Fiquei coçando os dedos para publicar aqui a história de um amigo meu.
Trocando e-mails com o dito cujo nos últimos dias, ele vai e me conta hoje uma história sobre sua ida recente a uma casa de tolerância - até aí, nada demais. O desenrolar dos fatos é que me fizeram conter as gargalhadas aqui no trabalho.
Pedi permissão a ele para jogar no blog o causo, e o amigo deu um tapa no texto e o enviou redondinho via e-mail novamente. A seguir, a crônica do camarada, que terá seu nome preservado por razões óbvias.
Data: Thu, 13 Sep 2007 09:20:51 -0300 (ART) [09:20:51 BRT]
De: xxx@xxx.com.br
Para: Pablo Casado < pcasado@gmail.com >
Assunto: para Pablo Gump
A semana passada não estava sendo convidativa pra um belo dia de aula. E na quarta não seria diferente. Apenas uma aula, de uma hora, em um prédio diferente. Todos secos pra sair e beber, pra relaxar depois de uma semana sem aulas. E o professor, como todo bom colaborador, não veio.
E foi assim que eu e mais 4 amigos resolvemos sair e fomos pra um bar. Só que dessa vez variamos. Se a lógica mandava irmos aos mesmos botecos sebosos de sempre, todos perto da faculdade, desta vez fomos um pouco mais longe. E isso às 16h. De uma quarta-feira.
O dono do local parecia que tinha acabado de instalar a Sky em seus estabelecimento. Ele não parava de mudar de canal, a ponto de irritar qualquer um, pois insistia em deixar nos canais mosaicos. Ou naqueles que não existem, com a tela preta. Quando não, ficava vendo propaganda dos filmes pay-per-view. Pra finalizar a chatice, parou na TV Câmara. Aí já era demais.
Entediados e sozinhos no local, resolvemos ir pra outro lugar. Lá pelas 20h, decidimos ir pra uma casa de tolerância, estilo Night Club. Essas coisas.
Um adendo: pra quem ainda não sabe, eu tenho asma. Nunca mais havia tido crises; só raras vezes acordava no meio da noite com falta de ar. Contudo, desde o final do mês passado que estou tendo crises freqüentes. E nesse dia não foi diferente. Mas eu tava legal, até que…
Voltando.
Quando chegamos lá, tinha uma quantidade razoável de gente e nada de rolar um streapzinho. Um amigo chamou logo uma menina lá e ficou praticamente namorando, de tão encolhido que estava pra falar com a moiçola. E o papo fluía como nunca. Vi a hora dele chamá-la pra tomar sorvete no shopping num domingo. Conversa vai, conversa vem e nós decidimos ir pra sala VIP. Por dois motivos bem simples. Primeiro porque não tava rolando nada lá (saímos do local depois das 22h e não tinha rolado streap ainda. O segurança falou que só depois dos jogos do Campeonato Brasileiro é que o local esquentava. Vai saber). Segundo porque eu já tava agoniado naquele abafado. O local é muito quente e a fumaça de cigarro não ajuda em nada. E na sala VIP aquele ar condicionado iria calhar. Pelo menos, era o que eu pensava.
A namoradinha do meu amigo não fazia streap (e quem nesse mundo iria querer que ela fizesse?) e chamou uma coleguinha que fazia. A amiguinha topou na hora e lá vamos nós pro primeiro andar. No caminho, este meu amigo namorador, chama mais uma menina pra ficar lá em cima com a gente, na safadeza. E ela não vai só: leva logo mais duas amiguinhas. Doce ilusão: achavam que estávamos com grana.
Lá em cima só fiz piorar com o cigarro naquele cubículo gelado. Meu amigo continuou namorando com sua baixinha toda adiantada. A garota não parava de tirar sarro da minha cara, falando que meu problema era falta de mulher e que eu morreria a qualquer momento.
E eu piorando.
Tava quase sem respirar. Uma das garotas que subiu disse que eu tava mal mesmo, que não era brincadeira, não. Falou até o nome dos remédios que eu tomava pra asma na nebulização, porque o filho pequeno dela também tinha. Pra piorar, minha namorada não parava de ligar pra mim. E como se não bastasse o meu sofrimento, as músicas de streap são as mais tristes que existem no mercado.
Juro que só não chorei porque não conseguia respirar.
No final, a namorada do meu amigo falou que meu problema era bater punheta demais e isso dificultava minha respiração.
Não vou mais lá. E meu pau não levanta também.