Em maio deste ano, o Cine Sesi Alagoas comemorou um ano de atividade. Para celebrar a data, montou toda uma programação especial - exibiu diversos filmes nacionais na mostra Semana Sesi Brasil e realizou o primeiro Corujão Cine Sesi. Este último superou todas as expectativas e simplesmente lotou a sala do antigo Cine Art Pajuçara, para a surpresa da direção da casa e do próprio público.

Em agosto, o Cine Sesi irá realizar a segunda edição do Corujão, que tem tudo para ser ainda melhor.

Na tela, serão exibidos o curta-metragem Texas Hotel e o elogiado longa Baixio das Bestas, produções nacionais dirigidas pelo pernambucano porralouca Cláudio Assis (Amarelo Manga); o espanhol Princesas e o norte-americano Zodíaco, do excelente David Fincher (S7ven e Clube da Luta).

Após a exibição de Baixio…, teremos um bate-papo especial com o diretor Cláudio Assis, que teve sua participação confirmada pela direção do Cine Sesi. Com certeza, um evento especial para qualquer cinéfilo que se preze.

Os ingressos, que custam a bagatela de R$ 12 a inteira e R$ 6 a meia entrada, começam a ser vendidos a partir do dia 2 de agosto, e estarão disponíveis até durar o estoque.

O Corujão começa a partir das 22:30, que será aberto pelo Coral do Sesi, seguindo madrugada adentro. Como da primeira vez, a maratona deve terminar lá pelas 5 ou 6 da manhã, e o público contará com mais um café-da-manhã especial.

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O Senador Renan Calheiros chegou por esses dias à Maceió, capital das Alagoas - Estado que o elegeu como um dos senadores mais votados do país. Calheiros veio acompanhar a perícia que a Polícia Federal realizará na documentação que o próprio forneceu, e que provaria sua inocência no escândalo dos bois dourados.

Na manhã de hoje, o senador concedeu entrevista ao Bom Dia Alagoas, da rede Gazeta (afiliada da Globo no Estado), e para o programa policialesco Plantão Alagoas, da TV Alagoas (SBT e ex-Band). Neste último, Calheiros comentou sobre a invasão da fazenda do deputado Olavo Calheiros, seu parente, na cidade de Murici - reduto da família C e que tem como prefeito seu filho, Renan Jr. -, por parte de um numeroso grupo de trabalhadores rurais. Para o político, a invasão foi uma ação planejada. Só não foram dados nomes aos ‘bois’.

Sobre a pressão que sofre dentro do congresso nacional, Renan afirma que só sai de lá se apresentarem provas concretas de sua culpa. O que não deve acontecer, já que ele se declara inocente acima de tudo, e que irá atestar isso. Mas, se mesmo sem evidências quiserem tirá-lo da presidência do senado, Calheiros declarou que só sairá do posto se o jogarem numa fogueira ou se o puserem numa forca. Palavras calmamente ditas pelo próprio, acredite.

Ele diz uma coisa dessas porque sabe que 99% do Senador iria junto.

O que não significa que isso seja empecilho para que a Igreja Católica deixe passar a oportunidade de realizar o revival de uma de suas maiores empreitadas santas.

ATESTADO DE ÓBITO

Outros que não estão para brincadeira são os médicos que prestam serviço para o Estado: em greve há pouco mais de dois meses, eles começaram a cumprir o processo de demissão em massa depois da mais uma tentativa frustrada de conseguir aumento salarial por parte do governo. Quinze hematologistas e neurologistas entregaram na última sexta 20 seus pedidos de demissão.

Mais devem abandonar o barco caso o impasse entre classe e Estado prossiga.

A Procuradoria Geral do Estado, no entanto, veio acrescentar mais lenha à fogueira: além de converter a demissão em exoneração, impedindo os servidores que se demitiram de voltar ao serviço público antes de um período de cinco anos, entrará com uma ação de crime de omissão de socorro no Ministério Público. Quantas pessoas precisarão morrer para que esta ação seja, de fato, realizada, ainda não se sabe.

A classe média assiste a tudo impassível. Comenta aqui e acolá sobre os médicos concursados que não costumam dar as caras para cumprir as horas necessárias de serviço nos postos de saúde e hospitais públicos, pois estão ocupados demais em seus consultórios particulares. Quem sabe alguns desses sejam seus doutores privados.

SEGURA NÓIS

Se os médicos começaram a soltar os cachorros na última sexta 20, os moradores do Feitosa, onde resido, também: eles bloquearam o trecho da principal avenida que corta o bairro no final da tarde, deixando o trânsito nos dois sentidos um verdadeiro caos. Vi de perto a situação, já que estava retornando do trabalho para casa no horário do protesto - e que me obrigou a seguir a pé da rodoviária até a residência dos meus pais, coisa de um quilômetro ou mais.

Bloqueando a avenida com tonéis, os moradores protestavam por mais segurança no bairro após a ocorrência de um assalto, próximo a paralisação, naquele mesmo dia. Não consegui apurar se alguém foi ferido ou morto durante o roubo.

Na edição de hoje do Jornal da Pajuçara Manhã (Record), apresentado pelo jornalista Ricardo Mota, foi apresentada uma matéria sobre a violência no bairro. Os moradores entrevistados, visivelmente exaustos com a situação, afirmam que querem cercar as entradas/saídas das favelas que circundam a região. O Feitosa está espremido entre alguns complexos de favelas da capital alagoana, e os assaltos não têm hora e local para acontecer. Pontos de ônibus, padarias, mercearias, residências…

Tenho sorte: moro num condomínio fechado. Relativamente “fechado”, é claro. As coisas vão complicar se os bandidos furarem o nosso complexo sistema de segurança: constituído por uma guarita e um porteiro (desarmado, é claro). Ainda bem que ainda guardamos um facão enferrujado num quartinho. Se o meliante não morrer das estocadas, quem sabe ele não pegue alguma infecção feroz.

O quê? Você acha que eu vou bancar a classe média paz, amor e hipocrisia? Não que eu seja do tipo armamentista… mas se bater, leva de volta. Na medida do possível. É só não me deixar mais assustado do que já estou.

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