Alagoas não vive um momento difícil apenas no âmbito nacional. Antes dos bois inflacionados do Senador Calheiros e outros fatos atingirem as manchetes principais do Jornal Nacional, internamente o caos se instalou por estas bandas no início do ano; para ser mais específico, no começo do mandato do ex-Senador e agora Governador Téo Vilela Filho.
Greves em diversos setores do estado, explosão da criminalidade e os escândalos de sempre vindos das entranhas do sistema. Até problemas com o fim do lixão da capital e a posterior instalação de um aterro sanitário causaram comoções variadas. Dentre as paralisações, a que continua vigorosamente a ocupar espaço no cenário alagoano é dos médicos do sistema público.
Eles batem o pé e querem aumento de salário para a categoria. Ameaçaram realizar uma demissão em massa caso não fossem atendidos. E compraram uma briga feia com a ex-Secretaria de Administração, agora chamada de Gestão de alguma coisa, e seu respectivo secretário; o fogo foi levemente controlado com a intervenção do Ministério Público, que decidiu ajudar nas negociações com o Estado.
Ontem, domingo 16, eles realizaram um ato de protesto na orla da Ponta Verde.
Na edição de hoje do Jornal da Manhã, na TV Pajuçara/Record, o apresentador e jornalista Ricardo Mota chamou a atenção para um ponto interessante da ação do sindicato dos médicos: por que a realização do mesmo se deu num bairro de classe média alta da capital, quando o interessante deveria se voltar para população carente, que é a principal consumidora dos serviços de atendimento de saúde pública do Estado?
Incrível também, ainda segundo Mota, como essa parcela da população ainda não explodiu em nenhum tipo de movimento social contra os médicos e o Estado. É vergonhoso como eles se mantém nos papéis de telespectadores da quebra-de-braço entre as duas instituições. Se no brasileiro como um todo é ausente o sentimento adequado de revolta social, no alagoano isso parece ser ainda mais agravante.


carol said:
realmente, o brasileiro não desiste nunca… de esperar sentado.
1 hour after the fact.