Não foi apenas a chuva que caiu como uma bigorna de desenho animado no meu fim de semana: meu computador voltou a dar piti e está reiniciando de minuto em minuto. Isso quando ele se dá ao trabalho de iniciar. Para completar, estou quase gripando. O catarro não pára de escorrer e o corpo mostra sinais de fraqueza – o cansaço, dores e sintomas de costume. É difícil manter a concentração em qualquer coisa por mais de cinco minutos.
Tudo isso quer dizer que o “aguardado” lançamento da minha querida BIT HUNTER GIRL, na semana que vem, dia 6, está suspenso por tempo indeterminado (leia-se “até eu melhorar, meu micro deixar de birra e eu montar um .html básico na base da safadeza”). Preciso descansar, terminar o script da quarta edição e rearranjar o cronograma.
Sem contar que a semana não começou bem: além da doença, minha grana só cai na conta-salário na quarta-feira e um amigo de infância está indo embora para o interior do estado, viver com a namorada e com o moleque recém-nascido dele.
É triste pensar que o cara vai embora, porque a gente, do círculo de amigos da velha guarda, imaginava que ele ia trazer a namorada e o garoto para Maceió quando estivesse estabilizado no emprego e com uma grana legal no bolso.
Ele, um ano mais novo que eu, é um dos poucos amigos que considero até mais irmão do que meus dois irmãos juntos. Dentre as coisas mais bestas que me lembro agora, recordo dele dividir sem problemas aquele monte de brinquedos que tinha durante nossa infância e uma revista pornô sem capa e escondida a sete chaves no armário do quarto dele no início da nossa pré-adolescência; sem contar, claro, daquela noite de cervejas, tira-gostos, cigarros, ervas e muito non-sense numa das madrugadas mais engraçadas das nossas vidas.
Me peguei imaginando se vou chorar quando me despedir desse filho da puta. Porque mesmo que ele volte em tempos de férias ou decida se reinstalar na capital futuramente, não deixa de ser uma despedida entre duas pessoas que se conhecem há mais de vinte anos.
Merda de catarro.

