Sem tempo para fazer qualquer outra coisa desde a semana passada além de meter a cara no meu trabalho convencional. As poucas brechas contabilizadas nem podem ser consideradas ócio criativo – são apenas brechas aqui e acolá para checar o e-mail e, na maioria das vezes, nem chegar a respondê-lo. Para piorar, a Internet residencial tirou férias temporárias. Volta quando cansar de não ser acessada.

● ● ●

Aproveitei meu tempo offline para concluir a leitura do divertidamente visceral e sci-fi “Café-da-manhã dos campeões”, do finado Kurt Vonnegut. Um belo exemplo de como partir do caos de idéias para caminhar para um desenvolvimento ordenado e final tocante. Resta agora correr atrás dos outros livros do sujeito. O Danilo já recomendou o “Matadouro 5”. Vamos à cata.

● ● ●

“Almoço Nu”, do Burroughs, é o livro atual na lista de leituras e de carregar na bolsa. Na verdade, não era ele. Devo ter de cinco a dez livros na estante esperando a oportunidade de serem folheados; alguns deles, inclusive, emprestados por amigos. Eu até gostaria de segurar alguns deles por usucapião, mas aí me lembro que tenho coisas minhas também emprestadas.

Nunca brinque com o karma das coisas. Principalmente de livros, gibis e dvds.

● ● ●

“Almoço Nu” é o meu terceiro livro do Burroughs. O primeiro, “O gato por dentro”, é um apanhado de notas onde o escritor relata suas experiências e opiniões sobre todos os felinos que passaram por sua vida. Eu, que não sou fã de gatos, adorei: tem drama, magia e ficção científica. Num livro de anotações sobre gatos.

“Junky”, o relato “careta” – como disse o Hector – sobre o submundo dos viciados em heroína e outras cositas mais, foi o segundo. Fantástico. Já cheguei até a página trinta de “Almoço Nu” e estou sentindo saudades do “Junky”: porque ele emulava uma seqüência lógica na desordem da história, enquanto o primeiro ainda, para mim, está parecendo punhetação estilosa mística movida à ácido.

Espero estar errado ao final do livro.

● ● ●

Sexta passada, o projeto MPB Petrobas trouxe para Maceió o pernambucano Otto, e colocou Wado, o catarinense radicado em Alagoas, para abrir a noite. O único porém de um show praticamente perfeito no que diz respeito ao conteúdo musical foi o local do mesmo: não tem graça ver um show do Otto aberto pelo Wado sentado nas confortáveis cadeiras do teatro Gustavo Leite.

Nós queríamos era arrastar o pé no chão.

● ● ●

Essa semana tem Vanessa da Mata, “Homem Duplo” na Sessão de Arte e, na seguinte, meu salário caindo na conta para o alívio geral das minhas ‘dívidas’ e para bancar a maratona de filmes que o Cine Sesi vai colocar em cartaz, tudo graças a sua comemoração de um ano de vida.

● ● ●

Dia 6 do mês que vem estréia meu webcomic, BIT HUNTER GIRL: mangá de ação infanto-juvenil sem maiores pretensões além de divertir com popcises e afins. Temos três números prontos no estoque e essa semana, finalmente, concluo o roteiro do quarto e emendo no do quinto.

Foda mesmo vai ser montar o site em uma semana.

● ● ●

Se eu assistir mais uma matéria na TV falando como o cigarro prejudica a saúde e as relações inter-pessoais, vou começar a cuspir fumaça na cara de bebês recém-nascidos.