O Roberto Vila Nova, melhor blogueiro político de Alagoas, foi certeiro em sua constatação sobre a atuação do Senador Renan Calheiros, Presidente do Senado, para com sua terra natal:

O pernambucano Nilo Coelho foi presidente do Senado e transformou Pernambuco num pólo de agronegócios; 30% das frutas consumidas em Londres são produzidas em Petrolina – que tem um aeroporto internacional de cargas.

O maranhense José Ribamar, mais conhecido como José Sarney, foi presidente do Senado e transformou o Maranhão num pólo de minério de ferro; entre Imperatriz e São Luiz existe a ferrovia da Vale do Rio Doce que transporta carga e gente.

O baiano Antônio Carlos Magalhães foi presidente do Senado e transformou a Bahia num pólo petroquímico; Camaçari é hoje referência mundial na produção de derivadas do cloro.

O paraibano Humberto Lucena foi presidente do Senado e transformou a Paraíba num pólo eletrônico; quem quiser montar uma rádio AM ou FM não precisa ir a São Paulo – em Campina Grande tem tudo.

O alagoano Renan Calheiros é presidente do Senado – o único até hoje com direito à reeleição – e Alagoas é o pólo da fome, peste e guerra; nada existe no Estado – a única “industria” montada em Maceió é a fábrica de picolé Caicó.

O senador Renan Calheiros ainda tem um ano para se recuperar; ainda tem um ano para fazer alguma coisa pelo Estado – e se nada fizer, entrará para a história como o único presidente do Senado inútil; o único que nada produziu e pior: será lembrado como o autor da Lei que desarmou o pai de família e protegeu o bandido.

E nos últimos dois anos, para não dizer que Alagoas passou em branco, produziu-se “gabirus” e “Gautamos” – e se puxar mais vamos descobrir que produzimos outras safadezas.

Triste Alagoas. Oh! Quão dessemelhante…

A coisa não anda fácil por aqui - e meus comentários sobre esse tema estão ausentes no blog pela minha simples falta de tempo e conexão residencial.

E a Operação Navalha foi apenas mais um dos tropeços caóticos da atual gestão, para aqueles que não sabem. A coisa realmente começou com a ’suposta’ fraude na eleição do último ano para governador, sendo seguida pelos sequestros de figuras importantes do poder público (e seus parentes) e, mais recentemente, os assaltos seqüenciais a diversos restaurantes da capital Maceió.

Toda essa ação criminosa, numa opinião unânime entre boa parte da população informada, teria se dado para derrubar o atual Secretário de Segurança Pública do Estado, o General Sá Rocha - o sujeito responsável por ter colocado a Bahia em ordem. Cheguei a ouvir de uma policial militar que um antigo Secretário de Segurança estaria por trás dos esquemas, o que torna a coisa ainda mais aterradora.

As pessoas estão mais assustadas que o convencional por aqui.

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Eddie Campbell, ilustrador da graphic novel “Do Inferno”, linkado e citado no BEAT:

It reminds me of my con-sketch anecdote. A guy asks for a sketch and I say ‘Only if you’re buying a book.’ he says, ‘Okay, what’s the cheapest book you have?’.
“I’m selling the Bacchus Color Special at cover price, three bucks.” ‘Will you draw a sketch if I buy one of those?”
“yes.” I sigh.
So he pulls out his pad. As I’m starting in, “Can you make it a drawing of me?”
So now he’s making things difficult and I’m beginning to feel restless. But I start sketching the generality of his physiognomy. He butts in again: “Can you make it of me, but have me being stabbed to death by a London prostitute?”
Now I have to angle the thing so that he’s falling over.
“And make the prostitute Marie Kelly.”
I’m starting to feel pissed off now. I finish the job as quickly as I can.
At the last moment a thought occurs to me. I execute it.
As Marie Kelly murderously brings down that blade and the blood spurts, I give her a word balloon. In it she is saying: “Take that, you cheap bastard!” and I make sure it has the guy’s name on it.
He seems pleased and thanks me.

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