Essa passou até por mim, que tentei catar as novidades interessantes referentes à quadrinhos da San Diego Comic-Con (ou Nerd Prom): Warren Ellis, ao lado do (até agora desconhecido) ilustrador Paul Duffield, irá publicar sob o selo da Avatar um webcomic (quadrinho virtual) inteiramente gratuito intitulado FreakAngels.

Serão cinco páginas disponibilizadas a cada semana. Segundo o autor, que já escreveu cerca de 200 páginas sobre a série, não há nenhum rótulo que ele possa usar no momento para defini-la: “[…] é retrô-punk, é um vapor-punk dum futuro próximo”. A produção usará como plataforma o ComicPress, popular template para o Wordpress, formatado para a publicação de hq’s online.

E a Avatar não pára com Ellis por aí: Ignition City, produção comentada a conta-gotas pelo autor britânico há mais de um ano via Bad Signal (seu boletim de e-mails), deverá ser sua segunda série mensal pela editora. A primeira delas, Doktor Sleepless, teve sua primeira edição publicada na semana passada (aguarde resenha para breve).

No painel (ainda) da Avatar na Comic-Con, o roteirista comentou sobre Dead Channel, sua série televisiva que está em pré-produção por uma emissora norte-americana não anunciada. Na história, um executivo de TV tem instalado em seu computador o software SETI (Sistema Extraterrestre de Inteligência). Ao invés de informar o governo sobre o fato, ele fecha um acordo exclusivo com uma emissora de TV e cria um inusitado reality show.

Preciso comentar algo sobre essa premissa simplesmente maluca?

Voltando aos quadrinhos, Ellis afirmou que Desolation Jones volta a ser publicada em breve, e mensalmente. E quando um fã perguntou sobre Jack Cross, sua mini-série em 3 edições publicada pela DC a quase dois anos atrás, ele disse que não escreverá mais histórias com o personagem. “Porque eles [a DC] foderam tudo […]”, concluiu.

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Em 1987, a editora norte-americana DC Comics publicava a graphic novel Batman: O Filho do Demônio (Batman: Son of The Demon, no original), escrita por Mike W. Barr e ilustrada por Jerry Bingham. Na história, o Homem-Morcego é obrigado a aliar-se a um de seus mais nefastos inimigos, o ‘imortal’ Ra’s Al Ghul. A publicação, no entanto, é lembrada por um polêmico sub-plot desenvolvido ao longo de suas páginas: nele, Bruce Wayne e Talia, filha do vilão, tem um filho.

Ao final da graphic novel, Batman é induzido a achar que Talia perdeu a criança, o que o faz desistir da idéia de construir uma família, voltando para Gotham e o combate ao crime. A vilã dá a luz a um menino e, em seguida, o deixa num orfanato. O garoto é então adotado por um casal ocidental. Seu único elo de ligação com os pais é um colar incrustado dado por Wayne de presente à sua amante.

O paradeiro do “filho do demônio” ficou nublado durante vários anos. Por um tempo, falou-se que sua história não pertencia a cronologia oficial do Universo DC, sendo um Elseworld (no Brasil, conhecido como Túnel do Tempo). Mas segundo declaração de Dennis O’Neil, ex-editor do grupo Batman e um dos escritores do personagem na Era de Prata, a graphic novel de Barr e Bingham fazia, de fato, parte da cronologia oficial.

Confusões temporais à parte, o escritor escocês Grant Morrison decidiu ressuscitar o plot do filho do Cavaleiro das Trevas ao assumir, na edição #655, a série mensal Batman ao lado do desenhista Andy Kubert. O arco em quatro partes, intitulado “Batman & Son”, apresentou Damian Wayne, a cria do maior detetive do mundo ao lado da terrorista Talia, que agora tocava os negócios do pai, o falecido Ra’s Al Ghul. Encarregado subitamente da guarda do garoto, Bruce Wayne precisou, enquanto combatia o crime em Gotham, controlar o ímpeto assassino de Damian - que, dentre diversas ações intempestivas, deu uma surra em Tim Drake, o Robin, por causa de ciúmes.

Após a conclusão do arco no número #658, Damian sumiu das páginas da série, aparentemente morto. Agora, na simbólica edição #666, ele retorna já adulto: num futuro próximo, ele é o Batman, o protetor da sofrida Gotham City. Com o mundo em colapso, o novo Cavaleiros das Trevas se prepara para impedir o apocalipse iminente.

O NÚMERO DA BESTA

666, conhecido como o Número da Besta, é um conceito originário da bíblia cristã encontrado no Apocalipse do Novo Testamento. No versículo 13:18 do referido livro, temos a seguinte passagem: “Aqui está a sabedoria. Aquele que tem entendimento calcule o número da besta, pois é número de homem. Ora, esse número é seiscentos e sessenta e seis.”

O número se referiria ao Anti-Cristo.

Segundo manuscritos gregos, há ainda a teoria de que três crianças nasceriam para tentar dominar o mundo, disseminando a discórdia entre a humanidade. Cada uma delas levaria o número 666. Morrison começou a explorar esse conceito de forma análoga desde o início de seu run na série: em sua primeira edição, a parte um do arco “Batman & Son”, vemos o Coringa enfrentando um falso Batman armado - que revelou-se depois ser um policial. Números à frente, o Cavaleiro das Trevas encontra sua segunda cópia deturpada: um brutamontes parecido com Bane, o vilão que aleijou a criação de Bob Kane no início dos anos 90, que tomou para si as prostitutas e parte de um bairro onde elas faziam seus programas.

É na última parte dessa história que Bruce Wayne fala de um estranho sonho. Nele, o herói teria encontrado três versões de si mesmo. Ele interpretou o sonho como um tipo de mensagem; e restava encontrar o “terceiro Batman”, aquele que, para Wayne, seria o responsável por algum tipo de plano secreto contra ele.

O SEGUNDO ADVENTO

Em Batman #666, Damian assumiu o manto de seu pai, morto numa situação não-explicada na história, anos no futuro. Gotham, assim como o restante do planeta, está condenada pelo terrorismo, poluição e corrupção. Utilizando as habilidades apreendidas em sua infância com o treinamento da Liga dos Assassinos, o novo Batman tenta interceptar o terceiro dos Batmen a assombrar o falecido Bruce Wayne. É ele o responsável pelo assassinato de cinco vilões em diferentes pontos da cidade. Algo que acaba por se revelar como uma enorme pista, um convite para o duelo final entre os homens-morcego.

Morrison, mais uma vez, utiliza de sua bagagem cultural para abrilhantar um ícone da cultura pop norte-americana numa história repleta de referências e alegorias. A começar pelo título da trama: “Batman in Bethlehem”.

‘Bethlehem’ é a maneira como se grafa o nome de Belém, a Terra Santa, em latim. Seu significado, traduzido, quer dizer ‘a casa do pão’. Sua presença no título da história referencia não só a cidade onde Jesus nasceu, mas também ao poema “O Segundo Advento”, do irlandês William B. Yates.

Yates, nascido em Dublin e falecido em Menton, França, foi, além de poeta, dramaturgo, místico e figura pública. Um tipo de artista que se encaixa perfeitamente nas preferências de Morrison - que é também conhecido por uma carreira bem-sucedida no teatro e pela atuação como mago do caos. O poema citado, originalmente batizado de “The Second Coming” e publicado em 1920, fala de um mundo em colapso e da chegada da Besta, o Anti-Cristo, à cidade de Belém.

Na história do Homem-Morcego escrita por Morrison, Gotham City representa não apenas a Belém do poema, mas o mundo à beira da destruição. O que constatamos, por exemplo, quando Damian assiste aos diversos noticiários no monitor da nova Bat-Caverna: terrorismo, problemas ambientais, confusão social… problemas encontrados no mundo real, pontuando outra alegoria proposital do autor.

O Terceiro Batman, responsável pelo assassinato de cinco vilões do submundo de Gotham, é a reencarnação da Besta, o Anti-Cristo de colante escuro, digamos assim. Os cinco criminosos foram mortos em pontos diferentes da cidade; ao se conectar os locais, forma-se um pentagrama. A confronto final, supõe Damian, deveria acontecer no centro dessa projeção.

É interessante notar que, no começo da edição, o quinto vilão encontrado foi morto numa igreja: seu corpo foi pregado de ponta-cabeça numa grande cruz. Se ligarmos pontos a partir de sua cabeça indo até suas mãos e, em seguida, até seus pés, teremos a imagem de um pentagrama invertido. Na cultura chinesa, o símbolo de cinco pontas simboliza um ciclo de destruição - em cada uma de suas extremidades, temos representados um determinado elemento (Terra, Água, Fogo, Madeira e Metal).

O pentagrama na história pode significar uma era de renovação através da destruição. Esta se daria com o confronto entre Damian Wayne e o Terceiro Batman. O símbolo invertido encontrado na igreja pode se referir a uma possível queda dos valores religiosos, principalmente os cristãos, para a sociedade.

Ainda no começo da trama, quando Damian/Batman cita uma passagem do poema de Yates (Things fall apart/ the centre cannot hold/ Mere anarchy is loosed upon the world) para a Comissária Bárbara Gordon, que o completo com o trecho final (And what rough beast/ its hour come round at last/ Slouches towards Bethlehem to be born?), o vigilante afirma: “Bem-vinda à Belém, onde as forças das trevas encontram as forças… da luz.”, e ativa uma granada luminosa.

Na contextualização de Morrison, Damian seria um tipo de messias deturpado. Um Jesus amalucado e de colante necessário para salvar Gotham City do apocalipse iminente.

MORRISIANISMOS

Grant Morrison é conhecido pelo uso constante de metalinguagem em suas obras. Em Homem-Animal, série que o levou a ficar conhecido nos Estados Unidos, temos um dos exemplos mais marcantes disso. Já em “Batman in Bethlehem”, o escritor, de certo modo, se põe sutilmente na pele de Damian Wayne. Algo que percebemos quando, ao chegar na Bat-caverna, o personagem retira o capuz e revela sua cabeça totalmente raspada. Besteira, eu sei, mas em Invisíveis, sua aclamada série publicada sob o selo da Vertigo, King Mob, um dos anti-heróis protagonistas e publicamente conhecido como alter-ego de seu criador, também era careca. Coincidência?

Outro elemento recorrente é a presença de um gato na história. Na aventura apocalíptica do Homem-Morcego em questão, o bichano faz as vezes de Alfred, antigo mordomo e melhor amigo do falecido Bruce Wayne. Não sei ao certo de onde surgiu a preferência e eventual fixação do escritor por esses felinos, mas William S. Burroughs, que além de famoso escritor norte-americano e integrante do movimento beat é uma das principais influências literárias de Morrison, também possuía enorme paixão por gatos. Não é a toa que um de seus livros seja O gato por dentro, um apanhado de notas referentes à experiências particulares e fantasiosas que o escritor de Junky teve com todos os bichanos que passaram por sua vida.

Em Sete Soldados da Vitória, Morrison afirmou que os Sete Homens Misteriosos - vistos nas edições #0 e #1 da máxi-série - representavam cada membro da equipe criativa da publicação: o roteirista, o desenhista, o arte-finalista, o colorista, o letrista, o editor-assistente e o editor. Essa analogia também serve para definir o efeito ex-machina que o autor aplica em boa parte de suas obras, interferindo na resolução do conflito final do plot ou apenas exercendo um tipo de auto-referência.

Em Batman #666, vale a última: quando o Homem-Morcego afirma que “o apocalipse está cancelado. Enquanto assim EU disser.”, na última página da história, entendo como se o escritor escocês também tomasse parte da resolução, nos dizendo que ele contribuiu para que aquele universo ainda existisse depois daquele ponto. Ao final de seu run na série New X-Men, encontramos situação similar quando Jean Grey, como Fênix, permite que o universo mutante continue a viver.

“Batman in Bethlehem” é, definitivamente, a melhor história de Grant Morrison na série Batman. Pelo menos, até agora.

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Quem me conhece bem, sabe da minha má-fama com comida. Meu cardápio é mais limitado do que “insira a sua analogia engraçadinha entre as aspas, por favor”. É motivo de discussões hilárias com a Ana, meus pais, avós e amigos. Apesar de reconhecer minha limitação, os esforços para tornar o meu paladar mais apurado são mínimos; algo que admito sem vergonha alguma por me considerar um tipo (in)comum de cara-de-pau. Foi difícil, no entanto, não ficar babando ao assistir a nova animação da Pixar: Ratatouille.

Sob o comando habilidoso de Brad Bird, a película animada não se restringe a ser deslumbrante apenas nos itens culinários que desfilam na tela diante dos nossos olhos - a textura e os gestos dos personagens, assim como o retrato fascinante da Cidade Luz, são de deixar qualquer telespectador embasbacado. O que há de melhor da animação norte-americana hoje tem gravada em si a marca da Pixar. O conteúdo de qualidade, outro fator importante do estúdio, está também presente, fazendo de Ratatouille uma de suas melhores produções.

Na história, o ratinho Remy tem na cabeça um sonho (quase) impossível de ser realizado: transformar-se num cozinheiro, um chef. Sua condição de rato torna, obviamente, tudo extremamente complicado. Morando no interior da França com uma colônia de ratos liderada por seu pai, sua vida dá uma guinada quando ele começa a acompanhar o programa de TV culinário do renomado Auguste Gusteau, chef do famoso restaurante Gusteau’s, em Paris. As coisas se complicam quando a proprietária do aparelho televisivo, uma velhinha solitária, apanha o protagonista em sua cozinha, bem no meio de seus ingredientes.

Após a colônia ser descoberta pela velhinha, os ratos precisam debandar o quanto antes. Na fuga através do esgoto, Remy se perde do pai, do irmão e dos amigos. E acaba parando na capital francesa, dando de cara justamente com o restaurante de seu ídolo - que morrera recentemente e teve seu posto de chef assumido pelo arremedo de gente Skinner, que se aproveita da boa fama do Gusteau’s para vender comida semi-pronta.

Através de Linguini, o jovem faxineiro recém-contratado do estabelecimento, Remy terá a chance de colocar em prática seus dotes culinários.

A tarefa de conduzir essa história ficou por conta do diretor Brad Bird, também responsável pelo roteiro do longa animado. O trabalho, no entanto, não surgiu da mente do mesmo diretor d’Os Incríveis: o animador Jan Pinkava, de Vida de Inseto e Toy Story 2, foi o responsável pela concepção original. Seu roteiro, entretanto, enfrentou problemas com os chefões da Pixar. Com o projeto prestes a entrar no cronograma de produção, Bird foi convocado em cima da hora para assumir o script e a direção do mesmo. E, sem dúvida, foi uma das mais acertadas decisões que [os chefes] poderiam ter tomado.

Com Os Incríveis, Bird fez o que Tim Story e a Sony/Marvel não conseguiram: uma das melhores aventuras do Quarteto Fantástico em muito tempo. Com Ratatouille, cozinhou uma bela história sobre a busca pelo sonho (aquele que todos temos em algum momento da vida) e a aceitação (por parte dos outros e de si próprio). Definição simplória, eu sei. Mas todas as sutilezas e reflexões que o filme traz só podem ser apreciadas, de fato, ao se assisti-lo. Um saboreio que não se dará com gargalhadas estrondosas, mas com risos gostosos e algumas lágrimas de emoção.

No meu ranking pessoal, os [meus] três longas preferidos da Pixar ficam entre Monstros S.A., o mais engraçado; Os Incríveis, os mais aventuresco; e agora Ratatouille, o mais tocante. E é justamente isso que eu espero do estúdio: mais.

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Não. Nada de LOST, Heroes ou dos blockbusters que vão nos fazer ir ao cinema em 2008. Vamos falar do que realmente importa numa das maiores convenções de quadrinhos do planeta: quadrinhos, ora.

É na Comic-Con que as grandes e pequenas editoras fazem os anúncios de seus próximos e importantes projetos. Como não poderia deixar de ser, as duas majors do mainstream norte-americano, Marvel e DC, tomaram conta da atenção dos fanboys.

As novidades que mais me animaram foram as seguintes:

Grant Morrison e J.G. Jones na Crise Final: A DC está espremendo tudo o que puder do conceito iniciado lá no final dos anos 80 com a cultuada Crise nas Infinitas Terras. Depois das Crises de Identidade e Infinita, em 2008 eles publicam a mega-saga-definitiva-do-ano com a Crise Final (Final Crisis). Especulava-se que Kurt Busiek (Astro City) seria o responsável pelo script da nova empreitada, mas o anúncio do escocês Grant Morrison e do ilustrador J.G. Jones entusiasmaram o público. Nos anos 90, Morrison comandou a boa saga DC Um Milhão. Ao lado de Jones, com quem colaborou na ótima Marvel Boy, o careca deve deixar uma marca ainda mais profunda no universo DC.

Warren Ellis e Simone Bianchi em Astonishing X-Men: Essa pegou muita gente desprevenido. Ellis assume a principal série mutante da atualidade, que ganhará o sub-título Second Stage, tendo o que Grant Morrison não teve em sua fase: maior liberdade criativa e nenhuma ligação forte com eventos da corrente cronologia. Era tudo que o Velho Bastardo precisava para dar a sua visão do conceito mutante - como ele mesmo disse, está na hora de contextualizar os X-Men no séc. XXI.

Seqüência de Seaguy anunciada (no final da página): Não se falou numa sinopse da próxima mini-série ou se o desenhista Cameron Stewart voltará à parceria com o escritor Grant Morrison, mas de longe é uma das coisas que eu aguardarei com grande apreço para 2008. Leia a minha resenha da primeira mini no UHQ e você entenderá o porquê.

MySpace e Dark Horse investem em webcomics: A editora Dark Horse se uniu ao MySpace para ressuscitar a Dark Horse Presents, revista que eles cancelaram em 2000 e que trabalhava divulgando novos talentos. Agora batizada de MySpace Dark Horse Presentes, a publicação eletrônica disponibilizará hqs gratuitas de alguns dos talentos publicados pela editora. Na primeira leva de atualizações, tem uma história maluca e divertida do Josh Whedon com o Fábio Moon e uma do Gerard Way (vocalista da banda emo My Chemical Romance) e do Gabriel Bá - além de uma entre o Ron Marz e o também brasileiro Luke Ross.

Homem-Aranha ganha equipe criativa com oito artistas: Cancelaram duas das três séries mensais do herói e ficaram apenas com a Amazing, a mais ‘clássica’. Contrataram o Steve Wacker, que editou boa parte do começo da série semanal 52, da DC, para dar conta de colocar a única revista restante três vezes ao mês nas comic shops. E reuniram os escritores Bob Gale, Marc Guggenheim, Dan Slott e Zeb Wells e os desenhistas Steve McNiven, Salvador Larroca, Chris Bachalo e Phil Jimenez para trabalhar de modo rotativo na publicação. O único escritor que realmente me inspira confiança é o Bob Gale, roteirista dos filmes da série De Volta Para o Futuro e do excelente arco introdutório de Terra de Ninguém, saga-catástrofe do Batman de alguns anos atrás. A ‘ousadia’ da idéia é que realmente me chamou a atenção - vamos esperar pra ver o conteúdo do material. Em muito tempo, esta é a primeira vez que fico curioso em voltar a acompanhar o Homem-Aranha.

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Fãs espanhóis do menino-bruxo Harry Potter traduziram o sétimo e último livro da série, …and The Deathly Hallows, para o seu idioma pátrio e colocaram uma versão em .pdf na rede - disponível em formato de blog ou para download direto.

Nenhuma notícia ainda da versão em português.

Fonte: BoingBoing.

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Em maio deste ano, o Cine Sesi Alagoas comemorou um ano de atividade. Para celebrar a data, montou toda uma programação especial - exibiu diversos filmes nacionais na mostra Semana Sesi Brasil e realizou o primeiro Corujão Cine Sesi. Este último superou todas as expectativas e simplesmente lotou a sala do antigo Cine Art Pajuçara, para a surpresa da direção da casa e do próprio público.

Em agosto, o Cine Sesi irá realizar a segunda edição do Corujão, que tem tudo para ser ainda melhor.

Na tela, serão exibidos o curta-metragem Texas Hotel e o elogiado longa Baixio das Bestas, produções nacionais dirigidas pelo pernambucano porralouca Cláudio Assis (Amarelo Manga); o espanhol Princesas e o norte-americano Zodíaco, do excelente David Fincher (S7ven e Clube da Luta).

Após a exibição de Baixio…, teremos um bate-papo especial com o diretor Cláudio Assis, que teve sua participação confirmada pela direção do Cine Sesi. Com certeza, um evento especial para qualquer cinéfilo que se preze.

Os ingressos, que custam a bagatela de R$ 12 a inteira e R$ 6 a meia entrada, começam a ser vendidos a partir do dia 2 de agosto, e estarão disponíveis até durar o estoque.

O Corujão começa a partir das 22:30, que será aberto pelo Coral do Sesi, seguindo madrugada adentro. Como da primeira vez, a maratona deve terminar lá pelas 5 ou 6 da manhã, e o público contará com mais um café-da-manhã especial.

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O Senador Renan Calheiros chegou por esses dias à Maceió, capital das Alagoas - Estado que o elegeu como um dos senadores mais votados do país. Calheiros veio acompanhar a perícia que a Polícia Federal realizará na documentação que o próprio forneceu, e que provaria sua inocência no escândalo dos bois dourados.

Na manhã de hoje, o senador concedeu entrevista ao Bom Dia Alagoas, da rede Gazeta (afiliada da Globo no Estado), e para o programa policialesco Plantão Alagoas, da TV Alagoas (SBT e ex-Band). Neste último, Calheiros comentou sobre a invasão da fazenda do deputado Olavo Calheiros, seu parente, na cidade de Murici - reduto da família C e que tem como prefeito seu filho, Renan Jr. -, por parte de um numeroso grupo de trabalhadores rurais. Para o político, a invasão foi uma ação planejada. Só não foram dados nomes aos ‘bois’.

Sobre a pressão que sofre dentro do congresso nacional, Renan afirma que só sai de lá se apresentarem provas concretas de sua culpa. O que não deve acontecer, já que ele se declara inocente acima de tudo, e que irá atestar isso. Mas, se mesmo sem evidências quiserem tirá-lo da presidência do senado, Calheiros declarou que só sairá do posto se o jogarem numa fogueira ou se o puserem numa forca. Palavras calmamente ditas pelo próprio, acredite.

Ele diz uma coisa dessas porque sabe que 99% do Senador iria junto.

O que não significa que isso seja empecilho para que a Igreja Católica deixe passar a oportunidade de realizar o revival de uma de suas maiores empreitadas santas.

ATESTADO DE ÓBITO

Outros que não estão para brincadeira são os médicos que prestam serviço para o Estado: em greve há pouco mais de dois meses, eles começaram a cumprir o processo de demissão em massa depois da mais uma tentativa frustrada de conseguir aumento salarial por parte do governo. Quinze hematologistas e neurologistas entregaram na última sexta 20 seus pedidos de demissão.

Mais devem abandonar o barco caso o impasse entre classe e Estado prossiga.

A Procuradoria Geral do Estado, no entanto, veio acrescentar mais lenha à fogueira: além de converter a demissão em exoneração, impedindo os servidores que se demitiram de voltar ao serviço público antes de um período de cinco anos, entrará com uma ação de crime de omissão de socorro no Ministério Público. Quantas pessoas precisarão morrer para que esta ação seja, de fato, realizada, ainda não se sabe.

A classe média assiste a tudo impassível. Comenta aqui e acolá sobre os médicos concursados que não costumam dar as caras para cumprir as horas necessárias de serviço nos postos de saúde e hospitais públicos, pois estão ocupados demais em seus consultórios particulares. Quem sabe alguns desses sejam seus doutores privados.

SEGURA NÓIS

Se os médicos começaram a soltar os cachorros na última sexta 20, os moradores do Feitosa, onde resido, também: eles bloquearam o trecho da principal avenida que corta o bairro no final da tarde, deixando o trânsito nos dois sentidos um verdadeiro caos. Vi de perto a situação, já que estava retornando do trabalho para casa no horário do protesto - e que me obrigou a seguir a pé da rodoviária até a residência dos meus pais, coisa de um quilômetro ou mais.

Bloqueando a avenida com tonéis, os moradores protestavam por mais segurança no bairro após a ocorrência de um assalto, próximo a paralisação, naquele mesmo dia. Não consegui apurar se alguém foi ferido ou morto durante o roubo.

Na edição de hoje do Jornal da Pajuçara Manhã (Record), apresentado pelo jornalista Ricardo Mota, foi apresentada uma matéria sobre a violência no bairro. Os moradores entrevistados, visivelmente exaustos com a situação, afirmam que querem cercar as entradas/saídas das favelas que circundam a região. O Feitosa está espremido entre alguns complexos de favelas da capital alagoana, e os assaltos não têm hora e local para acontecer. Pontos de ônibus, padarias, mercearias, residências…

Tenho sorte: moro num condomínio fechado. Relativamente “fechado”, é claro. As coisas vão complicar se os bandidos furarem o nosso complexo sistema de segurança: constituído por uma guarita e um porteiro (desarmado, é claro). Ainda bem que ainda guardamos um facão enferrujado num quartinho. Se o meliante não morrer das estocadas, quem sabe ele não pegue alguma infecção feroz.

O quê? Você acha que eu vou bancar a classe média paz, amor e hipocrisia? Não que eu seja do tipo armamentista… mas se bater, leva de volta. Na medida do possível. É só não me deixar mais assustado do que já estou.

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O hype é uma coisinha realmente maliciosa. Esperava-se que 2007 seria “o” ano das continuações. Homem-Aranha 3, Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado, Piratas do Caribe 3: No Fim do Mundo, Shrek Terceiro passaram… e nenhum pareceu merecer levar o título de blockbuster norte-americano da temporada. O vencedor, no entanto, acabou caindo nas mãos de uma película estreante: o revival em live action de Transformers, os brinquedos mais famosos da empresa Hasbro.

Não que o hype estivesse necessariamente a favor da película produzida pela Dreamworks de Steven Spielberg. Pelo contrário: além do pavor óbvio dos fãs dos personagens em ver uma transposição aquém do esperado na tela grande (mesmo com o poderio dos efeitos especiais de hoje, o receio foi tremendo), a coisa ficou séria quando o nome de Michael Bay foi anunciado como diretor do filme. Quem não se perguntou se a escolha do sujeito que comandou “pérolas” como Pearl Harbor e A Rocha foi uma lástima, que atire a primeira pedra.

Mas se os primeiros trailers impressionaram, o filme em si fez muita gente morder a língua. Eu mordi: Transformers é um primor de efeitos especiais e de nerdices por minuto quadrado. Michael Bay, finalmente, foi 100% bem-sucedido numa empreitada cinematográfica.

Há uma história rasa (e com um bocado de furos, claro), mas que cumpre bem o seu papel. Basicamente, trata da guerra de milhares de anos entre os Autobots e Decepticons, originários do planeta Cybertron. O conflito chega à Terra quando as máquinas orgânicas disputam a posse do All Spark, item capaz de dar a vitória certa para qualquer um dos lados em combate. O que nos leva a Sam, personagem interpretado por Shia Lebeouf, o atual detentor da localização do artefato. Ao lado da gatíssima atriz Megan Fox e sua barriga moldada à mão, Lebeouf topa com figuras do naipe de John Turturro, Anthony Anderson (impagáveis) e John Voight. Mesmo encarando este mar de experiência, o jovem ator é o que mais se destaca. É ele quem nos faz acreditar (além dos efeitos especiais, claro) que aqueles robôs realmente estão ali.

Ao longo do filme, podemos identificar diversos momentos com a marca de Bay. Quem já assistiu ao menos dois filmes do sujeito irá reconhecê-los. Mas não há exageros, e isso se deve, claro, a presença de Spielberg na produção. Foi o renomado diretor que vendeu a idéia de Transformers para Bay como um filme sobre um garoto e o seu primeiro carro. Durante as duas horas e vinte de projeção, você encontrará esta idéia na tela - fundida com ação frenética, humor impecável e uma trilha sonora constituída por diversos clássicos dos anos 80 (cortesia do ex-fusquinha e atual camaro Bumblebee). Até um pouco de breguice, também: tem coisa mais boba do que ouvir o som da transformação original do desenho animado e achar isso simplesmente o máximo?

Ah, dane-se. Estamos falando do blockbuster do ano aqui. Todo o entretenimento e nostalgia que ele trouxe vale a babação.

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A revista VIP traz em sua edição de julho quatro musas do novo cinema brasileiro. Estrela de O Céu de Suely, a atriz pernambucana Hermila Guedes, 26 anos, deixa os seios à mostra em um figurino transparente em uma das fotos.

Nossa Senhora!

Tudo bem, pra quem assistiu O Céu Suely, viu bem mais do que isso… mas que a Hermila está lindamente irreconhecível, ah!, isso está!

Fonte: Terra.

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Enquanto os fãs britânicos, norte-americanos e os milhares de outros leitores que adquiriram o sétimo e último livro da série Harry Potter, […] the Deathly Hallows, em inglês, os brasileiros terão que aguardar até novembro para ler em português o desfecho da saga do menino-bruxo mais famoso da literatura mainstream.

Isso ou puxar a edição virtual que alguns fãs, liderados por uma menina de 14 anos, estão se preparando para lançar em breve - utilizando a cópia que vazaram para rede dias atrás, logo após o lançamento oficial do livro.

Os mais adiantados, como eu (que mesmo não tendo lido do quarto livro em diante), sempre podem contar com a Wikipédia. Li e fiquei levemente broxado com o final, que não teve o peso devastador que se esperava e que foi criado pelo hype; mas, de certo modo, foi condizente com tudo que o personagem encarou ao longo dos seis livros anteriores.

Felizmente, sempre podemos contar com os finais alternativos dos fãs para nos divertir.

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