A Carla (Castellotti) queria entrevistar a Clarah (Averbuck). Mas a Clarah fez doce pras perguntas da Carla:
Chegou o dia de ENTREVISTAR a minha escritora. Escrevi seis perguntas, e pra ser bem sincera, minha fé era tamanha que nem me passou pela cabeça que ela fosse recusar dar alguma resposta. Pois recusou. E me deixou matutando, fumando aquele cigarro amargo da frustração. […]
Eu sempre estive avisada que esse altar era falso. Deus não existe. E cultuar imagens imaculadas é no mínimo perigoso. O artista é só uma pessoa que acorda com o saco na lua, e melhor que as outras dilacera sensações ao invés de simplesmente espremer a laranja e partir para o trabalho sem qualquer questionamento.
Desconstruir nossos ídolos é uma etapa dolorosa no processo de amadurecimento do indivíduo, mas será sempre pertinente. (In)felizmente.
A entrevista em questão será publicada na terceira edição do Gaveta, com lançamento marcado para meados de dezembro.
Aproveito e parabenizo a Carla e o Ramiro pela publicação, no último sábado, da resenha sobre Lugares que não conheço, pessoas que nunca vi e da entrevista com sua autora Cecília Giannetti, respectivamente, no Caderno B do jornal Gazeta de Alagoas.
Ambos os textos foram publicados originalmente na segunda edição do Gaveta, lançado no começo deste mês de novembro.
Uma pena que a entrevista com a Clarah, provavelmente, não venha a ter/merecer o mesmo destino.


carla said:
com certeza. essa entrevisteca vai servir só como ‘aprenda a lidar com as frustrações da profissão’, nem sempre é bom. Mas depois será mlehor ainda.
brigada querido.
14 mins after the fact.bj
c.
Ramiro Ribeiro said:
Pablo, vc é o nosso Amaury Jr.
1 hour after the fact.Hector said:
é a merda de se ir atrás dos ídolos. eu tive mais sorte [com o meu].
quando se vira stalker deles é fácil perder o foco, isso é perigoso. tb não custava a clarah ter mais boa vontade, mas quando as perguntas são ao menos uma tentativa de saírem um pouco diferentes a coisa melhora.
eu acredito q a carla meio q sabe a resposta. o livro era o blog sim, diário online remixado, román a clef, essas coisas. pra editora importa a perspectiva de retorno. tendo uma audiência de base como a clarah tinha os olhos do editor brilham mais fácil.
vide a facilidade com que bruna surfistinha foi aparecendo. oferta e demanda, essas coisas. mas legal que a clara teve consciência do bem que a decepção vai fazer
1 hour after the fact.pedro said:
pois é… deve doer isso de falar com seu ídolo e ele te mostrar que ele é normal.
10 days after the fact.por isso meus ídolos são seres que muito dificilmente hei de conhecer… e se um dia eu conhecer neil gaiman e alan moore…que eles não me dêem nenhum fora (acho que o gaiman é mais sociável que o moore…o moore me assusta um pouco).