiagem pra lá de exagerada. O que deixa de ser um “problema” (problema?) quando ela solta o trovão contido em suas cordas vocais.

Vencedora do BRIT Awards 2007 na categoria de Melhor Artista Feminina e do prêmio Ivor Novello de 2004 pelo single “Stronger than me”, do seu álbum de debute “Frank”, Amy canta o jazz e o soul em suas composições com uma paixão religiosa. O que torna comum as referências a grandes nomes do gênero em algumas das letras, como no hit “Rehab”, do segundo disco “Back to black”, quando cita Ray Charles e Donny Hathaway.

Amy Winehouse não é a mocinha por trás de óculos de aros pretos e grossos. Ela é desbocada e beberrona e, provavelmente, te faria passar vexame em alguma festa da high society quando o álcool batesse forte. Mas você não vai sair com Amy para esse tipo de diversão. Você vai querê-la só cantando do seu jeitinho quase rouco, black e cheio de banca. É por essa Amy que você precisa se apaixonar.

Ficha Técnica:

Site Oficial
Myspace
Wikipedia