Se tem uma coisa que incomoda boa parte dos motoristas alagoanos, é a seguinte: ciclistas na pista. E eles são muitos, das mais diferentes regiões e, ainda por cima, não tem amor a própria vida. Esta última característica é a única que serve para definir a irresponsabilidade desses indivíduos no trânsito.

Mas vá lá: irresponsabilidade corroborada pelas autoridades constituídas. Já que a maioria dos ciclistas de Maceió são trabalhadores que, sem condições de bancar diariamente as viagens no transporte público, juntaram alguns trocados e compraram um bocado de magrelas.

Não é incomum, por exemplo, ver pedreiros que moram na parte alta da cidade, especificamente na periferia, seguirem para as obras nas quais trabalham montados nas bikes.

É fato. Tanto que o assunto já protagonizou diversas reportagens nas duas principais emissoras de TV do Estado, nas quais era apontado justamente o risco de ser ter, nas vias públicas, carros e bicicletas dividindo o mesmo espaço.

A Prefeitura de Maceió, há um bom tempo, começou a (tentar) resolver o problema, construindo vias específicas para os ciclistas transitarem nas regiões da capital onde seu movimento é mais constante. Como na região da Via Expressa, no bairro da Serraria. Mas lembro de ter visto uma reportagem que falava das obras terem sido interrompidas sabe-se lá o porquê.

O que é uma pena: nesta semana, quase atropelamos um ciclista e vimos outro prestes a ser engolido por um ônibus.

O primeiro inventou de cortar um ônibus quando este apanhava passageiros no ponto, e quando nós, no carro, estávamos no direito de executar a ação. O sujeito basicamente se meteu na frente e só saiu quando levou uma buzinada - e deu ao direito de fazer cara feia, vejam só.

O segundo caso aconteceu hoje. Ele foi atravessar a pista, na mão em que seguíamos, para a outra. Atravessou, e ficou esperando o ciclista que vinha naquele sentido passar ou lhe dar passagem - o problema é que ele ficou no meio da pista, e logo atrás vinha um ônibus, embalado.

Eu sei que os ciclistas têm o seu direito e precisam do espaço adequado para transitarem. Mas esses malabarismos que eles fazem no trânsito me tiram do sério!