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A revista VIP traz em sua edição de julho quatro musas do novo cinema brasileiro. Estrela de O Céu de Suely, a atriz pernambucana Hermila Guedes, 26 anos, deixa os seios à mostra em um figurino transparente em uma das fotos.

Nossa Senhora!

Tudo bem, pra quem assistiu O Céu Suely, viu bem mais do que isso… mas que a Hermila está lindamente irreconhecível, ah!, isso está!

Fonte: Terra.

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Paulo chega à faculdade de medicina em cima da hora. Puxa das costas forradas com o jaleco branco a mochila dos livros, sacando de um bolso uma caixinha prateada. Desta, leva a boca uma das duas pílulas de ecstasy que ainda lhe restavam. O barato bate ainda nos corredores do hospital universitário, a poucos metros da sala onde seu professor e companheiros de classe estudam o caso de uma paciente. A breve ambientação do filme é fechada com as preliminares de sexo casual que ele terá com uma das colegas de turma e com o encontro com Léon, estudante de Ciências Sociais com o qual divide uma casa humilde na periferia do Rio, para quem repete o seu lema: É proibido proibir.

Esta última seqüência parece anunciar que “Proibido Proibir” cairia no superficialismo da filosofia adolescente do personagem interpretado por Caio Blat. Mas o diretor Jorge Durán, que assina o roteiro ao lado de mais três colaboradores, não está interessado em simular falsa profundidade. A trinca de cenas existe para que a audiência possa se familiarizar de imediato com a casca externa do personagem Paulo, e, ao longo do filme, abri-la. Seu estilo de vida descolado e permeado por belezas fúteis serve de alegoria para a desconstrução que a câmera de Durán promove da cidade do Rio de Janeiro, pano-de-fundo da trama. Léon, interpretado por Alexandre Rodrigues, o Buscapé de Cidade de Deus, e Letícia, caracterizada sem muita eficiência pela global Maria Flor, são também agentes catalisadores dessa proposta.

Na história, Léon namora Letícia, estudante de arquitetura e filha da classe média. Quando é introduzida na vida cotidiana dos amigos, Paulo se sente atraído pela moça. A revelação desse novo sentimento para o personagem vem acompanhada da dissecação visual do Rio de Janeiro. Durán atravessa a camada aparente da Cidade Maravilhosa e nos mostra uma realidade plausível, onde a ação humana — os prédios mal-cuidados e abandonados — e a desumana — a violência surreal nas favelas — se confundem. Ele não age de modo a exaltar os aspectos chocantes do que capta, como Cláudio Assis em Amarelo Manga. A realidade emulada no roteiro faz esse trabalho por si só.

O mérito do filme está justamente no trato cadenciado de sua trama que, aliado a uma câmera bem pensada e atores imersos em seus papéis — com destaque para Blat, excepcional —, termina isento de um final feliz ou anti-climático. Como a própria vida, a história pela qual Paulo, Léon e Letícia passam não terminará naquele mirante com vista paradisíaca. Cabe a audiência se permitir imaginar que, um dia, eles estarão bem e resolvidos.

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Assistindo a um episódio da nova temporada de Family Guy, conhecido pelas bandas tupiniquins como Uma Família da Pesada, em sua nova casa (o canal FX), algo incomum aconteceu: eu simplesmente não consegui gargalhar genuinamente. E olha que sou, ao lado da Ana, um grande apreciador da série animada.

Tanto que, quando ela comprou o box com a primeira temporada, tiramos um sábado para assistirmos numa só tacada os dois DVDs do pacote. Rimos até não aguentarmos mais do humor besta e non-sense de Peter Griffin e sua família, cortesia do criador Seth McFarlane e um bando de roteiristas definitivamente chapados.

E aí você me pergunta se a série decaiu ou se o episódio em questão foi abaixo da média, pro que eu te digo que não tem nada a ver com nenhuma das duas coisas. O ponto se resume a um tema que vem incomodando boa parte da audiência brasileira: a dublagem.

ÁUDIO ORIGINAL vs DUBLAGEM

Mas quebrou a cara quem imaginou que eu iria reclamar da dublagem brasileira neste caso. Pelo contrário: é ela quem faz a diferença e deixa a série Uma Família da Pesada mais divertida. Porque no que diz respeito a desenhos animados, a dublagem brasileira dificilmente erra a mão - e cospe no prato que comeu aquele que disser que todas (as dublagens) se resumem a produções porcamente mal-adaptadas ao nosso idioma.

É claro que certas referências e artifícios do idioma original se perdem na dublagem, assim como o trabalho de voz de dubladores competentes (notem que estou na praia das animações, e não dos filmes e seriados live action); mas você só vai sacar certas coisas se realmente entende o idioma de origem, compadre.

No que diz respeito ao mundo da animação, somos agraciados com interpretações de merda apenas quando são empurrados globais e outros pseudo-famosos dentro dos estúdios de dublagem - manobras realizadas no intuito de chamar atenção do público para certas produções. Na maioria dos casos, recebemos dublagens excepcionais. Não é a toa que o dublador do Homem-Morcego em Batman Animated, a série noventista clássica produzida por Paul Dini e Bruce Timm, foi eleito um dos melhores do mundo a fazer a voz do personagem.

Infelizmente, existem coisas como a versão em português de South Park para nos envergonhar.

FILMES (NA TV) & SÉRIES

Não se dublam mais filmes e seriados como antigamente, tempos áureos da Sessão da Tarde. Qual a graça de assistir películas como Goonies e Curtindo a vida adoidado no áudio original? Nossa, seriados como Homicídio, MacGayver, Lei & Ordem (a série clássica), Nova York Contra o Crime, O Desafio… todos eram muito bem dublados e não destoavam da temática da série.

Não que eu seja a favor de assistir 24 Horas com aquela dublagem aterrorizante da Globo e da Fox - se depois da quarta temporada meu gás para as aventuras de Jack Bauer foi para o espaço, perder o áudio original me afasta completamente das exibições nas tevês fechada e aberta. Aqui funciona a teoria do costume, chamemos assim, na qual o telespectador está familiarizado a tempo suficiente com as versões dubladas que, para ele, assistir a versão com o áudio de origem não passaria de um mero ato de curiosidade.

Isso até pode ser verdade com séries e filmes exibidos nas tevês abertas. E seria mais verdade ainda SE a qualidade das dublagens destes segmentos fossem competentes como antigamente.

NA TELA GRANDE A HISTÓRIA MUDA

Se o filme em cartaz não for uma animação em longa-metragem, pode apostar que não irei assisti-la se a cópia em questão for dublada. Como foi o caso de Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado, que teve apenas uma cópia enviada para Maceió - a dublada! Bem capaz do filme sair de cartaz e eu ficar chupando dedo até chegar o DVD. Não só eu, imagino. Me dá um pavor nérdico imaginar que o filme de ação mais esperado do ano, Transformers, venha a ser exibido aqui com o áudio em português.

Fui convertido para frequentador de salas de cinema pela minha mãe, que me levava para assistir um bocado de coisas. Segundo a teoria do costume, minha mente só aceita que eu vá assistir filmes (com gente de carne e osso atuando) com o som original rodando porque fui condicionado para tal. O que, de certo modo, não deixa de ser uma verdade.

TECLA SAP?

Pode parecer estranho e contraditório, mas é a minha preferência: fico com minha versão dublada de Uma Família da Pesada com muito gosto. Mas se é para assistir 24 Horas, que seja para ouvir Jack Bauer gritar “Drop the gun! Now!” e ler a legenda “Largue a arma! Agora!” no canto inferior da telinha.

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“Don’t believe the hype” foi a frase que ecoou na minha mente ao término da sessão de Harry Potter e a Ordem da Fênix. Pelo menos, em hypes como o promovido pelo Omelete. Leitor fiel de boa parte das resenhas - e dos resenhistas, conseqüentemente - cinematográficas do site, fiquei besta como eles se deram ao trabalho de encher a bola da adaptação do quinto livro da série comandada pela britânica J.K. Rowling; e ainda indicá-lo como provável melhor filme da franquia até agora.

Opiniões à parte, o quinto Potter está longe de bater o terceiro, …e o Prisioneiro de Azkaban, dirigido pelo excepcional Alfonso Cuarón (Filhos da Esperança). David Yates (The Girl in the Café), o segundo britânico a rodar um dos episódios da série cinematográfica, até se esforça nesse sentido. A seqüência de abertura, na qual Harry e Duda, seu primo, correm por uma enorme área rural e são pegos de surpresa por uma dupla de Dementadores, mostra que o diretor não está para brincadeiras.

Se Cuarón marcou o seu filme por trabalhar com precisão os elementos de inocência e podridão oculta desenvolvidos por Rowling no(s) livro(s), criando um modelo a ser seguido, Mike Newell (Harry Potter e o Cálice de Fogo) e agora David Yates não podiam deixar barato. Newell, que havia acabado de conduzir a direção do sem sal O Sorriso de Monalisa, teve certo êxito; mas não superou o antecessor. Yates, por outro lado, errou a mão.

Em pouco mais de uma hora e meia de exibição, a história caminha arrastada, com cortes bruscos e atuações levemente afetadas - algo que remete aos dois primeiros Potter, ambos do diretor Chris Columbus (Esqueceram de mim I e II). Pelo menos no que diz respeito ao casting infanto-juvenil. Emma Watson, a Hermione, não nos dá o gostinho das interpretações destacadas dos filmes de Cuarón e Newell. Em seu lugar, a novata e esquisita Evanna Lynch, atuando no papel da também estranha Luna Lovegood, é quem ganha destaque quando participa da película.

O roteiro também não ajuda. Considerando a história do livro, era de se esperar: a cada edição da série Harry Potter, a escritora J.K. Rowling vai aumentando o número de páginas; tanto para desenvolver melhor o universo que criou, como para colocar a molecada para ler mais (o que, neste caso, é sempre benéfico). Mas é sentido no filme que peças ou situações faltaram. Fatos revelados, como a trágica morte dos pais do coadjuvante Neville, pareciam carecer de mais relevância. No entanto, com o foco voltado para a estranha conexão entre Harry e Valdemort, o restante ficou espremido. E é aqui que Yates se perde.

Tentando conciliar seu estilo próprio, calcado na direção do elenco, com o da série, ele criou uma indecisão que incomoda o telespectador mais crítico. Há, sim, bons momentos nas interpretações de Daniel Radcliffe, Emma Watson e Rupert Grint, a trinca de protagonistas. Momentos que se perdem no decorrer da própria história que precisa ser contada; e aí vemos os atores com os botões de automático ligado. Inclusive os excelentes Gary Oldman, Brendan Gleeson e David Thewlis, espremidos pelo rolo-compressor dos 138 minutos da projeção.

O quinto Harry Potter vale pelos efeitos especiais e por certas seqüências de ação, assim como algumas risadas, mas de longe corresponde ao hype de costume do(s) estúdio(s) e de certos veículos de cultura pop.

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Eu tenho um pé atrás com Michael Bay. Dois, na verdade. Se você já assistiu algum dos filmes do sujeito, sabe do que eu estou falando - por mais deslumbrantes e mirabolantes que suas cenas de ação possam ser, Bay costuma trabalhar com roteiros superficiais ou que teriam algum potencial (A Ilha, alguém?).

Com Transformers, ele tem tudo para emplacar um hit divertido, com qualidade e que se encaixa completamente com seu estilo. Hoje, com o filme em cartaz dos Estados Unidos há alguns dias, a Dreamworks já faturou mais de 70 milhões de dólares. Uma continuação, levando em consideração as cifras e todo o hype, é mais do que certa; e Bay continuaria por trás das câmeras em Transformers 2.

Isso, claro, se os problemas que ele teve com os produtores Tom DeSanto e Don Murphy não venham a atrapalhar as negociações. O site Deadline Hollywood Daily conseguiu um post que Bay publicou recentemente em seu blog - e retirou logo em seguida - descendo o sarrafo nas intromissões e postura dos produtores em relação a ele, o filme e com a mídia especializada.

What these guys did do was stuck with a ‘silly toy movie’ and pushed it around town and kept the faith after everyone turned them down, always with the hope that maybe someone somewhere would make it. Now I commend them on that. Hats off to them, but trying to taking creative credit in the press let me just say it – irks me.

Depois dessa, Michael Bay merece o nosso respeito.

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Sem muito tempo para continuar a crônica sobre o meu último sábado - sim, tem mais umas duas partes a serem escritas. As poucas brechas no trabalho só me permitiram ler “Roleplay”, segundo arco da série Powers e que pretendo resenhar, lá no Newsarama (for free, everyone); e fumar um mísero cigarro durante o horário de almoço. À noite Ana e eu vamos assistir a Proibido Proibir, o que significa dormir fora de casa e ficar uma noite boa distante do computador.

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Trecho da resenha da versão live action de Transformers, publicada pelo Newsarama:

[…] De repente percebi que eu estava batendo palmas na sala de cinema. E gritando. E todo mundo também. De repente, pela primeira vez em anos, eu estava aplaudindo algo na tela grande. Porque esse helicóptero gigante se transforma num robô gigante e você não precisa ser fã dos Transformers para acreditar nisso. Você acredita. Não se trata de efeitos especiais ruins na tela grande. Você acredita que Blackout, o helicóptero, se transforma nesse imenso monstro.”

Eu realmente espero que, pela primeira vez, Michael Bay tenha acertado a mão.

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A figurinha acima se chama Maddy Gaiman. Pelo sobrenome, percebe-se que o pedigree da mocinha é dos grandes: ela é filha do Sr. Neil Gaiman, um sujeito que se diz escritor de quadrinhos e romancista.

Por esses dias, ela tem sido a responsável pelas novas postagens no diário virtual do papai. E isso tem um motivo especial: pai e filha viajaram para Budapeste, onde visitam os sets do segundo longa de Hellboy, criação de Mike Mignola, dirigido novamente por Guilhermo Del Toro.

Segundo Maddie, “aqui estão Doug Jones e um homem estranho. Tivemos que expulsar o homem estranho do set porque ele estava assustando criancinhas. :)”

Demais, garota.

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Estou aqui expondo idéias. Não prometo ser assíduo, não levo muito jeito para apertar todos esses pitocos. Mas é sempre bom ampliar os canais de diálogo.

Hermano Figueiredo, cineasta responsável pela direção do DocTV “Calabar”, entre outros, está blogando.

Em seus posts, relatos sobre suas experiências na exibição de filmes ao longo do estado de Alagoas.

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Cortesia de um amigo do Sr. Gaiman.

Não li a resenha simplesmente para não estragar qualquer surpresa que a adaptação possa me trazer. Dos livros que li assinados pelo autor de Sandman, IMHO, Stardust é o melhor e mais belo deles.

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