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	<title>Comments on: O Inferno no Paraíso</title>
	<link>http://pablocasado.blogsome.com/2007/06/20/o-inferno-no-paraiso/</link>
	<description>Adeus, segunda-feira blues</description>
	<pubDate>Sat, 28 Nov 2009 19:20:33 +0000</pubDate>
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		<title>by: Lel El</title>
		<link>http://pablocasado.blogsome.com/2007/06/20/o-inferno-no-paraiso/#comment-427</link>
		<pubDate>Sun, 24 Jun 2007 15:30:14 +0100</pubDate>
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					<description>A muito tempo venho querendo me &quot;descolar&quot; e finalmente me &quot;internetizar&quot;. Aos poucos venho aceitando que a rede é uma forma de &quot;fazer trabalhos na faculdade&quot;. Mas, numa bela noite do show do &quot;alguma-coisa-do-forró&quot;, me veio a idéia de criar um blog. Seu nome seria &quot;Maceió Vice City&quot; em homenagem ao seriado parcialmente homônimo. Sua função seria o de desabafar o turbilhão de intolrâncias que há na mente de um jovem adulto, prestes a se formar. 
Não foi para frente (como tudo que tenta ser útil neste pais), mas o que venho a dizer, não baseando em opiniões abalizadas como do Canetinha ou Oscar de Melo, diz respeito a tudo o que está acontecendo desde o início do ano. Por isso, com a devida licença ao dono do blog (um dos meus melhores amigos), ao fazer um pequeno spoiler do Maceió Vice City (e para desabafar também).
Era uma vez um pequeno estdado, situado num país culturalmente de terceiro mundo, chamado Alagoas. Lá viviam todo o tipo de gente, que lutava pelo seu bem estar, mas, simultaneamente, acomodava-se com o que tinha. Grande parte da população apenas lutava, enquanto a outra &quot;geria&quot; sua produção. Contudo, havia aqueles que  lutavam e os quais desejavam, no melhor sentido da palavra, o lugar onde moravam. 
A história dos gestores é a mais interessante. Ao manipular a massa trabalhadora, não lhes proprocionou o conhecimento suficiente a caminharem pelas próprias pernas. &quot;Pra que!? Eles não pecisam de conhecimento porque nós fomos incumbidos de dirigí-los!&quot; diziam eles.
Criaram sistemas de informação, controlando-a, massificando-a.
Assim, o paraíso foi-se modelando, pela vontade dos gestores, os quais elitizaram-se.
Os segundos, a maioria e que, teoricamente, possuiam o veredadeiro poder, não sabem o que fazer. Seu saber limitado, estagnou-se aos pés das elites. 
A este passo, a cidade acompanhou a transformação social. Onde haveria centros culturais, há casas de show e bares onde a mulher é tratada como lixo (pobres destes, mal sabem a força que têm).
Paralelamente a isto, como força diametralmente oposta, surgiu um grupo social formado pela elite pensante do estado. Estes saíram da caverna de Platão, observaram que o mundo lá fora é cheio de luz, mas que esta é refratada ao entrar no território alagoano. 
Observaram que o estado, como um todo está sofendo uma involução cultural, onde os centros de pensamento estão sufocados ante aos bares e corrupções à solta.
Ao ver o nascimento de um rival formidável, a elite, detentora de um conhecimento quase tão amplo quanto o de seu arqui-inimigo, lançou guerra ideológica, onde o campo de batalha é dentro das cabeças de toda a massa.
Destarte, a cidade tornou-se um nada cultural, onde os pensantes não tem aonde ir e o que fazer, vez que o poder de fazer (econômico) está com outros.
Com o pouco que tinham, juntaram-se a promover e esclarecer a massa. No entanto, fora tajada de alternativos, vivendo à margem da &quot;verdadeira&quot; cultura.
Ao vencer a batalha, a elite obserou que a massa estava do seu lado e não do seu arqui-rival, mas que, a qualquer momento este poderia contra-atacar e vencer.
Solução: adquirir mais poder &quot;de fazer&quot; às custas de uma massa massificada.
Robalheiras. Escândalos. Corrupção. Foram estes os instrumentos de que se dispuseram.
Hoje a guerra persiste. Entretanto, os soldados do pensar estão cada vez mais partindo para novos terrenos, deixando às moscas uma cidade que muito poderia oferecer, mas que está a base de uma estrutura feudal. Destes eu sinto pena. Outros, por sua vez, redem-se  àquela elite e vislumbram-se com falso poder. Destes eu sinto raiva.
Aonde vai dar esa guerra eu não sei. Na verdade, pra ser sincero, eu em sabia os caminhos que esse texto iria tomar. Só queria desabafar um pouco. Valeu pelo espaço, Pablo.  </description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>A muito tempo venho querendo me &#8220;descolar&#8221; e finalmente me &#8220;internetizar&#8221;. Aos poucos venho aceitando que a rede é uma forma de &#8220;fazer trabalhos na faculdade&#8221;. Mas, numa bela noite do show do &#8220;alguma-coisa-do-forró&#8221;, me veio a idéia de criar um blog. Seu nome seria &#8220;Maceió Vice City&#8221; em homenagem ao seriado parcialmente homônimo. Sua função seria o de desabafar o turbilhão de intolrâncias que há na mente de um jovem adulto, prestes a se formar.<br />
Não foi para frente (como tudo que tenta ser útil neste pais), mas o que venho a dizer, não baseando em opiniões abalizadas como do Canetinha ou Oscar de Melo, diz respeito a tudo o que está acontecendo desde o início do ano. Por isso, com a devida licença ao dono do blog (um dos meus melhores amigos), ao fazer um pequeno spoiler do Maceió Vice City (e para desabafar também).<br />
Era uma vez um pequeno estdado, situado num país culturalmente de terceiro mundo, chamado Alagoas. Lá viviam todo o tipo de gente, que lutava pelo seu bem estar, mas, simultaneamente, acomodava-se com o que tinha. Grande parte da população apenas lutava, enquanto a outra &#8220;geria&#8221; sua produção. Contudo, havia aqueles que  lutavam e os quais desejavam, no melhor sentido da palavra, o lugar onde moravam.<br />
A história dos gestores é a mais interessante. Ao manipular a massa trabalhadora, não lhes proprocionou o conhecimento suficiente a caminharem pelas próprias pernas. &#8220;Pra que!? Eles não pecisam de conhecimento porque nós fomos incumbidos de dirigí-los!&#8221; diziam eles.<br />
Criaram sistemas de informação, controlando-a, massificando-a.<br />
Assim, o paraíso foi-se modelando, pela vontade dos gestores, os quais elitizaram-se.<br />
Os segundos, a maioria e que, teoricamente, possuiam o veredadeiro poder, não sabem o que fazer. Seu saber limitado, estagnou-se aos pés das elites.<br />
A este passo, a cidade acompanhou a transformação social. Onde haveria centros culturais, há casas de show e bares onde a mulher é tratada como lixo (pobres destes, mal sabem a força que têm).<br />
Paralelamente a isto, como força diametralmente oposta, surgiu um grupo social formado pela elite pensante do estado. Estes saíram da caverna de Platão, observaram que o mundo lá fora é cheio de luz, mas que esta é refratada ao entrar no território alagoano.<br />
Observaram que o estado, como um todo está sofendo uma involução cultural, onde os centros de pensamento estão sufocados ante aos bares e corrupções à solta.<br />
Ao ver o nascimento de um rival formidável, a elite, detentora de um conhecimento quase tão amplo quanto o de seu arqui-inimigo, lançou guerra ideológica, onde o campo de batalha é dentro das cabeças de toda a massa.<br />
Destarte, a cidade tornou-se um nada cultural, onde os pensantes não tem aonde ir e o que fazer, vez que o poder de fazer (econômico) está com outros.<br />
Com o pouco que tinham, juntaram-se a promover e esclarecer a massa. No entanto, fora tajada de alternativos, vivendo à margem da &#8220;verdadeira&#8221; cultura.<br />
Ao vencer a batalha, a elite obserou que a massa estava do seu lado e não do seu arqui-rival, mas que, a qualquer momento este poderia contra-atacar e vencer.<br />
Solução: adquirir mais poder &#8220;de fazer&#8221; às custas de uma massa massificada.<br />
Robalheiras. Escândalos. Corrupção. Foram estes os instrumentos de que se dispuseram.<br />
Hoje a guerra persiste. Entretanto, os soldados do pensar estão cada vez mais partindo para novos terrenos, deixando às moscas uma cidade que muito poderia oferecer, mas que está a base de uma estrutura feudal. Destes eu sinto pena. Outros, por sua vez, redem-se  àquela elite e vislumbram-se com falso poder. Destes eu sinto raiva.<br />
Aonde vai dar esa guerra eu não sei. Na verdade, pra ser sincero, eu em sabia os caminhos que esse texto iria tomar. Só queria desabafar um pouco. Valeu pelo espaço, Pablo.
</p>
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