Prosa do Mal foi meu primeiro blog. Nada muito ambicioso. O que não significa que fosse desprovido de qualquer tentativa de ser algo inteligente e divertido. Era pessoal, “profissional” (no que dizia respeito as minhas tentativas como escritor de quadrinhos) e diversamente recheado de links. Porque tem muita coisa interessante na rede para se compartilhar – o que parece uma contradição, considerando que a Internet é fechada apenas a quem não possui computador com uma conexão à rede -, resultando no mote principal da página.
Prosa do Mal, em si, não tem nenhum significado particular. Nunca teve. Foi apenas um nome que achei legal para o (meu) blog. Isso me bastava. “Bastava” porque o Prosa do Mal, em sua versão atual, morreu. Foi assassinado à golpes de tecla Delete no meio de uma noite insone, chuvosa e repleta de sangue gorduroso, seu corpo de texto sendo deixado numa viela qualquer do limbo digital da blogoesfera.
Tudo bem. Não foi uma morte assim tão glamourosa e o seu conteúdo ainda estará disponível na categoria Despensa; um nome melhor do que Lixeira ou Depósito, por exemplo, e que dá a sensação de estar em casa. Habituado. Algo que você pode encontrar num livro que goste. O conforto da leitura… ou qualquer outra analogia que eu não consigo encontrar para seguir para o parágrafo seguinte.
Porque agora o nome do blog tem um significado: Café-da-manhã dos Campeões é o título do romance de ficção científica (e de drama, humor, ficção fantástica) do finado Kurt Vonnegut. Um romance excepcional, por sinal, não só no seu conteúdo como em sua construção. Uma aula de narrativa como poucas. Sua associação com o blog vem buscar uma única coisa: encontrar a maturidade final. E o fim da maturidade, se é que há alguma em mim.
Maturidade literária, a propósito.
Já que a lição que eu tiro do protagonista do livro, alter-ego do próprio autor, é exatamente a de algum tipo de amadurecimento – como indivíduo e escritor. Claro, há outras lições, mas a que motiva a mudança de foco do (meu) blog é essa. Vonnegut, então, será meu pastor. Do Além Vida, se é que existe algo do tipo, absorverei qualquer lição que ele possa me transmitir. Enquanto isso, continuarei a devorar o evangelho que deixou na Terra.
E para a minha “musa”, claro, escalo a Sheyla de Almeida. Porque até hoje seu nome… correção: seus seios de 1,5 mililitros de silicone atraem visitantes esporádicos desde que postei algo relacionado a ela pela primeira vez. Razão pela qual ganhará uma categoria só para si, com tudo que já publiquei aqui ao seu respeito – incluindo um perfil especial que escreverei, provavelmente ofensivo para um bocado de fãs debilóides da moça.
Além dessa, novas categorias estão sendo criadas. O que significa a elaboração de novos textos. Para abarcá-los, um novo layout. Cortesia da brasileira Patrícia Muller, responsável pelo desenvolvimento do template para o Wordpress, e de Matt Schinckel, que o converteu para nós, pobres usuários do Blogsome.
Enquanto dou os retoques finais na casa, novos posts não acontecerão. Peço a compreensão devida dos leitores de sempre e os avulsos. A interrupção das atividades visa melhorar o atendimento a público: vocês. Garanto que volto até sexta com a reformulação finalmente resolvida, novos textos, links e aquelas coisinhas afins das quais vocês gostam tanto.
Até lá, um café-da-manhã dos campeões para vocês.


Massula said:
Gostei do novo nome e do novo visu.
E Vonnegut é o cara.
13 hours after the fact.Danilo Valeta said:
Vai ler Matadouro 5. Eu acho bem mais legal do que o Café-da-manhã.
Se bem que todos os textos dele são legais.
18 hours after the fact.