Tudo bem, eu sou nerd.
Não, não naquele estereótipo “clássico” e que já caiu por terra há alguns anos, do gordinho de óculos de aros grossos e camisa branca que deixa parte da barriga quebrada a mostra.
E, mesmo sendo um (neo-)nerd, digamos assim, sei muito bem agir moderadamente diante de ofertas e oportunidades de compras de itens colecionáveis que sejam do meu interesse (pelo menos, na maioria do tempo).
Mas aí vem a Ana e me liga, num tom de voz envergonhadamente bem humorado dizendo que fez uma “besteira”; besteira que, na maioria da vezes, significam gastos estratosféricos que deveriam ser realizados em oportunidades adequadas.
O que não significa nada para essa mulher: bastou ela ver que a Americanas está com frete grátis, que catou os boxs com a primeira temporada do Office e a segunda de Uma Família da Pesada, além dum dvd da Marisa Monte e quem sabe mais o quê.
Claro: vamos tirar um fim de semana para assistirmos aos boxs de ambas as séries, rindo até chorar no processo, mas eu tenho que puxar a orelha dela. Porque é isso que ela faz quando eu apronto das minhas.
Minha namorada é uma pseudo-nerd enrustida e eu não sabia (?). Isso dá nome prum ótimo livro, né não?

