O sol estava lá, quase à meio-dia, quando decidimos mudar nossos passos: íamos almoçar fora. Estávamos os dois com desejo de acarajé. Seguimos, então, para o restaurante de comida baiana mais próxima; o nosso preferido, a propósito. O almoço propriamente dito, no fim das contas, nunca aconteceu. Bebemos e petiscamos e conversamos. E lá se foram pouco mais de duas horas.
Alongamos um pouco mais nossa estadia quando, de repente, deu as caras um casal de amigos que fazia tempo com o qual não confraternizávamos. Mais alguns copos de cerveja para mim e três cigarros de palha que restavam no meu maço; Ana já havia alcançado sua cota de loiras, e ficou mais concentrada no bate-papo. Colocamos as novidades em dia, que foi o tempo do Ricardo Mota, acompanhado de amigos, aparecer no recinto trajando uma camisa do Fluminense. Uma hora de amenidades depois, seguimos para casa.
Eu estava muito querendo cagar. Mas meu estômago não dava sinais de querer colocar nada para fora. Pelo menos, tinha mais algumas horas para apreciar o que havia consumido.
Anotei num canto da cabeça que precisava comprar um novo maço de cigarros de palha antes de cairmos na naite.


ramiro ribeiro said:
amiguinho do Ricardo Mota é?
Me fez lembra do meu almoço fora de sábado da semana anterior, script quase idêntico.
gostando de ver o “controle editorial” dos posts, legal assim, continue;
abraço.
17 hours after the fact.