Convite Gaveta

Lançamento da segunda edição do fanzine Gaveta, capitaneado pela Carla, Carol e Ramiro e com colaboração de um bocadinho de gente. Dentre elas, este que vos digita.

Recebi o convite via e-mail da Carla e imagino que a divulgação seja irrestrita a todos da terrinha que estejam afim de conhecer o trabalho da galera.

“Sejam ingleses”, hah.

Quando o zine cair em campo, publico aqui a minha crônica que integra o seu miolo. Aproveito para agradecer o Ramiro e as meninas pelo convite e o espaço aberto para colaborar.

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Tirei o dia para dar um tapa no conteúdo periférico do blog: acabei de colocar no ar a seção Categorias.

Nela, você encontra uma breve descrição do que cada uma das categorias abordam. Tudo bem, algumas delas são bem óbvias, mas será que você sabe por que este texto está sendo postado em ‘Copa‘?

Lê a seção Categorias e descobre.

Ainda darei uma arrumada final nela e deixarei (em breve, mas não hoje) funcional as demais categorias - Links e Contato.

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Ufa: quase duas semanas sem atualizar deve ter dado a entender que eu estava deixando o blog de lado, hein? Longe disso. Fiquei afastado por causa do trabalho. Evento interno da instituição que assina os meus cheques - na verdade, não tem cheque algum, porque cai tudo na minha conta salário, mas você entenderam -; o meu setor foi o responsável por boa parte da organização do mesmo, daí ja viu.

Além de ter me afastado do blog, acabei ficando impossibilitado para zarpar para BH semana passada. Provavelmente, perdi a melhor edição do Festival Internacional de Quadrinhos. Fui nas edições 3 e 4, realizadas, respectivamente, em 2003 e 2005. E deu uma coisa ruim na barriga por não ter ido este ano. Não é nerdice gratuita: o FIQ marcou a estréia em grandes eventos do Quarto Mundo, coletivo de artistas independentes do qual faço parte.

Mas nada de lágrimas. Outros FIQs eis de acontecerem, assim como eventos nos quais o coletivo estará presente.

Com o trabalho além da conta, para completar, meu micro deu mais uma de suas panes. Ficou bom ontem. Mas que se foda: é recebendo meu salário este mês e invisto numa máquina nova. Estou namorando uma de 1.500 pilas, com 1 giga de memória, não sei quanto de espaço e monitor de 17 tela plana. Agora eu quero ver travar quando eu estiver com o Corel, Photoshop, Firefox e MSN aberto, rum.

Nesse tempo offline, além do evento do trabalho, viajei no feriadão da semana retrasada a Delmiro Gouveia, terra da Ana. Foi a minha segunda incursão ao lugar, e fiquei fascinado pela história do sujeito que deu seu nome à cidade, antigo povoado da Pedra. Comentários sobre isso posteriormente.

Retornando as atividades tradicionais, dei um tapa numa coisa que eu estava devendo para o blog: o Sobre.

Agora, quem não me conhece pode saber um pouco mais sobre como comecei a escrever, quando decidi blogar e outras coisas que achei interessante adicionar. Lê. Sério, vai ler.

Aos poucos, o blog voltará a sua programação normal. Já tenho algumas coisas engatilhadas. Só me dêem uma folga daqui pra domingo, que é meu aniversário, porque eu mereço um descanso e estou precisando coçar um pouco o saco, beleza?

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Lá vou eu conferir as manchetes dos sites de notícias de Alagoas, para saber as últimas novidades do meu querido estado, e dou de cara com a seguinte nota:

Aposentado paga R$ 300 por virgindade e mulher usa mertiolate para enganá-lo

Isso tira o mau-humor de qualquer (não-)cristão numa manhã de qualquer dia da semana.

E foi algo que me lembrou, quase que instantâneamente, do caso com outro velhinho da terrinha:


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Tudo bem, eu sou nerd.

Não, não naquele estereótipo “clássico” e que já caiu por terra há alguns anos, do gordinho de óculos de aros grossos e camisa branca que deixa parte da barriga quebrada a mostra.

E, mesmo sendo um (neo-)nerd, digamos assim, sei muito bem agir moderadamente diante de ofertas e oportunidades de compras de itens colecionáveis que sejam do meu interesse (pelo menos, na maioria do tempo).

Mas aí vem a Ana e me liga, num tom de voz envergonhadamente bem humorado dizendo que fez uma “besteira”; besteira que, na maioria da vezes, significam gastos estratosféricos que deveriam ser realizados em oportunidades adequadas.

O que não significa nada para essa mulher: bastou ela ver que a Americanas está com frete grátis, que catou os boxs com a primeira temporada do Office e a segunda de Uma Família da Pesada, além dum dvd da Marisa Monte e quem sabe mais o quê.

Claro: vamos tirar um fim de semana para assistirmos aos boxs de ambas as séries, rindo até chorar no processo, mas eu tenho que puxar a orelha dela. Porque é isso que ela faz quando eu apronto das minhas.

Minha namorada é uma pseudo-nerd enrustida e eu não sabia (?). Isso dá nome prum ótimo livro, né não?

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Eu só queria poder fumar meu cigarro tranqüilamente, sem ter que ficar olhando os minutos passarem na tela do celular e voltar logo pro meu posto, pra pilha de trabalho que tenho carregado ultimamente.

Eu só queria poder fumar meu cigarro tranqüilamente, sem ter que apertar o passo para chegar no ponto de ônibus e pegar o primeiro que passar pra chegar em casa.

Eu só queria ter uma noite de sono decente, para poder fumar o meu primeiro cigarro do dia tranqüilamente. E quem sabe não escrever um post tão cretino quanto este, que é de uma falta de criatividade e auto-piedade tremendas.

Vou pra cama me arrepender um pouco e, quem sabe nesse processo, dormir de verdade.

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