Nunca fui muito fã de guarda-chuva. E não é de hoje. Quando chove e eu preciso sair, obrigo alguém de casa a me dar carona - com 23 anos, sou motivo de gozação na família por não ter tirado minha habilitação (ainda).

Ontem eu me ferrei: com o carro quebrado e tendo apenas a moto do meu pai para me conduzir, acabei indo para o trabalho de ônibus. E estava chovendo. Fui, então, obrigado a sair com o meu guarda-chuva.

O maldito, preto até o cabo, deve ser maior que a Espada Justiceira do Lyon, líder dos Thundercats. E dá uma trabalheira dos infernos segurá-lo enquanto você saca o dinheiro da carteira para pagar a viagem.

Alguns podem dizer, como meus pais e avós, porque eu comprei um guarda-chuva tão grande. Bem: um menor que eu tive e quebrou, não me guardava de nada, e molhava tanto minhas costas quanto os pés; o médio que veio em seguida não resguardava os sapatos. Acabei apelando para uma versão king size.

O que eu ganhei em segurança contra a chuva, perdi na praticidade de manejar o objeto ao sair por aí. Manejo complicado, diga-se de passagem: consegui a proeza de metê-lo no teto do ônibus, ontem, quando voltava para casa e apanhava o dinheiro no bolso da camisa (!).