A Carla (Castellotti) queria entrevistar a Clarah (Averbuck). Mas a Clarah fez doce pras perguntas da Carla:

Chegou o dia de ENTREVISTAR a minha escritora. Escrevi seis perguntas, e pra ser bem sincera, minha fé era tamanha que nem me passou pela cabeça que ela fosse recusar dar alguma resposta. Pois recusou. E me deixou matutando, fumando aquele cigarro amargo da frustração. […]

Eu sempre estive avisada que esse altar era falso. Deus não existe. E cultuar imagens imaculadas é no mínimo perigoso. O artista é só uma pessoa que acorda com o saco na lua, e melhor que as outras dilacera sensações ao invés de simplesmente espremer a laranja e partir para o trabalho sem qualquer questionamento.

Desconstruir nossos ídolos é uma etapa dolorosa no processo de amadurecimento do indivíduo, mas será sempre pertinente. (In)felizmente.

A entrevista em questão será publicada na terceira edição do Gaveta, com lançamento marcado para meados de dezembro.

Aproveito e parabenizo a Carla e o Ramiro pela publicação, no último sábado, da resenha sobre Lugares que não conheço, pessoas que nunca vi e da entrevista com sua autora Cecília Giannetti, respectivamente, no Caderno B do jornal Gazeta de Alagoas.

Ambos os textos foram publicados originalmente na segunda edição do Gaveta, lançado no começo deste mês de novembro.

Uma pena que a entrevista com a Clarah, provavelmente, não venha a ter/merecer o mesmo destino.