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…para eles te retrebuírem:

caraca!!!!nem leio mais tabloídes!!!heheheheh..tá td aqui!!!adorei teu espaço e comentários!!!!!!

Obrigado pela preferência, Lu.

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Recebei ontem as páginas reticuladas e prontas para serem balonizadas da BIT HUNTER GIRL edição #3. Morri de tesão ao constatar uma coisa: o traço do Pablo (Peixoto) evoluiu pra caramba da edição #1 para cá. Me peguei imaginando, ao comparar as páginas atuais com as antigas, como seria ele hoje ilustrado os primeiros dois scripts da nossa série virtual.

Mas só imaginando, porque esse salto faz parte do processo evolutivo necessário. Eu mesmo notei umas mancadas que cometi no roteiro do número #3 e agora preciso ficar atento a uma série de lances pequenos, mas muito importantes quando as palavras estão sendo fechadas em descrições e a história se forma.

E forma é uma coisa importante nas próximas semanas: eu preciso voltar ao roteiro da edição #4, atualizar o plot geral da série e listar todos os textos de apoio que preciso criar para me guiar na ambientação. Coisas que eu nem pensava em fazer, já que o projeto era publicar em fanzine xerocado sempre que desse e sobrasse grana no bolso; um processo criativo artesanal para passar o tempo. Mas trazê-lo para a internet, acho eu, aumenta a sua importância. Tem tanta porcaria por aí que a gente não quer ser nivelado por baixo.

É por essas e outras que ainda não divulguei o site oficial da série. Quero ter uma estrutura mínima estabelecida para começar o boca a boca. A única coisa que já adiantei por aqui foi a data de estréia: junho. Já olhei um dia no calendário, mas preciso sentar com o Peixoto e fechar umas coisas para afinarmos a sintonia quanto as atualizações virtuais.

Estamos chegando no próximo estágio do jogo e já sinto aquela adrenalina comendo as paredes da minha barriga.

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Aqui estou eu, encarando mais um dia de expediente morno no trabalho, quando aproveito - depois de fazer o único serviço que me foi passado hoje - para rascunhar o script da edição 4 da BIT HUNTER GIRL. Na segunda página, travei no primeiro quadro, quando deveria colocar uma conversação sobre “amenidades” entre dois personagens.

Decidi, então, colocar um diálogo tapa-buraco na boca de um desses personagens, já pensando que teria que quebrar a cabeça para modificá-lo de modo decente posteriormente:

********:
–tinha uns quinze metros de altura. Cravei a espada na altura da nuca e desci correndo pelas costas dele, rasgando tudo.

********:
Isso me valeu alguns décimos de nível e um belo exercício.

Fiquei imaginando uma resposta da protagonista Júlia, outro remendo que precisaria de retoques no arremate final do roteiro. Mas aí me veio uma coisa pervertida de escrever:

Júlia:
É uma pena que vírus-ciclope tenham saído de moda. Nunca enfrentei um deles.

Júlia:
Eu queria saber qual a sensação de dar uma dedada naquele olho gigante e cabeludo…

Agora, estou realmente tentado a deixar as coisas assim e me divertir com a reação da molecada que sacar a piada. Ou dos pais que, por ventura, venham a passar os olhos pelo o que os filhos andam lendo na rede.

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BIT HUNTER GIRL é a minha idéia de banda cover descolada em forma de uma história em quadrinhos. Trata-se de uma mistureba pop tocada com arranjos que tentam soar diferenciados – tentam porque só no final do show é que vocês, a audiência, poderão dizer se o que foi apresentado realmente trouxe algo de novo ou inusitado – e, principalmente, divertidos. Por que não é isso que queremos de um grupelho que se dá ao trabalho de tocar os hits dos nossos artistas preferidos: pura e simples diversão?

Tudo bem, a proposta acima é meio que uma isca para cativar os desavisados e pode soar falsa no todo para os mais ligados – propositalmente. Porque a minha meta nada secreta com essa personagem e o universo que a cerca é apenas um: aprender. Eu quero descobrir a freqüência comum da cabecinha do leitor médio e sintonizar nela, e esse será meio caminho andado para cair no gosto pop-ular. Os outros 50%, claro, vem do meu talento e esforço para que as coisas dêem certas.

A primeira tentativa com esse teste-sério veio na forma de fanzines: BIT HUNTER GIRL, máxi-série em 12 edições a serem vendidas nas convenções de mangá/anime e RPG de Maceió e, para o restante do país, através do site da NAPALM!. Não deu certo porque os eventos realizados na capital alagoana não têm o mesmo fluxo dos realizados nos grandes centros do sul, nem nós dispúnhamos de uma grana bacana pra tirar uma xerox melhor e dar um acabamento decente; e o site do selo maceioense havia ido pras cucuias, sem previsão de volta recente.

Com duas edições produzidas e com quase ou mais de cinqüenta cópias fabricadas – das quais, hoje, devem sobrar menos de dez juntando números 1 e 2 –, percebi que esse seria um processo de execução cansativo e broxante. Uma hora ou outra, eu iria desistir. Ou então o Pablo (Peixoto, o desenhista) cansaria do não-retorno do público o qual não conseguíamos alcançar e ia partir pra outra. Se eu quisesse salvar o barco e levá-lo para uma rota segura, esse seria um bom momento.

Foi aí que as novas notícias positivas sobre quadrinhos virtuais e o surgimento de nichos de mercado digital no Japão começaram a dar um nó na minha cabeça. Sempre achei sedutora a idéia de colocar algo na rede que desse algum retorno financeiro – tem uma pá de artistas independentes norte-americanos que, na Internet, encontrou seu público consumidor. Dada as devidas proporções – metade da população estadunidense tem acesso à rede, enquanto cerca de 10% ou menos dos brasileiros estão conectados residencialmente –, isso tinha que dar certo aqui de algum modo.

No Brasil, os Malvados, a tirinha-website do André Dahmer, dá certo. Ele fatura seu ‘troco’ com a venda de camisas personalizadas, um álbum com diversas das tiras publicadas on-line e propagandas do Google ad-sense. O negócio dá certo porque o trabalho do Dahmer tem qualidade e ele sabe bem respeitar uma das coisas mais importantes para um leitor assíduo: periodicidade. Quando vai tirar férias ou não dá pra atualizar, ele logo avisa na página principal. Um casamento perfeito entre qualidade do produtor e do atendimento ao consumidor.

Por essas e outras que a rota do barco BIT HUNTER GIRL tomou rumos virtuais. E nada mais adequado para uma série que trata de um programa anti-vírus semi-consciente a lá Megaman, certo? O Peixoto concordou, e chegamos num consenso também em relação à produção das histórias e de suas publicações: ele já terminou a arte da edição 3 e deve começar o processo de reticulamento ainda esta semana. E eu vou continuar o script do número 4 de onde parei. E assim mantemos a produção de pelo menos uma história por mês.

A idéia é que, em junho, estréie o site oficial da série – que será publicada mensalmente (ou quinzenalmente, dependendo de alguns fatores) numa edição virtual gratuita de extensão .cbr, com oito páginas de conteúdo, capa, contra-capa, páginas extras com o making-of do gibi e uma quarta-capa com a prévia da edição seguinte. Os leitores do Sr. Warren Ellis vão notar de cara que trata-se do formato Fell (adotado também por Matt Fraction em Casanova) de publicação: menos páginas que um gibi convencional com conteúdo de apoio para incrementar a leitura. A grande diferença, claro, está na gratuidade da nossa publicação.

O site terá outras coisas, é claro, mas isso aí a gente fala mais pra frente. Em junho, estamos no ar. Este mês, mais novidades. Por enquanto, fiquem com um preview da edição 3:

Leia também:

- Parte 3: A Arte
- Parte 2: Formatação original
- Parte 1: A Proposta

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Sheyla de Almeida é, oficialmente, a musa cabalística deste blog.

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- Série The Boys em nova editora

- Review: Quadrinhópole edição #1 e edição #2

Sobre a minha história em parceria com o Thiago, Invisíveis, o Zé Oliboni (do PopBalões) foi bem claro:

Invisíveis, de Pablo Casado, é a história mais esperada da revista, porém, não está tão acima da média. O autor tem, aos poucos, construído um bom nome no ramo dos fanzines com os títulos da Napalm! Comics, mas, aqui, seu trabalho não cativa o leitor.

Apesar de mostrar conceitos diferentes de magia, a trama mais parece um prelúdio de algo maior. E não uma HQ autoconclusiva. Talvez se Casado continuar explorando esse universo que começou a criar depois de algumas edições surja algo bem interessante.

O desenho de Thiago Oliveira é bom, com forte influencia do mangá, tomando emprestado também elementos visuais de jogos de videogame da década de 1990. Destacam-se o visual do lobo-xamã e o trabalho em tons de cinza, que cria um clima adequado para a trama.

Mesmo assim, é perceptível que Oliveira ainda não tem um estilo bem definido, misturando conceitos que, ainda, não funcionam de forma harmônica.

Também houve um erro de impressão na primeira página da história, que ficou fora de foco, provavelmente por estar em uma resolução inferior à que deveria.

Valeu pelas críticas construtivas e pela ‘história mais esperada da revista’, Zé.

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Comentários funcionando no modo antigo.

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- Image prepara encadernado de Fell

- The Boys, de Garth Ennis e Darick Robertson, é cancelada

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- American Born Chinese recebe prêmio inédito

- Blog de produção da animação Castlevania está online

- Bendis e Mack envolvidos em novo projeto com o Demolidor

- Kevin Spacey na seqüência de Superman: O Retorno

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