Expectativa é uma coisa perigosa de se alimentar quando o seu foco em questão é a produção cinematográfica mainstream norte-americana. Principalmente pelo fato dos grandes estúdios investirem pesado na publicidade de filmes cretinos e sem o mínimo de conteúdo, gerando uma onda enjoativa de hype entre a audiência, já sem paciência com o produto final que vêem nas telas grandes.

“Babel”, por exemplo, falado exaustivamente como o grande filme de 2006 e colocado no pedestal de principal representante da produção dos diretos mexicanos quentes do momento, perdeu o Oscar de Melhor Filme e foi quase crucificado por sua pretensão em dialogar num contexto global. A resposta negativa e o fracasso como um todo gerado pela película, a menos expressiva da produção do excepcional Alexandro González Iñárritu, fez desandar em definitivo sua parceria com o roteirista Guillermo Arriaga, braço direito em seus dois filmes anteriores (“Amores Brutos”, “21 Gramas”).

“O Labirinto do Fauno”, de Guilhermo Del Toro, no entanto, não decepcionou nem a crítica nem o público, e com certeza merece figurar como um dos melhores filmes realizados nesse início de século XXI.

Restava, então, assistir ao pouco alardeado “Filhos da Esperança” (“Children of Men”, no original), ficção científica comandada por Alfonso Cuarón (“E sua mãe também”, “Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban”), o último diretor da trinca mexicana; e adaptação do livro de mesmo nome do escritor inglês P.D. James. Estrelado por Clive Owen (“Closer”), a trama transcorre na Londres do ano de 2027, quando a poluição e o aquecimento global transformaram o planeta numa verdadeira privada tecnológica. A humanidade é, agora, uma raça infértil. Pobreza, epidemias e guerrilha urbana completam o cenário – que se torna mais desestabilizado quando o mundialmente famoso Baby Diego, o humano mais jovem da Terra aos 18 anos, morre.

Felizes foram aqueles que alimentaram qualquer tipo de expectativa positiva em relação a este filme. Porque “Filhos da Esperança” vale cada pedacinho do sentimento em questão.

Cuarón, ambicioso na retratação do futuro, desenvolveu uma verdadeira saga de planos-seqüências e analogias religiosas cruéis; os dois grandes pontos da produção. O primeiro existe da necessidade de se retratar, em longas e por vezes dolorosas tomadas, como o amanhã da ficção possui diversos pontos de conexão com o nosso hoje. Theo, o personagem vivido de modo visceral por Clive Owen, é o centro de tensão dessas passagens. É ele que, ao transitar a passos mecânicos por uma Londres entrincheirada pelo restante do mundo ensandecido, nos revela que é preciso ter sorte para sobreviver a visita a uma loja de conveniências. E são suas mãos, desesperadas, que tentam conter o sangue que jorra do pescoço ferido a bala de uma coadjuvante na antológica seqüência no interior do carro.

O segundo traz, de modo descrente, o que seria a segunda vinda do menino Jesus ao mundo dos homens. Sendo possível encontrar no decorrer da trama diversos elementos que poderiam corroborar um tipo de conclusão cristã: a manjedoura, os três “reis” magos, o exército romano, a estrela de Belém… Entretanto, essas alegorias se revelam voltadas não para a figura de uma entidade superior, de um Deus, mas para a própria humanidade. Algo que fica claro desde o momento em que a personagem de Claire-Hope Ashitey ironiza a paternidade da criança que espera, quando afirma ter dormido com tantos homens que não lembraria o nome da maioria deles. Não há qualquer santidade que reste a partir daí.

Porque a trajetória de Cuarón com o filme é simples: levar o telespectador a crer que o homem, nascido do acaso e culpado pela sua própria derrocada enquanto raça e sociedade, recebe desse mesmo acaso a oportunidade de encontrar alguma razão no meio de sua existência próxima da extinção. Argumento que ganha luz na seqüência, já próxima do fim, em que imigrantes ilegais e soldados do governo britânico, estupefatos, assistem Owen, como um verdadeiro José do séc. XXI, escoltar Claire-Hope e sua criança para fora de um prédio em ruínas. Trata-se de um momento de contemplação antes do mini-Apocalipse que está prestes a acontecer no campo de concentração de Bexhill, onde alguns daqueles homens reencontram o sentido de toda vida.

“Filhos da Esperança” tenta trazer à humanidade a divindade a qual ela tem direito e abdicou ao estabelecer a existência de Deus; a crença do homem nele próprio e em sua sociedade. Poder que se revela superior quando ouvimos as risadas infantis ao subir dos créditos, numa constatação óbvia da nossa função nessa existência de acaso que é a vida.

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Um cão terrier, do tipo Jack Russell, morreu na Nova Zelândia salvando cinco crianças do ataque de dois pitbulls. O animal, chamado George, ficou machucado severamente na briga e precisou ser sacrificado.

George brincava com as crianças quando elas voltavam para casa após saírem para comprar doces em uma loja na vizinhança, na cidade de Manaia, quando dois pitbulls apareceram e os cercaram, contou o dono do cão, Allan Gay. “George foi muito corajoso. Ele pulou nos cães e tentou mantê-los afastados”, disse.

Vai parecer bobagem para um bocado de gente, mas isso me comoveu. Me lembrou do Bandit, o “1″ do tocante WE3.

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Ilustração de um usuário norte-americano do Deviantart, osy057, na qual Scooby e sua turma são retratados num estilo similar ao da popular série Death Note. Demorou pra Hanna Barbera contratar esse sujeito!

Via BEAT.

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A cantora pop Britney Spears, 25 anos, cantou em público pela primeira vez em mais de três anos na terça-feira, quando fez uma apresentação breve e não anunciada numa boate em San Diego.

[…]

“O corpo dela estava ótimo. Foi bom vê-la voltar e desmentir todos que a criticavam”, disse uma fã à estação de TV KNBC, de Los Angeles.

Perucona de traveco? No mais… go, Brit, go!

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Eu quero:

Ouié!

Via Hector.

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Aspirante a um cargo de empresária no reality show norte-americano O Aprendiz, a advogada Kristine Lefebvre, 37 anos, decidiu posar nua após ter sido demitida por Donald Trump.

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